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Modernização do HC amplia atendimento e transforma experiência de pacientes e servidores

Melhorias já fazem parte da rotina de quem trabalha e de quem busca atendimento especializado na unidade

Por Lucila Pereira (HC)
18/08/2026 17h08

Mais segurança para cuidar, mais conforto para quem precisa de atendimento e melhores condições para quem trabalha na assistência. Pouco mais de um mês após a entrega de novas estruturas, os impactos da modernização do Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (HC), em Belém, já podem ser percebidos na rotina de pacientes, familiares e servidores.

As intervenções foram entregues pela governadora Hana Ghassan, em 1º de julho, e contemplaram a primeira etapa da modernização do Centro Cirúrgico, a ampliação da UTI Pediátrica, a segunda etapa da ampliação da Emergência Cardiológica, além da nova estrutura da Gerência de Ensino e Pesquisa e do auditório completamente reconstruído.

Os números ajudam a dimensionar a movimentação desses serviços. Em julho, primeiro mês de funcionamento das novas estruturas, o HC realizou 328 cirurgias, registrou 584 atendimentos na Emergência Cardiológica e contabilizou 25 internações na UTI Pediátrica.

De janeiro a julho de 2026, foram realizadas 2.201 cirurgias, registrados 4.253 atendimentos na Emergência Cardiológica e contabilizadas 157 internações na UTI Pediátrica. Os dados refletem a demanda atendida pelo hospital e a importância de uma estrutura preparada para oferecer assistência especializada a pacientes de média e alta complexidade.

Centro Cirúrgico: mais segurança para pacientes e servidores

No Centro Cirúrgico, quatro das sete salas de cirurgia já foram completamente modernizadas. A intervenção também reorganizou os fluxos internos e qualificou áreas de apoio, como os espaços de preparo e recuperação pós-anestésica.

As outras três salas, que permanecem em funcionamento, serão reformadas na segunda etapa da obra. A modernização, portanto, será ampliada gradualmente, mantendo a continuidade dos serviços.

Hevertons Lins, enfermeiro

Para quem vivencia diariamente a rotina do setor, a mudança representa uma transformação nas condições de trabalho e na assistência prestada aos pacientes. Enfermeiro do Centro Cirúrgico, Everton Lins acompanhou a realidade anterior e as mudanças proporcionadas pela reforma. Segundo ele, a nova estrutura trouxe melhorias que alcançam desde os espaços destinados aos servidores até o acolhimento de pacientes e familiares.

“A gente vê que foi uma melhoria muito grande para nós, servidores, e para os nossos pacientes. Faltava reforma e o prédio era antigo. Então, a gente viu que essa reforma veio realmente para revolucionar o nosso setor, tanto na assistência quanto para nós, servidores. Hoje, nós temos um espaço de estar e um vestiário para os servidores, que não tínhamos antes. Também conseguimos, dentro do nosso setor, ter um espaço para acolher os familiares. Hoje temos uma sala própria para acolher as crianças e também os familiares, adultos e acompanhantes. Temos ainda um vestiário exclusivo para os pacientes externos, o que foi muito importante, porque antes eles precisavam trocar de roupa nos mesmos espaços utilizados pelos servidores. Hoje temos um espaço próprio para esses pacientes. Foi uma reforma que realmente era necessária para o nosso setor”, frisou. 

UTI Pediátrica: mais privacidade para crianças e famílias

Na UTI Pediátrica, a ampliação elevou a capacidade de 8 para 10 leitos operacionais, distribuídos em boxes individualizados. A nova configuração proporciona mais privacidade às crianças e aos familiares, contribui para a redução dos riscos de infecções relacionadas à assistência e permite a permanência do acompanhante durante o tratamento.

Para quem acompanha uma criança internada, a mudança pode ser percebida em detalhes que fazem diferença durante um período de fragilidade. É o caso de Alderlan Nascimento, de 28 anos, policial militar e pai de Ana Liz, de dois meses. A bebê foi encaminhada de Oriximiná para Belém após uma suspeita de cardiopatia e passou por procedimento cirúrgico antes de ser encaminhada à UTI Pediátrica.

