Escolas estaduais apresentam projetos de sustentabilidade e empreendedorismo na Feira MEI do Sebrae
Estudantes da rede pública expuseram iniciativas voltadas à cultura amazônica, educação ambiental e inovação, fortalecendo o protagonismo juvenil e a aprendizagem prática
Entre os dias 25 e 29 de maio, escolas da rede pública estadual participaram da Feira MEI, promovida pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com a exposição de projetos desenvolvidos por estudantes voltados à sustentabilidade, cultura amazônica e empreendedorismo. A ação integra atividades pedagógicas da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e reforça o papel da escola como espaço de formação integral, criatividade e protagonismo estudantil.
Nesta sexta-feira (29), a Escola Estadual Aldebaro Klautau apresentou produtos desenvolvidos nas oficinas do projeto “Cuia Literária”, entre eles biojoias produzidas com materiais naturais da Amazônia, sabonetes artesanais elaborados com ervas medicinais e espécies amazônicas, além de papel reciclado com sementes, que pode ser plantado após o uso.
O projeto surgiu com foco na literatura e na valorização da identidade cultural paraense, mas foi ampliado para incorporar práticas ligadas à sustentabilidade e aos saberes tradicionais da Amazônia.
Segundo o professor Antônio Lucas, um dos idealizadores da iniciativa, a proposta busca aproximar os estudantes da realidade cultural e ambiental da região. “O projeto Cuia Literária começou voltado para a literatura e para a valorização da identidade paraense. Com o tempo, ampliamos o trabalho para incluir outros elementos da cultura amazônica, como as biojoias, o papel reciclado com sementes e os sabonetes artesanais. Hoje, os alunos participam de todas as etapas da produção e transformam o aprendizado em experiências práticas”, destacou.
Valorização da cultura paraense
Além das atividades voltadas à sustentabilidade, o projeto também incentiva o reconhecimento e a valorização das expressões culturais do Pará.
“Uma das oficinas foi conduzida pelos próprios estudantes e trabalha expressões típicas da cultura paraense. A proposta é levar essas frases para diferentes espaços da escola, por meio de placas e intervenções pedagógicas, fortalecendo o sentimento de pertencimento e valorizando nossa identidade cultural”, acrescentou o professor.
As atividades promovem integração curricular entre disciplinas como Ciências, Língua Portuguesa, Artes, Matemática e Geografia, contribuindo para o desenvolvimento de competências acadêmicas e socioemocionais.
Aprendizagem que gera oportunidades
A estudante Karoline Leão, do 3º ano do ensino médio, participa das oficinas de produção de sabonetes artesanais e papel semente. Para ela, a experiência contribuiu para ampliar conhecimentos e desenvolver novas habilidades. “Eu me identifiquei muito com a produção de sabonetes e do papel semente. Participar dessas oficinas me ajudou a compreender melhor a importância da preservação ambiental e também a descobrir habilidades que posso levar para a vida. Hoje consigo produzir sabonetes em casa porque aprendi na escola”, afirmou.
Karoline também destacou a importância da participação da escola na Feira MEI. “É muito importante ver nossa escola em um evento como esse. Percebemos que o trabalho desenvolvido pelos alunos tem valor e desperta o interesse das pessoas. Isso também incentiva outros estudantes a participarem dos projetos”, disse.
Projetos fortalecem protagonismo estudantil
As iniciativas apresentadas pela Escola Aldebaro Klautau demonstram como projetos pedagógicos podem integrar sustentabilidade, cultura amazônica e aprendizagem prática no ambiente escolar. Além disso, ampliam as oportunidades de participação dos estudantes em experiências relacionadas ao empreendedorismo, à educação ambiental e à valorização dos saberes regionais.
Ao longo da semana, outras escolas da rede estadual também participaram da Feira MEI com projetos voltados à inovação e à sustentabilidade. As escolas João Carlos Batista e Zulima Vergolino apresentaram o projeto de sabão ecológico; a Escola Ulysses Guimarães expôs biojoias; a Escola Ruth Santos levou projetos de velas aromatizadas, aromatizadores de ambiente e biofertilizantes; a Escola Cidade de Emaús apresentou o projeto TransformArte; a Escola de Ensino Técnico do Estado do Pará (EETEPA) Vilhena Alves participou com a Incubadora de Produtos e Serviços da Bioeconomia Amazônica; e a EETEPA Celso Malcher apresentou o projeto “Meninas Ribeirinhas nas Engenharias”, entre outras iniciativas desenvolvidas por estudantes da rede estadual.
Texto: Amanda Castro - Ascom/Seduc

