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Semas forma agentes ambientais em comunidades ribeirinhas no Lago Sapucuá, em Oriximiná

Curso realizado entre os dias 19 e 21 de maio fortaleceu a educação ambiental, o protagonismo comunitário e a atuação de moradores na proteção dos territórios

Por Arthur Sobral (SEMAS)
21/05/2026 12h02

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) promoveu, entre os dias 19 e 21 de maio, o Curso de Formação de Agentes Ambientais para moradores da comunidade Casinha, na localidade do Barreto, no Lago Sapucuá, em Oriximiná, na região do Baixo Amazonas. A iniciativa contou com a parceria da Associação das Comunidades da Gleba Trombetas e Gleba Sapucuá (ACOMTAGS).

A programação reuniu ribeirinhos, extrativistas e moradores de outras comunidades da região, com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre educação ambiental, preservação dos recursos naturais e fortalecimento da participação comunitária no cuidado com o território. A formação também dialogou com o contexto do Acordo de Pesca do Lago Sapucuá, política construída com a participação das comunidades e que envolve 14 comunidades e mais de 700 famílias.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a conteúdos voltados à conscientização ambiental, proteção dos rios e florestas, descarte adequado de resíduos, mudanças climáticas, conservação da biodiversidade e identificação de problemas ambientais nas próprias comunidades. A ação foi realizada com o apoio da ACOMTAGS, reforçando a articulação entre o poder público e as organizações comunitárias que atuam na defesa dos territórios tradicionais no Baixo Amazonas.

O secretário-adjunto de Gestão e Regularidade Ambiental da Semas, Rodolpho Zahluth Bastos, destacou que a formação de agentes ambientais em comunidades ribeirinhas fortalece a presença da política pública ambiental nos territórios.

“Quando a educação ambiental chega às comunidades, ela se transforma em instrumento de cidadania, proteção territorial e valorização dos modos de vida tradicionais. A formação de agentes ambientais no Lago Sapucuá fortalece o protagonismo dos moradores, em uma região onde o Acordo de Pesca já demonstra a força da organização comunitária para proteger os recursos naturais, garantir segurança alimentar e preservar os modos de vida do pescador artesanal”, ressaltou Rodolpho Zahluth Bastos.

Para a coordenadora de Educação Ambiental da Semas, Andreia Monteiro, o curso aproximou o conhecimento técnico da vivência comunitária, estimulando a construção coletiva de soluções ambientais.

“A proposta da formação é despertar nos participantes o sentimento de pertencimento e responsabilidade coletiva. Cada agente ambiental formado passa a ser uma referência dentro da comunidade, capaz de orientar, mobilizar e compartilhar conhecimentos que ajudam a prevenir danos ambientais e fortalecer práticas sustentáveis no dia a dia”, afirmou Andreia Monteiro.

Entre os participantes, José Augusto Sarmento Castro, 63 anos, morador da comunidade Boa Nova, no Lago Sapucuá, avaliou que a formação contribuiu para reforçar conhecimentos já presentes na vivência das comunidades tradicionais.

“Na verdade, a gente que já vem de base, já tem um princípio e conhece um pouco essa realidade. Eu entendo que uma formação como essa é um dos pontos principais para as comunidades, porque traz para nós um tema essencial, que é o meio ambiente”, destacou José Augusto.

A ação integra a estratégia da Semas de ampliar as atividades de educação ambiental em diferentes regiões do Estado, com foco na valorização das comunidades tradicionais, no fortalecimento da cidadania ambiental e na construção de práticas sustentáveis adaptadas à realidade de cada território.