Polícia Civil prende em Canaã dos Carajás suspeito de matar professor no bairro da Marambaia
Investigado confessou o crime ocorrido em Belém e foi localizado no Sudeste do Estado, após ação integrada entre equipes policiais
A Polícia Civil do Pará prendeu, na quarta-feira (12), em Canaã dos Carajás, o homem suspeito de homicídio qualificado no caso do assassinato do professor encontrado morto em uma residência no bairro da Marambaia, em julho deste ano, em Belém. O crime gerou grande repercussão à época.
A prisão do suspeito foi coordenada pela equipe da Seccional Urbana da Marambaia, com o apoio do Núcleo de Trabalho de Facções Criminosas (GTF) de Belém, do Núcleo de Apoio à Investigação (NAI) de Marabá, da Seccional Urbana de Parauapebas e da Delegacia de Canaã dos Carajás. O investigado confessou à polícia ser autor do crime ocorrido em Belém.
Entenda o crime
Segundo relato, o acusado teria se deslocado do município de Parauapebas a Belém para encontrar a vítima. Na ocasião, o professor, que era de Altamira e estava de férias na capital, seguiu até a rodoviária de Belém, onde realizou o encontro com o investigado, que teria sido marcado em um aplicativo de mensagens.
Posteriormente, ambos teriam seguido para um imóvel, utilizado pela vítima como hospedagem, onde permaneceriam durante o período em que estivessem juntos na capital.
Segundo a apuração, os dois ainda teriam realizado uma viagem para a ilha de Cotijuba, onde teriam passado um final de semana na casa de familiares de uma amiga da vítima. Durante a estadia, teriam ocorrido desentendimentos entre o professor e o investigado acusado pelo assassinato. Segundo o delegado Caio André Wassilesvski, responsável pela investigação, a discussão teria sido ocasionada após o acusado ter supostamente pedido dinheiro para comprar drogas, o que não teria sido aceito pelo professor assassinado.
“Ocorreu uma série de desentendimentos entre a vítima e o autor do crime. Em um determinado momento, a vítima conversou com a amiga, relatando estar insatisfeito com o comportamento do parceiro. Após a viagem para a ilha de Cotijuba, ambos retornaram a Belém, dirigindo-se novamente ao imóvel onde estavam hospedados. Minutos após a chegada no local, a vítima foi atacada pelo investigado. O proprietário da casa teria percebido um barulho compatível com uma ocorrência anormal, além de avistar o investigado saindo sozinho da residência”, detalhou o delegado Caio André Wassilesvski.
Segundo aponta a apuração, na manhã seguinte, o proprietário foi à casa alugada, verificar se a vítima continuaria no imóvel, já que o aluguel estava prestes a terminar. Nesse momento, encontrou o professor caído no chão, já sem vida e com sinais de violência, acionando as autoridades de imediato.
Buscas em Parauapebas e Canaã
“No curso das diligências investigativas, foram realizados levantamento de informações, oitivas de testemunhas, análise de registros de imagens e demais procedimentos destinados à reconstrução da dinâmica dos fatos e à identificação do possível autor. Diligências realizadas posteriormente indicaram que não houve registro de ingresso de terceiros no imóvel, o que reforçou os indícios de quem seria o autor do homicídio. Logo após matar a vítima, o investigado deixou o imóvel e empreendeu fuga, deslocando-se novamente para Parauapebas”, explicou o delegado Eliézer Machado, diretor da Seccional Urbana da Marambaia.
A partir do conjunto de informações reunidas, a autoridade policial pediu a prisão cautelar do investigado, medida que foi deferida pelo Poder Judiciário, possibilitando o cumprimento do mandado. Com a decisão judicial em mãos, policiais civis da Seccional Urbana da Marambaia se deslocaram até o município de Parauapebas, onde foram realizadas diligências para localização do investigado. Ele foi encontrado e preso na cidade de Canaã dos Carajás, com a ajuda das equipes de inteligência e das unidades de Canaã dos Carajás e Parauapebas.
Submetido aos procedimentos legais e interrogado, o acusado confessou o crime e apresentou sua versão sobre os fatos, indicando que teria praticado o homicídio porque a vítima não teria pago um valor de R$ 1,5 mil, supostamente acordado por serviços sexuais.
O acusado foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição do Poder Judiciário.
Texto: Rebeca Reis, estagiária sob supervisão de Jeniffer Terra (Ascom PCPA)