Alderlan Nascimento, policial militar

A família acompanhou a mudança para a nova estrutura e percebeu a diferença no ambiente. “Nossa filha, logo após o nascimento, estava muito mal, e a médica do nosso município informou que possivelmente seria uma cardiopatia. Então, ela iniciou o TFD e nós nos deslocamos para Belém, onde fomos recebidos pelo Hospital de Clínicas Gaspar Vianna. Depois que chegamos, a princípio ela ficou na UTI Neonatal, passou pelo procedimento cirúrgico e, graças a Deus, a cirurgia foi um sucesso. Depois disso, ela foi para a UTI Pediátrica, que, naquele momento, ainda funcionava em outra área do hospital, enquanto esta estrutura estava em reforma. Depois que foi inaugurada a nova UTI Pediátrica, viemos para cá e percebemos a diferença no ambiente. É um espaço muito bom, acolhedor e bem dividido, que reduz bastante o risco de infecção. Graças a Deus, estamos sendo muito bem acolhidos e recebidos, além de bem assistidos por toda a equipe multiprofissional do hospital. A gente sente que nossa filha está em boas mãos e fica mais tranquilo. Podemos sair daqui para ir para casa sabendo que ela está sendo bem cuidada no hospital”, relatou.

Para Alderlan, um dos principais diferenciais está justamente na individualização dos leitos, que proporciona mais privacidade durante os momentos de comunicação entre a equipe e a família. “E o grande diferencial são justamente esses leitos individualizados, que reduzem ainda mais o risco de contaminação e trazem mais privacidade para a família. Quando entramos no quarto, conversamos com nossa filha e, quando a médica precisa dar os boletins, não ouvimos as informações dos outros pacientes, porque não dizem respeito a nós. Da mesma forma, o boletim que recebemos sobre nossa filha fica restrito a nós e à equipe médica que cuida dela. Pelo fato de cada leito ser individualizado, fechado e climatizado, a gente se sente muito mais à vontade nesse ambiente”, acrescentou.

Emergência Cardiológica: capacidade ampliada

A segunda etapa da ampliação da Emergência Cardiológica também trouxe um reforço importante para a assistência. O setor, que em fevereiro deste ano passou de 13 para 31 leitos, conta agora com 40 leitos.

A ampliação permite ao serviço estar mais preparado para receber pacientes com doenças cardiovasculares, que necessitam de atendimento especializado, agilidade e acompanhamento contínuo. Em julho, foram realizados 584 atendimentos na Emergência Cardiológica. De janeiro a julho de 2026, foram 4.253 atendimentos.

Entre os pacientes atendidos está Francisco Brito, de 76 anos, pescador, encaminhado de Altamira para o HC por causa de um problema cardíaco. Para ele, a percepção da qualidade da assistência está diretamente relacionada à agilidade do atendimento e à resposta aos sintomas apresentados.

“Pela primeira vez que estou vindo a este hospital, graças a Deus, fui bem atendido. O que a gente precisa tem aqui. Já fiz medicação e raio X e estou aguardando o que o médico vai passar. Já tomei três injeções e estou aguardando outra medicação. Foi rápido. Eu estava sentindo muita canseira e já me aliviou. Graças a Deus, está indo bem”, contou.

Ensino e pesquisa

As intervenções entregues em julho fazem parte do processo de modernização do Hospital de Clínicas e têm como objetivo ampliar a capacidade de atendimento e oferecer ambientes mais seguros, humanizados e adequados às normas assistenciais vigentes.

Além do Centro Cirúrgico, da UTI Pediátrica e da Emergência Cardiológica, também foram entregues a nova estrutura da Gerência de Ensino e Pesquisa e o auditório completamente reconstruído, fortalecendo os espaços destinados à formação, à qualificação profissional e às atividades institucionais.