Hospital Oncológico Infantil recebe atividade nacional voltada à humanização
Há 18 anos projeto percorre capitais brasileiras com experiências culturais que transformam ambientes hospitalares
Referência no tratamento do câncer infantojuvenil na Amazônia, o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol), em Belém, recebeu, no período de 3 a 7 de agosto, a programação nacional da 19ª edição do "AstraZeneca Viva a Cultura!", projeto que promove acolhimento e humanização, através de brincadeiras e de imersões culturais, em unidades hospitalares de todo o Brasil.
Desde seu surgimento, em 2007, a ação já realizou mais de 580 oficinas, 380 programações nos leitos e 179 apresentações teatrais em 95 etapas. Este ano, o tema “Explore o Mistério do Oceano” percorre o País com atividades protagonizadas pelo personagem Astro - um simpático urso amarelo de jaleco que, junto à equipe de instrutores e atores, leva crianças para uma viagem imaginária, por meio das artes cênicas e da ludicidade, a fim de aprenderem sobre os animais, sons e o meio ambiente marinho. Idealizado pelo Instituto Dançar e apresentado pelo Ministério da Cultura, o projeto tem patrocínio da companhia farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca.
“A humanização não é apenas um conceito, é um princípio que guia cada atendimento e cada olhar para as nossas crianças e famílias atendidas no Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo. Enfrentar um tratamento de saúde pode ser um momento muito delicado e iniciativas como essa chegam justamente para transformar essa rotina. Trazer a arte, a música e o brincar para dentro do hospital resgata a leveza da infância e renova as energias dos nossos pequenos pacientes. É um projeto que vem somar, de forma extraordinária, ao trabalho que já realizamos diariamente”, destaca Sara Castro, diretora-geral do Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo.
Brincar fortalece a saúde
Os benefícios do ato de brincar são citados em estudos de diferentes instituições pelo mundo, assim como as atividades culturais e entretenimento são fundamentais para o desenvolvimento e melhora de crianças durante internações hospitalares. Entre as mudanças estão mais autonomia e confiança, interação tranquila com diferentes e novas pessoas e melhor aceitação do tratamento proposto.
Moradores da Vila Sororó, no município de Marabá, Ana Clara Lima, 23 anos, e o filho Matias Souza, 4 anos, estavam atentos à peça de teatro, e o menino não perdeu a oportunidade de interagir com atores, acertando os questionamentos durante a apresentação. “Foi a primeira vez que assistimos a uma peça de teatro. É bem legal, porque distrai nós, os pais, e as crianças. Tira a gente de dentro da enfermaria para a gente ter um entretenimento”, disse a mãe.
“Eu adorei o Astro, as músicas foram muito divertidas e trazem animação para a gente que está doente”, comentou, por sua vez, a jovem Josiane Brígida, de 17 anos, que está internada em tratamento contra sarcoma (câncer raro, que acomete os ossos e os tecidos moles). Ela divertiu-se com a apresentação musical.
As atividades compreendem oficinas de musicalização, de instrumentos musicais recicláveis, de stencil em tela, para que os pequenos artistas usem a criatividade, tintas e pincéis para criar peixes coloridos, corais e estrelas do mar. Ocorrem ainda oficinas de máscaras, de animais marinhos e origami, com o incrível mundo das dobraduras de papel.
Com mais de duas décadas de atuação, o Instituto Dançar consolidou sua trajetória por meio da realização de mais de 800 eventos, sendo mais de 700 destes gratuitos, impactando mais de 3 milhões de pessoas. Ao longo desse percurso, desenvolveu iniciativas personalizadas para empresas, oferecendo consultorias e gestão de programações culturais - acreditando na arte e no entretenimento como agentes de transformação social.
Atenção à saúde oncológica infantil no Pará
Vinculado à Secretaria de Estado de Saúde Pública do Estado do Pará (Sespa), o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol) é referência na região Norte no diagnóstico e tratamento especializado do câncer infantojuvenil, na faixa etária entre 0 a 19 anos incompletos, e hoje é o maior estabelecimento do Brasil com leitos habilitados em oncologia pediátrica oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) dispõe de 89 leitos, sendo 10 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) - e atende pacientes oriundos dos 144 municípios paraenses e também do Estado do Amapá.
Texto: Ascom Hoiol

