Em Minas Gerais, PC do Pará prende suspeito de crimes sexuais contra crianças paraenses
De acordo com a polícia, homem utilizou plataformas digitais e jogos para se aproximar da vítima
A Polícia Civil do Pará, por meio da Divisão de Combate a Crimes Contra Grupos Vulneráveis Praticados por Meios Cibernéticos (DCCV), cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, contra um homem por crimes sexuais contra crianças e adolescentes. A detenção ocorreu na capital mineira de Belo Horizonte (MG), no âmbito da segunda fase da operação “Sentinela Digital”, destinada ao enfrentamento de crimes sexuais praticados contra o segmento infantojuvenil no ambiente virtual.
A Divisão de Combate a Crimes Contra Grupos Vulneráveis Praticados por Meios Cibernéticos (DCCV) é vinculada à Diretoria Estadual de Combate a Crimes Cibernéticos (DECCC), e os mandados foram expedidos pela Vara das Garantias da Região Metropolitana de Belém.
De acordo com a PC do Pará, a investigação começou após o responsável de uma criança de oito anos, que reside em Belém, denunciar o caso na delegacia. De acordo com os levantamentos, o suspeito, de 33 anos, utilizava plataformas digitais e jogos para estabelecer contato e desenvolver vínculos de confiança com crianças, explica a delegada Géssica Araruna, titular da DCCV.
“Para se aproximar da vítima, o investigado teria se passado por uma criança de 11 anos, utilizando-se de aproximação, manipulação e preparação da vítima para a prática de atos de natureza sexual. O suspeito ainda teria induzido a criança a produzir e encaminhar conteúdo de natureza íntima, dando início a uma dinâmica de exploração sexual no ambiente virtual. Além do aliciamento de criança para fins sexuais e da produção de material de abuso sexual infantojuvenil, a nossa investigação apura, ainda, a possível ocorrência de outros crimes relacionados ao armazenamento e eventual compartilhamento desse tipo de conteúdo”, informou a delegada Araruna.
Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão na residência do investigado, foram apreendidos um aparelho celular e dois dispositivos de armazenamento de mídia, além de um simulacro de arma de fogo.
“Os dispositivos eletrônicos serão submetidos aos procedimentos técnicos de extração forense e análise de dados, etapa fundamental para o aprofundamento da investigação. A análise poderá contribuir para esclarecer a extensão da atuação do investigado, identificar possíveis vítimas e verificar a possível ocorrência de outros crimes. O simulacro de arma de fogo também será objeto de apuração, especialmente para verificar eventual relação com a dinâmica criminosa investigada”, disse a delegada.
O preso foi conduzido para a unidade policial, para a realização dos procedimentos legais cabíveis, e encontra-se à disposição do Poder Judiciário.
Ação Integrada - A ação contou com o apoio operacional de policiais da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente, da Polícia Civil de Minas Gerais, o que permitiu que as medidas judiciais fossem executadas de forma integrada e segura. A atuação conjunta evidencia a importância da cooperação no enfrentamento aos crimes cibernéticos, cujas investigações frequentemente ultrapassam os limites territoriais de um único Estado.
A segunda fase da operação “Sentinela Digital” é resultado do trabalho contínuo desenvolvido pela DCCV no enfrentamento a criminosos que utilizam o ambiente virtual para aliciar, manipular e explorar sexualmente crianças e adolescentes.
A primeira fase da operação ocorreu em julho passado, em Salvador, na Bahia, quando foi cumprido mandado de prisão preventiva contra um investigado pela prática de estupro virtual contra uma adolescente paraense. Na ocasião, o suspeito foi preso e foi apreendido dispositivo eletrônico para investigação.
“O nome Sentinela Digital simboliza a atuação permanente da Polícia Civil na proteção de crianças, adolescentes e demais grupos vulneráveis no ambiente virtual, reafirmando o nosso compromisso com o emprego de investigação especializada, inteligência policial, tecnologia e cooperação entre diferentes forças de segurança para identificar e responsabilizar indivíduos que utilizam a internet como instrumento para a prática de violência e exploração sexual”, observou a delegada Géssica Araruna.
Texto: Jacqueline Costa, estagiária, sob supervisão de Jeniffer Terra / Ascom PCPA

