Uepa formaliza rede de pesquisa e pós-graduação com 13 universidades estaduais
Convênio foi firmado durante o 75° Fórum da Associação Nacional de Reitoras e Reitores da Universidades Estaduais e Municipais (Abruem)
A Universidade do Estado do Pará (Uepa) assinou, nesta quinta-feira (21), o Acordo de Cooperação Técnica que formaliza a criação de uma rede de pesquisadores e programas de pós-graduação das universidades vinculadas à Associação Brasileira das Reitoras e Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem). O ato ocorreu durante o 75º Fórum Nacional de Reitoras e Reitores da Abruem, realizado em Porto Alegre (RS), e reuniu os representantes de 14 universidades estaduais de dez estados brasileiros.
Para o reitor da Uepa, Clay Chagas, o alcance do acordo vai além das fronteiras institucionais. “Esse é um acordo de 14 universidades que compõem a Abruem, das cinco regiões do Brasil. Faz com que a gente estabeleça uma ampliação das relações voltadas para pesquisa e extensão em 74 programas de pós-graduação, isso só fortalece as relações entre as universidades que já são cooperadas, mas principalmente fortalece a nossa pesquisa e a nossa pós-graduação”, afirma.
A iniciativa, articulada no âmbito da Abruem, integra instituições do Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil: Fundação Universidade Estadual do Ceará (Funece), Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), Universidade Estadual do Maranhão (Uema), Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (Uemasul), Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), Fundação Universidade Regional do Rio Grande do Norte (FURRN), Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) e Universidade Estadual do Tocantins (Unitins).
O reitor destaca ainda o potencial transformador da rede. “Isso de fato é um grande instrumento de cooperação, de fortalecimento da pesquisa e da pós-graduação não só da Abruem, mas do Brasil como um todo — pelo número de universidades que assinam, que são 14, e dos 74 programas de pós-graduação, do qual nós lideramos toda essa rede”, ressalta Clay Chagas.
Ação e articulação
O acordo organiza a cooperação em sete unidades temáticas: Biociências e Conservação da Biodiversidade; Ciências Exatas, Aplicadas e Engenharia; Educação, Ensino e Formação Docente; Estudos Territoriais, Culturais e Sociais; Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ecologia Aplicada; Saúde Pública, Enfermagem e Gestão em Saúde; e Tecnologias Educacionais e Inovação no Ensino. A Uepa integra todas as sete unidades.
As ações previstas abrangem o desenvolvimento de projetos de pesquisa multicêntricos, o compartilhamento de infraestrutura, disciplinas, acervos e coorientações, além da mobilidade acadêmica de pesquisadores, docentes e estudantes entre as instituições parceiras. O acordo também prevê a submissão conjunta de propostas a agências de fomento nacionais e internacionais, como Capes, CNPq e FAPs. Entre as metas do Plano de Trabalho estão o aumento de 30% nas publicações em coautoria interinstitucional até 2027, a implantação de pelo menos um PPG em rede até 2030 e a mobilidade de pelo menos 150 pesquisadores e estudantes ao longo da vigência do acordo.
Para a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Luanna Fernandes, os efeitos práticos para os programas da Uepa são concretos e imediatos. “Na prática, o projeto deve fortalecer os PPGs da Uepa por meio da participação de discentes e pesquisadores em atividades acadêmicas em outras universidades, acesso a diferentes laboratórios e grupos de pesquisa, aumento de publicações em coautoria e construção de novas parcerias institucionais”, explica. Ela ressalta ainda o caráter inédito da iniciativa. “Este programa é inédito e reforça a consolidação e expansão da pós-graduação das IES estaduais”, afirma Luanna Fernandes.
A diretora de Desenvolvimento e Pesquisa da Propesp, professora Luely Oliveira da Silva, é quem coordena o projeto pela Uepa. Para ela, a rede vai muito além da formalização de uma parceria. “A rede funcionará a partir da articulação entre programas e pesquisadores organizados em clusters temáticos, promovendo ações como mobilidade de docentes e discentes, pesquisas multicêntricas, coorientações, disciplinas compartilhadas, eventos científicos, publicações conjuntas e submissão colaborativa de projetos e propostas de novos cursos”, explica. A professora destaca ainda que a iniciativa “cria oportunidades para reduzir assimetrias regionais, fortalecer as universidades no cenário científico nacional e ampliar a captação de recursos e a internacionalização.”
A presença do professor Marcel Botelho, presidente da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) e da Confederação Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), no ato de assinatura, demonstra o potencial da rede e como ela pode se consolidar como um dos principais instrumentos de cooperação científica entre as universidades estaduais brasileiras.
Fórum de Reitores
A celebração do acordo ocorreu no âmbito do 75º Fórum Nacional de Reitoras e Reitores da Abruem, realizado de 19 a 22 de maio de 2026, em Porto Alegre. Com o tema Universidades, mudanças climáticas, gestão de riscos e desastres e construção de resiliência, o evento reuniu gestores universitários, pesquisadores e especialistas para debater o papel das instituições de ensino superior diante dos desafios climáticos contemporâneos, especialmente após os marcos estabelecidos pela COP 30, realizada em novembro de 2025 no Brasil.
A delegação da Uepa no evento foi composta pelo reitor Clay Chagas, pela pró-reitora de Graduação, Acylena Coelho, pela pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Luanna Fernandes, pelo pró-reitor de Extensão, Higson Coelho, pelo pró-reitor de Gestão, Carlos Capela, e pela diretora de Desenvolvimento e Pesquisa da Propesp, Luely Oliveira da Silva.
Texto: Stefanie Paixão (Ascom Uepa)

