Farmácia do Hospital Galileu garante maior segurança a tratamento de pacientes contra erros de medicação
Unidade analisa as prescrições, controla o estoque e faz a dispensação de medicamentos e materiais com rigor no cumprimento dos protocolos
Em alusão ao Dia Nacional da Farmácia, celebrado em 5 de agosto, o Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), em Belém, destaca o papel estratégico da Farmácia Hospitalar na segurança do cuidado aos pacientes. Muito além da dispensação de medicamentos, o setor realiza a análise técnica das prescrições, o armazenamento, a separação, a conferência e o controle de medicamentos e materiais hospitalares, contribuindo para reduzir riscos e garantir que cada item chegue ao paciente de forma correta e segura.
Todo mês, a Farmácia Hospitalar movimenta entre 380 mil e 500 mil itens, medicamentos e materiais hospitalares, destinados aos pacientes internados, ao Centro Cirúrgico e às demais áreas assistenciais. O volume evidencia a importância do setor para o funcionamento do hospital e para a segurança da assistência prestada diariamente.
Conforme o farmacêutico da unidade, Simão Pessoa, a atuação da farmácia é diversificada. "Ela atua para garantir que medicamentos e materiais estejam disponíveis no momento adequado, na quantidade necessária e em condições seguras de utilização. O serviço também participa da análise das prescrições, orienta as equipes assistenciais e acompanha o uso dos medicamentos. Fazemos parte do cuidado ao paciente e contribuímos para que o tratamento seja mais seguro e racional", explicou.
Para o farmacêutico, "cada item dispensado exige conferência rigorosa. Precisamos garantir que o medicamento esteja correto quanto à identificação do paciente, dose, quantidade, lote, validade e condições de uso. O volume evidencia a responsabilidade diária da equipe com a segurança da assistência", destacou.
Processo envolve análise técnica e rastreabilidade
No Galileu, o trabalho da Farmácia começa logo após o registro da prescrição médica no sistema. Antes da dispensação, cada prescrição é analisada pela equipe farmacêutica, que verifica informações como medicamento, dose, via de administração, frequência, duração do tratamento, incompatibilidades, duplicidades e possíveis interações medicamentosas.
Quando alguma divergência ou oportunidade de melhoria é identificada, o farmacêutico entra em contato com a equipe assistencial para realizar a intervenção necessária antes da dispensação. "Identificamos possíveis riscos antes que o medicamento chegue ao paciente. Quando necessário, conversamos com médicos e enfermeiros para esclarecer dúvidas ou ajustar a prescrição, fortalecendo a segurança do processo", afirmou Simão Pessoa.
Após a validação da prescrição, os medicamentos são separados, identificados, conferidos e encaminhados às unidades, mantendo a rastreabilidade de todas as etapas. "Realizamos o controle de estoque com a informatização, inventários periódicos, acompanhamento do consumo, monitoramento de lotes e prazos de validade. Os medicamentos de controle especial possuem registros específicos de entrada, saída, dispensação e devolução, permitindo acompanhar toda a movimentação dos produtos", explicou ele.
Protocolos reforçam a segurança do paciente
No Galileu, a equipe adota protocolos voltados à segurança no uso de medicamentos, em conformidade com a Meta 3 das Metas Internacionais de Segurança do Paciente, relacionada à segurança na prescrição, no uso e na administração de medicamentos.
Entre as medidas adotadas, estão a análise técnica das prescrições, a dupla conferência durante a separação dos medicamentos, a identificação correta dos produtos e a atenção especial aos medicamentos de alta vigilância, antimicrobianos, eletrólitos concentrados, medicamentos controlados e itens com nomes ou embalagens semelhantes.
O farmacêutico da unidade, Simão Pessoa, também destacou que são avaliados aspectos como dose, via de administração, horário, diluição, estabilidade, possíveis interações medicamentosas e condições clínicas dos pacientes. "Essas barreiras de segurança permitem identificar riscos antes da administração do medicamento. São etapas que fazem parte da rotina da equipe e ajudam a reduzir a possibilidade de erros", ressaltou.
Simão explicou que a atuação integrada entre farmacêuticos, médicos, enfermeiros e demais profissionais da assistência também contribui para tornar o cuidado mais seguro.
"A segurança do paciente depende do trabalho conjunto. O médico define a conduta terapêutica, o farmacêutico avalia os aspectos relacionados aos medicamentos e a equipe de enfermagem realiza a administração e acompanha a evolução clínica", enfatizou.
Junto às ações assistenciais, o gerenciamento da Farmácia Hospitalar envolve o planejamento dos estoques para atender às demandas das diferentes especialidades da unidade. "O desafio é manter a disponibilidade contínua de medicamentos, materiais e insumos para procedimentos de diferentes níveis de complexidade, evitando tanto a falta quanto o excesso de estoque. Isso exige planejamento, acompanhamento de indicadores e integração constante com os setores assistenciais", concluiu Simão.
Texto: Ascom/HPEG.

