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Hospital Regional do Sudeste do Pará orienta sobre importância do cateterismo cardíaco

Procedimento realizado no Serviço de Hemodinâmica permite visualizar as artérias do coração, identificar obstruções e auxiliar na definição do tratamento de doenças cardiovasculares

Por Adaucto Couto (SECOM)
14/08/2026 14h19

Quando há suspeita de alterações na circulação sanguínea do coração, identificar onde está o problema pode ser decisivo para definir o tratamento. O cateterismo cardíaco é um dos procedimentos utilizados para investigar essas alterações, permitindo ao cardiologista visualizar as artérias coronárias e identificar possíveis estreitamentos ou obstruções.

Em alusão ao Dia do Cardiologista, celebrado em 14 de agosto, o Hospital Regional do Sudeste do Pará – Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá, chama a atenção para a importância do diagnóstico especializado das doenças cardiovasculares e para o papel da Hemodinâmica na assistência aos pacientes que necessitam de procedimentos de alta complexidade.

O cardiologista intervencionista Arilson Rodrigues, que atua no Serviço de Hemodinâmica da unidade, explica que o cateterismo fornece informações importantes para avaliar as condições das artérias coronárias e orientar a conduta médica de acordo com cada caso. “O cateterismo permite visualizar as artérias coronárias e identificar se existem estreitamentos ou obstruções que estejam comprometendo a circulação do sangue. A partir dessas informações, conseguimos avaliar a gravidade do quadro e definir a estratégia de tratamento mais adequada para cada paciente”, explica o cardiologista.

Como o exame é realizado

Apesar de envolver o coração, o cateterismo é realizado por uma técnica minimamente invasiva. Um cateter tubo fino e flexível é introduzido por um vaso sanguíneo, geralmente pelo punho ou pela região da virilha, e conduzido até o coração. Com o auxílio de contraste e equipamentos de imagem, o médico consegue observar as condições das artérias coronárias.

O procedimento pode ser solicitado, por exemplo, quando exames e avaliação clínica apontam suspeita de doença arterial coronariana ou em situações de urgência, como em casos de síndrome coronariana aguda, que inclui o infarto do miocárdio. Arilson destaca que o resultado do cateterismo ajuda a indicar qual caminho deverá ser seguido após o diagnóstico. “Nem todo paciente que realiza o cateterismo precisa de uma intervenção. Em alguns casos, o tratamento pode continuar com medicamentos e acompanhamento cardiológico. Em outros, quando identificamos uma obstrução importante, pode haver indicação de angioplastia para restabelecer o fluxo sanguíneo na artéria comprometida”, ressalta o médico.

Cateterismo e angioplastia, apesar de relacionados, têm funções diferentes. Enquanto o cateterismo é utilizado principalmente para identificar e avaliar alterações nas artérias coronárias, a angioplastia é uma das possibilidades de tratamento quando há obstruções que precisam ser corrigidas. Na angioplastia coronariana, dispositivos específicos são utilizados para ampliar a passagem do sangue pela artéria comprometida. Conforme a indicação médica, pode ser implantado um stent, pequena estrutura que auxilia na manutenção da abertura do vaso sanguíneo.

Atenção aos sinais - Além do diagnóstico e do tratamento especializado, Arilson Rodrigues reforça que a população deve estar atenta aos sinais que podem indicar um problema cardiovascular e buscar atendimento diante de sintomas de alerta. “Dor ou pressão no peito, falta de ar, suor frio, náusea e dor que pode irradiar para os braços, costas, pescoço ou mandíbula são sinais que precisam de atenção. Quando esses sintomas surgem de forma intensa ou repentina, principalmente diante da suspeita de infarto, é fundamental procurar atendimento de urgência o mais rápido possível”, orienta o cardiologista.

Referência em Hemodinâmica

O Serviço de Hemodinâmica do Hospital Regional do Sudeste do Pará funciona desde 2022 e atende pacientes encaminhados para procedimentos especializados. Entre as intervenções realizadas estão cateterismo cardíaco, angioplastia coronariana, além de procedimentos nas áreas vascular e neurológica.

Para o cardiologista a disponibilidade desse tipo de assistência especializada amplia a capacidade de diagnóstico e tratamento de pacientes com doenças cardiovasculares.“Na cardiologia, principalmente diante de quadros mais graves, o tempo e a precisão do diagnóstico fazem diferença. A Hemodinâmica permite investigar o problema e, quando existe indicação, realizar intervenções que podem restabelecer o fluxo sanguíneo e reduzir complicações. Contar com essa estrutura amplia o acesso dos pacientes da região a procedimentos especializados e contribui para uma assistência cardiovascular mais resolutiva”, finaliza Arilson Rodrigues.

Texto: Ascom/HRSP