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Hospital Metropolitano desenvolve órtese para pacientes amputados

Reabilitação utiliza recursos personalizados para auxiliar pacientes na retomada de atividades do dia a dia e na adaptação às novas condições de vida

Por Roberta Paraense (SECOM)
14/08/2026 11h25

Para ampliar a qualidade de vida e recuperar a autonomia de pacientes que passaram por amputações, o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, desenvolve órteses e dispositivos de adaptação personalizados.

As peças são confeccionadas pela equipe de Terapia Ocupacional a partir das necessidades individuais de cada paciente e podem auxiliar em tarefas como se alimentar, utilizar o celular e realizar atividades de autocuidado. 

“Quando pensamos em adaptação, não criamos apenas um dispositivo, mas buscamos devolver ao paciente a possibilidade de realizar atividades que fazem parte da sua vida e da sua identidade”, explica a Terapeuta Ocupacional, Samanta Oliveira.

Ela completa: “Se alimentar ou utilizar o celular, para muitas pessoas, é uma atividade simples, mas para um paciente amputado é um grande desafio. Encontrar estratégias que favoreçam a autonomia, autoestima e qualidade de vida do paciente é uma das partes mais gratificantes da rotina diária”.

Os pacientes que mais demandam suporte são os internados no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) da unidade, em decorrência de queimaduras provocadas por descargas elétricas. “Os perfis são distintos. Entre os dispositivos, estão órteses para lesões nas mãos, punhos, mas existem também os direcionados para posicionamento funcional dos dedos”, destaca a profissional.

Tecnologia a favor da independência 

Edilson Pereira, 52, esteve internado há mais de dois meses no HMUE e recebeu uma órtese durante a recuperação. Segundo ele, o processo de reabilitação contribuiu para enfrentar as mudanças provocadas pelo trauma e recuperar, gradualmente, a confiança no dia a dia. “Está ótimo. Estou conseguindo comer e mexer no celular. No começo, parece mais difícil, mas vou aprendendo. Estou comendo tudo o que aparece”, brincou ao celebrar a novidade.

A atuação da Terapia Ocupacional também está relacionada aos aspectos emocionais e sociais da recuperação. Ao estimular a participação do internado em atividades e favorecer sua autonomia, a assistência contribui para uma melhor adaptação ao tratamento e às mudanças provocadas pelo trauma.

Valdemar Lima, 62 anos, acompanha de perto a evolução do amigo Edilson e reforça a importância de um atendimento que considera não apenas o trauma, mas também os desafios enfrentados durante a recuperação. “Eu achei muito interessante e fiquei muito feliz em ver que a equipe pensou em uma solução para ajudar ele nesse momento. Só de ter a oportunidade de voltar a se alimentar sozinho já fará uma diferença enorme na vida dele. São coisas simples do dia a dia, mas que fazem muita falta quando a pessoa perde a autonomia”, disse.

Assistência integral 

No Metropolitano, iniciativas como a gameterapia e o passeio terapêutico também fazem parte das estratégias utilizadas para tornar o período de internação mais acolhedor e contribuir para o bem-estar dos pacientes. “A reabilitação vai além da recuperação física. É preciso olhar para o paciente de forma integral e ajudá-lo a encontrar possibilidades para retomar sua rotina e seus projetos de vida”, reforça Samanta.

Texto: Ascom/HMUE