PCPA prende 10 integrantes de facção criminosa no Pará e em outros quatro Estados
Mandados foram cumpridos em Ananindeua, Benevides e Vigia, no Pará; e também em cidades de Santa Catarina, Goiás, Rio de Janeiro e no Amazonas
A Polícia Civil do Pará deflagrou a operação ‘Hemostasia’, nos dias 5, 6 e 7 de maio, para cumprir mandados de prisão preventiva, prisão por recaptura, bem como de busca e apreensão domiciliar, expedidos contra investigados por integrar facção criminosa, após parecer favorável do Ministério Público do Pará (MPPA). A ação foi conduzida pela Delegacia de Repressão às Facções Criminosas (DRFC), vinculada à Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO).
As ordens judiciais foram cumpridas nos municípios de Ananindeua, Benevides e Vigia, no Estado do Pará; Blumenau e Palhoça, no Estado de Santa Catarina; Aparecida de Goiânia e Goianésia, no Estado de Goiás; e nas capitais dos estados do Rio de Janeiro e do Amazonas.
O delegado Augusto Potiguar, titular da DRCO, explicou que durante a ação foram presos 10 membros de facção criminosa com atuação no Pará. “São mandados de prisão preventiva pela prática do crime de homicídio qualificado, mandado de recaptura, além de duas prisões em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e posse ilegal de arma de fogo. Eles exerciam funções de liderança na estrutura da organização criminosa”.
Cinco dos investigados foram identificados como atuantes nas funções de ‘idealizadores de missões’ e ‘torre’, no âmbito da estrutura hierárquica do grupo criminoso. No momento do cumprimento da medida cautelar, um deles atentou contra a equipe policial, circunstância que exigiu reação por parte dos agentes de segurança. Após a intervenção, o investigado foi imediatamente socorrido e encaminhado para atendimento médico.
As ações integram o último ciclo do cronograma da Operação Nacional ‘Renorcrim’ (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas), coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da SENASP (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e da DIOPI (Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência).
A operação Hemostasia contou com o apoio investigativo do Grupo de Trabalho de Facções (GTF/NIP) e do Núcleo de Recuperação de Ativos (LD/NIP), e apoio operacional da Delegacia de Homicídios Metropolitana (DHM), da Divisão Estadual de Narcóticos (DENARC/PA), da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE), da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/PA). Também participaram a Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE/PCSC), o Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO/PCAM), a Delegacia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD/PCERJ), o GEIC – Crimes Cibernéticos da 15ª Regional de Polícia de Goianésia (PCGO), e a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas (DRACO/PCGO).
Texto de Jacqueline Costa, sob supervisão de Wander Lima

