Programa Uepa Ambiental fortalece cultura de sustentabilidade na universidade
A política universitária segue as diretrizes da Agenda Ambiental na Administração Pública e estima que mais de 80 toneladas de resíduos já foram destinados adequadamente
No Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, a Universidade do Estado do Pará (Uepa) reforça seu compromisso com a sustentabilidade por meio do Programa de Gestão Uepa Ambiental, iniciativa que há mais de uma década promove mudanças de hábitos, gestão adequada de resíduos e conscientização ambiental em toda a comunidade acadêmica.
Criado a partir da preocupação com a destinação correta dos resíduos gerados na universidade, o programa surgiu em 2015 e foi institucionalizado em 2018. Desde então, tornou-se uma política permanente da instituição, alinhada às diretrizes da Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), à Política Nacional de Resíduos Sólidos e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas.
Segundo o coordenador do programa e pró-reitor de gestão da universidade, professor Carlos Capela, a iniciativa nasceu como uma proposta de mudança de hábitos dentro da universidade, mas evoluiu para uma política institucional voltada à sustentabilidade e à gestão integrada de resíduos.
“Inicialmente, era uma proposta para transformar comportamentos dentro da universidade. Hoje, é uma política institucional que fortalece a sustentabilidade ambiental e a gestão integrada dos resíduos, reafirmando o compromisso da Uepa com as diretrizes ambientais nacionais e internacionais”, destacou ele na abertura da III Semana do Meio Ambiente Uepa Ambiental – Cidadania e Responsabilidade Socioambiental pós COP30, que começou na última segunda-feira, 1, e segue até o próximo dia 12, com apoio do Instituto Descarte e da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa).
Ao longo dos anos, o programa ampliou suas ações para diferentes campi da capital e do interior do estado. Entre os avanços estão a implantação da coleta seletiva, a instalação de ecopontos, o fortalecimento das parcerias com cooperativas de reciclagem, a elaboração de planos de gerenciamento de resíduos e a realização permanente de atividades de educação ambiental.
Os resultados já podem ser percebidos em números e também na transformação da cultura institucional. De acordo com o professor Carlos Capela, mais de 80 toneladas de resíduos deixaram de ser destinados inadequadamente a lixões e aterros, passando a integrar cadeias de reaproveitamento e reciclagem.
“A sustentabilidade não é discurso. Ela se constrói diariamente por meio de ações concretas, da educação ambiental e da responsabilidade compartilhada. Não existe gestão ambiental sem participação coletiva”, afirma.
A geógrafa Eliane Conceição, integrante da equipe do Uepa Ambiental, acompanha de perto essa transformação. Ela lembra que, antes da implantação das ações do programa, era comum encontrar resíduos acumulados em diferentes espaços da universidade. Hoje, a realidade é diferente.
“Os campi contam com contêineres específicos para resíduos recicláveis, eletrônicos, lâmpadas, pilhas e resíduos de saúde. Além disso, os ecopontos permitem que estudantes, professores, servidores e até moradores do entorno tragam materiais de casa para o descarte adequado”, explica.
Segundo ela, o programa vai além da gestão de resíduos e atua fortemente na sensibilização da comunidade acadêmica.
“Nosso objetivo é fazer com que as pessoas compreendam que cada resíduo descartado corretamente contribui para a melhoria da qualidade de vida e para a preservação do meio ambiente. A mudança acontece quando cada pessoa entende seu papel nesse processo”, ressalta.
As ações também geram impactos sociais ao fortalecer o trabalho das cooperativas de reciclagem parceiras, que recebem os materiais previamente separados e organizados pela universidade, contribuindo para a geração de renda e para o fortalecimento da economia circular.
Atualmente, o Programa Uepa Ambiental reúne profissionais de diferentes áreas do conhecimento e desenvolve ações que integram ensino, pesquisa, extensão e gestão. O trabalho busca consolidar uma cultura ambiental permanente, capaz de contribuir para a formação de profissionais conscientes e preparados para enfrentar os desafios socioambientais contemporâneos.
“Cuidar do meio ambiente é, acima de tudo, cuidar das pessoas. Pequenas mudanças de hábitos, quando realizadas coletivamente, têm o poder de transformar realidades”, conclui o coordenador do programa.
Programação - Até a próxima semana, os campi de Belém e de outros municípios integram a programação da III Semana do Meio Ambiente, com realização de palestras e recebem resíduos eletrônicos, como aparelhos celulares, de televisão, cabos, teclados, entre outros itens, para o descarte correto, de 9h às 14h, conforme a programação:
- 8/6 - Campus II - Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (Tv. Perebebuí, 2623 - Marco)
- 9/6 - Campus IV - Enfermagem (Av. José Bonifácio, 1289 - Guamá)
- 10/6 - Campus I/ Reitoria - Centro de Ciências Sociais e Educação (Tv. Djalma Dutra, s/n - Telégrafo)
- 11/6- Campus XXII - Ananindeua (MH4R+7Q, Ananindeua - PA)
- 12/6 - Planetário do Pará (Rod. Augusto Montenegro, s/n - Km 03 - Mangueirão)
- De 8 a 12 de junho - Campus XII - Santarém (Av. Plácido de Castro, 1399 - Aparecida)
- De 8 a 12 de junho - Campus XVI - Barcarena (R. Tomás Lourenço Fernandes, 356 - Murucupi)
- De 9 a 11/6 - Campus VIII - Marabá (Av. Hiléia, s/n - Amapá)

