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Formação sobre saúde mental e ECA Digital fortalece cultura de cuidado nas escolas

Iniciativa na rede das escolas públicas estaduais integra o conjunto de ações do Programa Escola Segura para a prevenção da violência, bullying e cyberbullying

Por Ivana Barreto (SEDUC)
25/04/2026 14h33
Formação promovida pela Assessoria de Convivência Educacional (ACE) para quadro funcional das escolas públicas estaduais

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc), por meio da Assessoria de Convivência Educacional (ACE), segue avançando na construção de ambientes escolares mais seguros, acolhedores e colaborativos. Nos dias 22 e 23 de abril, a rede promoveu ações formativas voltadas ao ECA Digital e à promoção da saúde mental nas escolas.

A programação deu continuidade ao ciclo de webinários sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente no contexto digital, realizado de forma online, com transmissão via YouTube para toda a rede estadual de ensino, em parceria com o Cefor. A iniciativa ampliou o acesso às orientações sobre o ECA no ambiente digital, abordando os desafios contemporâneos da educação.

Já a formação presencial voltada à promoção da saúde mental foi realizada no município de Breves, no Marajó, no Centro de Desenvolvimento da Educação do Pará (CEDEP), reunindo educadores, gestores e representantes da rede de proteção local. O encontro teve como foco o fortalecimento das práticas de cuidado emocional no ambiente escolar.

A diretora da Escola Estadual Gerson Peres, Edjane Celeste, ressaltou a importância da iniciativa e a relação direta entre aprendizagem e bem-estar emocional. “Não existe aprendizagem efetiva sem saúde mental. É impossível dissociar as duas. O sofrimento psíquico, o bullying, o cyberbullying, não são apenas problemas sociais, são barreiras invisíveis que impedem nossos alunos de aprenderem e se desenvolverem", afirmou.

Edjane Celeste complementou: "Transformar esse aprendizado em exercício diário é a nossa verdadeira missão a partir de hoje. Entendo que a gente não pode permitir que o aprender do dia a dia fique apenas na teoria. Precisamos transformar esse aprendizado em prática cotidiana e fazer da escola um espaço, antes de tudo, humano e seguro”.

Em Breves, participaram do treinamento cerca de 150 pessoas, entre professores, gestores, coordenadores pedagógicos e representantes da rede de assistência, como Caps (Centros de Atenção Psicossocial) e Cras (Centros de Referência de Assistência Social). A formação presencial proporcionou um espaço de escuta, troca de experiências e qualificação das práticas educacionais. A parceria com a Fundação Mapfre contribuiu para ampliar o alcance das discussões, trazendo expertise em projetos de impacto social voltados à qualidade de vida.

Durante o encontro, foram abordados temas fundamentais como a identificação de sinais de sofrimento emocional, estratégias de acolhimento, práticas de cuidado no cotidiano escolar e a implementação de protocolos para o encaminhamento de estudantes à rede de serviços. Também foram discutidas questões sensíveis, como violências no ambiente escolar e comportamentos autolesivos, reforçando o papel da escola como espaço de proteção e desenvolvimento integral.

Para a professora do Atendimento Educacional Especializado da Escola Estadual Gerson Peres, Edivana Vieira Praia, a formação trouxe contribuições práticas para o cotidiano escolar. “O suporte oferecido proporcionou o direcionamento necessário para lidar com o bullying, o cyberbullying e as demandas de saúde mental dos alunos. A implementação de protocolos será fundamental para agilizar o encaminhamento à rede de serviços e garantir um olhar mais humanizado sobre o estudante”, destacou.

A iniciativa integra o conjunto de ações do Programa Escola Segura, que atua de forma contínua na prevenção às violências, no enfrentamento ao bullying e ao cyberbullying, no apoio psicossocial e na promoção de uma cultura de paz nas escolas. As atividades também priorizam o desenvolvimento de habilidades socioemocionais e o fortalecimento de vínculos entre estudantes, professores e comunidade escolar.

“A formação proporcionou aos participantes a oportunidade de refletir criticamente sobre suas práticas e de reorganizar fluxos locais de acolhimento, qualificando a resposta das escolas frente a situações desafiadoras. Mais do que isso, foi reforçada a compreensão de que a escola é um ambiente privilegiado para a promoção da saúde mental, capaz não apenas de potencializar os processos de ensino e aprendizagem, mas também de exercer um papel fundamental na proteção da vida de crianças e adolescentes”, contou Anderson Rosa, palestrante do evento.

A ação reafirma o compromisso da Seduc com uma educação integral, que reconhece a saúde mental como elemento essencial para o ensino e a aprendizagem, contribuindo para o desenvolvimento pleno de crianças e adolescentes em todo o estado.

Texto de Amanda Castro / Ascom Seduc