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POLÍTICAS PÚBLICAS

Pará mantém recuperação do mercado de trabalho no segundo trimestre de 2026

A queda na taxa de desocupação, registrada pela Pnad Contínua, permitiu que cerca de 3,8 milhões de pessoas ficassem ocupadas entre abril e junho

Por Roberta Paraense (SECOM)
15/08/2026 16h17

A evolução marca o mercado de trabalho no Pará no segundo trimestre de 2026. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que a taxa de desocupação passou de 7% no primeiro trimestre para 6,2% entre abril e junho. No período, o Estado registrou cerca de 3,8 milhões de pessoas ocupadas.

O contingente de ocupados aumentou em aproximadamente 98 mil pessoas entre os dois primeiros trimestres do ano, passando de 3,66 milhões para 3,76 milhões. A subutilização da força de trabalho recuou de 21,7% para 19,5%. Segundo o IBGE, a série histórica mostra uma tendência de redução da desocupação e da subutilização desde o período posterior à pandemia de Covid-19, refletindo a recuperação gradual do mercado de trabalho no território paraense.

Cenário positivo - Para o secretário de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda, Inocencio Gasparim, os resultados reforçam a importância de manter políticas públicas que aproximem trabalhadores das oportunidades e contribuam para a geração de emprego e renda. “Os dados mostram um cenário de recuperação do mercado de trabalho paraense, mas também reforçam a necessidade de continuarmos avançando. O Governo do Pará tem atuado para aproximar trabalhadores das oportunidades, ampliar a intermediação de mão de obra e fortalecer políticas de empregabilidade e qualificação profissional, especialmente para públicos que ainda enfrentam maiores dificuldades para ingressar no mercado de trabalho”, afirmou.

O cenário acompanha o conjunto de ações desenvolvidas pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), para facilitar a conexão entre quem procura uma colocação e as empresas que precisam contratar.

Na rede do Sistema Nacional de Emprego (Sine), a movimentação de vagas ganhou força no segundo trimestre, quando foram disponibilizadas 8.247 oportunidades, diante de 6.185 nos primeiros três meses do ano - aumento de 33,3%. O número de pessoas inseridas em postos de trabalho formais passou de 2.009 para 2.267 - crescimento de 12,8%.

Estado amplia conexão entre quem procura por trabalho e as empresas que precisam contratar

Proximidade - Outra frente de atuação são os feirões de emprego, que levam processos seletivos para mais perto das comunidades. Em 2026, as iniciativas ocorreram em Belém e mais de dez municípios, incluindo Redenção, Abaetetuba, Castanhal, Parauapebas e Santarém, abrangendo Região Metropolitana, Sul, Sudeste e Oeste do Estado.

A estratégia permite que empresas realizem entrevistas diretamente nos municípios, reduzindo barreiras de acesso aos processos seletivos. Mais de 8 mil pessoas foram atendidas durante essas mobilizações, que resultaram em mais de mil colocações.

Atendimento - A rede do Sine conta, atualmente, com 53 postos espalhados pelo Pará, responsáveis por 255 mil atendimentos apenas em 2025, sendo instrumento importante na estratégia de descentralização dos serviços no Estado. Além das unidades próprias, os serviços estão disponíveis nas Usinas da Paz, levando informações sobre vagas e encaminhamentos para regiões afastadas dos centros urbanos.

Ao longo do ano, a Seaster ofertou vagas especialmente para uma parcela da população que enfrenta maiores dificuldades na inserção profissional, com feirões específicos para pessoas com deficiência (PCDs) e pessoas LGBTQI+, além de palestras e diálogos com empregadores para estimular práticas mais inclusivas no ambiente profissional.

Primeiro Ofício - Entre as políticas de incentivo à empregabilidade, a Seaster também desenvolve o Programa Primeiro Ofício, voltado ao encaminhamento de jovens de 14 a 24 anos para vagas na modalidade Jovem Aprendiz.

Segundo Mayra Azevedo, gerente do programa, “o 'Primeiro Ofício' é uma política pública gerida pela Seaster, que tem como objetivo encaminhar jovens de 14 a 24 anos para vagas destinadas a Jovem Aprendiz. O jovem trabalha num contrato de quatro horas diárias, sempre no contraturno escolar, para aqueles que ainda estão estudando. O objetivo do programa é aumentar a empregabilidade, proporcionando ao jovem a oportunidade de adquirir sua primeira experiência profissional”.

As empresas que aderem ao programa e firmam o termo com a Seaster recebem o certificado de Empresa Cidadã, documento que reconhece a participação na iniciativa e pode ser utilizado para comprovar, durante fiscalizações trabalhistas, o cumprimento da cota de aprendizagem destinada à juventude. Estabelecimentos com sete ou mais funcionários com carteira assinada devem disponibilizar vagas para jovens aprendizes.

Crescimento e rendimento - A Pnad Contínua mostra que o comércio e a reparação de veículos automotores e motocicletas concentram a maior parcela das ocupações no Pará, com 20,4%. Na sequência, aparecem administração pública, educação, saúde humana e serviços sociais, com 18,9%, e agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com 13,6%.

O rendimento médio habitualmente recebido em todos os trabalhos chegou a R$ 2.593,00 no segundo trimestre. A pesquisa também identificou diferenças de remuneração relacionadas ao sexo e nível de escolaridade.

Os resultados reforçam a importância da continuidade das políticas públicas voltadas à intermediação de mão de obra e à ampliação do acesso aos serviços de emprego. A articulação entre poder público, empresas e população é fundamental para transformar a expansão das atividades econômicas em novas possibilidades de inserção profissional no Estado.

Texto: Matheus Gomes, estagiário - Ascom/Seaster