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SEGURANÇA PÚBLICA

Seap conclui nova etapa da Operação Mute em unidades prisionais do Pará

Iniciativa reforça protocolos de segurança no sistema penitenciário estadual

Por Roberta Paraense (SECOM)
05/08/2026 11h58

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) concluiu, durante o mês de julho, a 12ª fase da Operação Mute, iniciativa nacional coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen). A ação objetiva impedir a entrada e o uso de aparelhos celulares e outros materiais ilícitos nas unidades prisionais do país, e não constatou aparelho celular ou outro qualquer material ilícito nas unidades.

No Pará, a operação mobilizou equipes da Polícia Penal em ações de revistas gerais e minuciosas em unidades prisionais da Região Metropolitana de Belém e nas unidades de segurança máxima do interior. Ao longo dos cinco dias de operação, nenhum aparelho celular ou outro material ilícito foi encontrado.

Entre as unidades que receberam as equipes durante a operação estão a Unidade Penitenciária de Segurança Máxima I (UPMAX I), Unidade Penitenciária de Segurança Máxima II (UPMAX II), Unidade de Custódia e Reinserção de Bragança (UCR Bragança) e o Complexo Penitenciário de Paragominas.

O secretário adjunto de Gestão Operacional da Seap, Ringo Alex Rayol Frias, destacou que o resultado reforça a eficiência dos protocolos de segurança adotados pelo governo estadual, e evidencia o controle exercido sobre as unidades prisionais.

“A Operação Mute tem como objetivo neutralizar a comunicação ilícita dentro do sistema prisional por meio da identificação e retirada de aparelhos telefônicos. O resultado alcançado demonstra a robustez dos protocolos implementados pela Seap e reafirma o compromisso do Estado em manter a ordem, a disciplina e a segurança nas unidades penitenciárias”, afirmou.

A operação contou com o apoio integrado do Grupamento de Ações Penitenciárias (GAP), do Comando de Operações Penitenciárias (COP), do Grupo de Busca e Recaptura (GBR) e do Núcleo de Operações com Cães (NOC), que atuaram durante as revistas.

Os cães farejadores empregados pelo NOC auxiliam na identificação de substâncias ilícitas, enquanto os cães policiais reforçam a segurança das equipes durante as inspeções, ampliando a efetividade das ações de fiscalização e contribuindo para impedir a entrada de materiais proibidos nas unidades prisionais.

Para o diretor das Unidades de Segurança Máxima I e II e coordenador do Complexo Penitenciário de Santa Izabel, segundo-sargento PM J. Leite, a atuação integrada das equipes fortalece os procedimentos de segurança e contribui para os resultados obtidos.

“A operação demonstra a eficiência do trabalho desenvolvido pela Polícia Penal no Pará. O apoio das equipes operacionais garante a segurança durante as revistas e o resultado positivo comprova que os procedimentos adotados pela Seap vêm sendo aplicados de forma eficaz no sistema penitenciário”, ressaltou.

A Operação Mute integra um conjunto de ações estratégicas coordenadas pela Senappen em todo o país para fortalecer a segurança no sistema prisional e impedir a comunicação ilícita de organizações criminosas. No Pará, a Seap mantém um calendário permanente de revistas, inspeções e procedimentos operacionais, reafirmando o compromisso com a ordem, a disciplina e a segurança nas unidades prisionais.

Texto: Kaila Fonseca | Ascom Seap