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COMBATE AO CRIME ORGANIZADO

Operação “Coalizão Pela Paz” alcança a marca de 200 mandados de prisão cumpridos

Ação conjunta entre as forças de segurança estaduais e federais combate facções criminosas e garante a prisão de lideranças do crime no Estado

Por Governo do Pará (SECOM)
03/08/2026 16h44

A operação "Coalizão Pela Paz", deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/PA) e pela Polícia Civil do Pará, atingiu a marca de 200 mandados de prisão preventiva cumpridos, consolidando-se como uma das maiores e mais eficientes ações de enfrentamento às facções criminosas no Estado do Pará, alcançando uma média superior a uma prisão por dia. 

A ação policial é fruto de um robusto e minucioso trabalho de investigação estruturado em dez inquéritos policiais, que resultaram no indiciamento e na representação pela prisão preventiva e outras medidas cautelares contra 341 integrantes de uma organização criminosa em atuação no Estado, como explica o delegado-geral adjunto da PCPA, Temmer Khayat. 

“Os alvos ocupavam cargos estratégicos e de liderança na estrutura da facção, com envolvimento em crimes como tráfico ilícito de entorpecentes, extorsões e atentados contra a vida de agentes públicos de segurança”, detalhou. 

As ordens judiciais foram autorizadas pelo Tribunal de Justiça do Estado do Pará após representação da FICCO/PA e recurso do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), vinculado ao Ministério Público do Pará, após mais da metade dos pedidos serem indeferidos em primeira instância.

Prova técnica e a atuação do Laboratório  de Imagens da PCPA - Um dos pilares decisivos da investigação foi a localização dos cadastros oficiais mantidos pela própria organização criminosa. Essas fichas contavam com fotografias dos integrantes, as quais foram submetidas ao Laboratório de Análise de Imagens da Polícia Civil do Estado do Pará (LAB-Imagens/PCPA), que produziu 341 laudos de perícia de comparação facial forense, confirmando tecnicamente a identidade de cada um dos suspeitos cadastrados. 

“Esses laudos constituíram elementos de informação determinantes para o indiciamento formal e a representação pela prisão preventiva das 341 pessoas, além de fundamentar tecnicamente as ordens de prisão decretadas pelo Poder Judiciário e oferecer e receber denúncias à Justiça. Atualmente, os processos se encontram na fase de Ação Penal, com as denúncias devidamente recebidas e os trâmites judiciais em andamento”, continuou Khayat. 

Apuração e repressão ao vazamento de dados sigilosos - Durante o trâmite das referidas medidas cautelares sigilosas, descobriu-se a ocorrência de vazamentos de dados das investigações que subsidiaram a operação e, a partir de rigorosas apurações, identificou-se um esquema ilícito focado no vazamento de informações sigilosas de medidas cautelares que tramitavam perante a Vara de Combate ao Crime Organizado. Após diligências investigativas, os envolvidos no vazamento de informações foram identificados e presos pela FICCO/PA durante a operação "Custos Legis", deflagrada no último dia 15 de julho”. 

Integração interinstitucional e trabalho multiforças - De acordo com o delegado da Polícia Civil Vitor Fontes, da FICCO/PA, o êxito na localização e prisão de tantos alvos em diversas regiões do Pará e de outros Estados foi resultado do esforço conjunto de inúmeras instituições de segurança. “Destacando-se o apoio permanente prestado pelo Grupo de Trabalho de Facções Criminosas (GTF), vinculado ao Núcleo de Inteligência Policial da Polícia Civil do Estado do Pará (NIP/PCPA), que atuou ativamente em todas as fases da operação. A ação contou ainda com a colaboração de Polícias Militares, Polícias Civis e outras FICCOs espalhadas pelo País”, contou.

Das 341 ordens judiciais expedidas, 200 mandados de prisão preventiva e busca e apreensão já foram cumpridos até o momento, restando 141 mandados a serem cumpridos. “Constatamos que muitos dos alvos investigados vieram à óbito, enquanto uma parcela considerável encontra-se escondida em comunidades do Estado do Rio de Janeiro. Seguimos com as diligências para localizar e capturar os demais foragidos”, finalizou Vitor.

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Pará (FICCO/PA) é uma força-tarefa composta pela Polícia Civil do Estado do Pará (PCPA), Polícia Federal (PF) e pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) que tem por objetivo realizar uma atuação conjunta e integrada no enfrentamento ao crime organizado no Estado do Pará.

Texto: Jacqueline Costa, estagiária sob supervisão de Jeniffer Terra  (Ascom PCPA)