Policiais civis prendem homem por divulgação de conteúdo íntimo sem consentimento
O suspeito também foi detido por ameaça e descumprimento de medidas protetivas de urgência contra a vítima, sua ex-companheira
A Polícia Civil do Pará, por meio da equipe da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Castanhal (na Região Metropolitana de Belém), deu cumprimento ao mandado de prisão preventiva expedido contra um homem por divulgação de conteúdo sexual e nudez sem consentimento, ameaça e descumprimento de medidas protetivas concedidas a sua ex-companheira.
A prisão ocorreu após investigação iniciada devido à denúncia da vítima. Ela informou à polícia que o suspeito descumpriu as medidas protetivas e ainda expôs vídeos íntimos dela para terceiros, sem seu consentimento. Ele ainda teria proferido ameaças de morte contra a ex-companheira, informou a delegada Samary Costa, responsável pela prisão.
“A mulher relatou que o criminoso mostrou o referido vídeo para seu atual namorado e sua cunhada. O suspeito ainda informou ao namorado da vítima que foi ao local onde o casal estava para matá-los, mas resolveu ir embora depois de ouvir barulhos de um animal. A vítima afirmou, ainda, que o investigado pichou o muro de seu local de trabalho com inúmeras frases ofensivas”, detalhou Samary Costa.
Ação policial - Diante da gravidade dos fatos, a autoridade policial representou pela prisão preventiva do investigado e pela busca e apreensão domiciliar, a fim de apreender objetos relacionados ao crime. As ordens judiciais foram cumpridas após diligências externas, resultando na prisão do investigado e na apreensão de três aparelhos telefônicos, que foram encaminhados ao órgão pericial responsável.
O preso foi conduzido à unidade policial para a realização dos procedimentos legais cabíveis, e encontra-se à disposição do Judiciário.
“Esse caso trata-se de um crime grave, conhecido como ‘pornografia da vingança’ (revenge porn), denominação que se dá pelo ato de expor cenas íntimas ou sexuais de terceiros sem seu consentimento com a intenção de macular a honra e a imagem da pessoa alvo da exposição. Ressaltamos que vítimas de crimes semelhantes procurem uma unidade policial para denunciar seus autores, para que assim possamos investigar e aplicar as implicações penais necessárias aos criminosos”, enfatizou a delegada.
Texto: Jacqueline Costa, estagiária sob supervisão de Jeniffer Terra - Ascom/PCPA

