Agência Pará
pa.gov.br
Ferramenta de pesquisa
ÁREA DE GOVERNO
TAGS
REGIÕES
CONTEÚDO
PERÍODO
De
A
CINEMA

Cine Líbero Luxardo apresenta nova programação com terror, drama e documentário

Entre as quatro estreias, estão dois documentários brasileiros que abordam aspectos da história do cinema nacional e a cultura do povo Munduruku

Por Adaucto Couto (SECOM)
19/08/2026 13h36

O Cine Líbero Luxardo, espaço da Fundação Cultural do Pará (FCP), inicia nova programação nesta quinta-feira (20), com filmes dos gêneros terror, drama e documentário. Entre as quatro estreias, estão os documentários brasileiros “Os Ruminantes” e “Mundurukuyü - A Floresta das Mulheres Peixe”, que abordam, respectivamente, aspectos da história do cinema brasileiro e a cultura do povo Munduruku. A programação também conta com as exibições do terror “Acampamento Miasma” e do drama “Uma Infância Alemã”.

“Acampamento Miasma: Adolescência, Sexo e Morte”

Dirigido por Jane Schoenbrun, o filme recebeu a Queer Palm, prêmio concedido durante o Festival de Cannes a produções que se destacam por suas temáticas e representações LGBTQIA+. Além da premiação, o longa foi escolhido como filme de abertura da mostra Un Certain Regard, uma das principais seções do Festival de Cannes.

A produção também vem sendo destacada pela crítica por sua abordagem autoral do terror e pela releitura dos clássicos slashers dos anos 1980 a partir de uma perspectiva queer.

Protagonizado por Hannah Einbinder e Gillian Anderson, o filme acompanha uma jovem cineasta queer contratada para revitalizar a decadente franquia “Camp Miasma”. Ao procurar a atriz que protagonizou o filme original, hoje reclusa e cercada de mistérios, ela acaba mergulhando em uma história de desejo, medo, autodescoberta e delírio.

“Uma Infância Alemã”

Ambientado na ilha de Amrum, na Alemanha, durante os últimos dias da Segunda Guerra Mundial, o filme acompanha Nanning, um menino de 12 anos que enfrenta as dificuldades provocadas pelo conflito enquanto ajuda a mãe a sustentar a família.

A produção recebeu atenção da crítica internacional e registra 92% de aprovação no Rotten Tomatoes, indicador que demonstra a recepção positiva do longa entre os críticos.

A história ganha novos contornos quando a guerra chega ao fim. O que inicialmente parece representar a chegada da paz revela uma ameaça ainda mais próxima, transformando a paisagem aparentemente paradisíaca da ilha em cenário de tensão e descoberta.

Brasil na tela em documentários

“Os Ruminantes”

Com direção de Tarsila Araújo e Marcelo Mello, o documentário resgata a história de “A Hora dos Ruminantes”, projeto escrito em 1967 pelos cineastas Luiz Sergio Person e Jean-Claude Bernardet, baseado no romance homônimo de José J. Veiga. O filme, no entanto, nunca chegou a ser realizado.

Mergulhando nos bastidores da produção interrompida, o longa utiliza entrevistas, documentos, imagens de arquivo e materiais preservados por instituições brasileiras para reconstruir uma parte pouco conhecida da história do cinema nacional. A produção também passou pelo Festival É Tudo Verdade, um dos principais eventos dedicados ao documentário na América Latina, onde foi apresentada em 2025.

Mais do que contar a história de um filme que nunca foi realizado, “Os Ruminantes” discute a relação entre cinema, memória e política, recuperando documentos e personagens ligados à produção cinematográfica brasileira das décadas de 1960 e 1970.

“Mundurukuyü - A Floresta das Mulheres Peixe”

Realizado por mulheres da aldeia Sawre Muybu, no território Munduruku, o documentário teve sua estreia internacional no Hot Docs 2025, em Toronto, no Canadá. O longa foi selecionado para a mostra competitiva World Showcase e concorreu ao Prêmio Bill Nemtin de Melhor Documentário de Impacto Social.

A seleção internacional representa um importante reconhecimento para o audiovisual indígena brasileiro, especialmente por colocar mulheres Munduruku não apenas como personagens, mas também como autoras e realizadoras da própria narrativa.

Na aldeia Sawre Muybu, às margens do rio Tapajós, no Pará, a floresta das mulheres-peixe se relaciona à mitologia Munduruku, segundo a qual, na origem do mundo, seres humanos se transformaram em florestas, plantas e animais.

O filme combina memória, ancestralidade, cultura e questões socioambientais para apresentar ao público uma perspectiva construída a partir do próprio território e dos conhecimentos do povo Munduruku.

Confira a programação

20/08 (quinta-feira)

15h - “Os Ruminantes”
16h35 - “Uma Infância Alemã”
18h25 - “Acampamento Miasma”
20h35 - “Mundurukuyü - A Floresta das Mulheres Peixe”

21/08 (sexta-feira)

15h - “Mundurukuyü – A Floresta das Mulheres Peixe”
16h30 - “Acampamento Miasma”
18h40 - “Uma Infância Alemã”
20h30 - “Os Ruminantes”

22/08 (sábado)

15h - “Uma Infância Alemã”
16h50 - “Os Ruminantes”
18h25 - “Mundurukuyü - A Floresta das Mulheres Peixe”
20h - “Acampamento Miasma”

23/08 (domingo)

15h - “Acampamento Miasma”
17h10 - “Mundurukuyü - A Floresta das Mulheres Peixe”
18h40 - “Os Ruminantes”
20h15 - “Uma Infância Alemã”

24/08 (segunda-feira)

15h - “Mundurukuyü - A Floresta das Mulheres Peixe”
16h30 - “Acampamento Miasma”
18h40 - “Uma Infância Alemã”
20h30 - “Os Ruminantes”

25/08 (terça-feira)

15h - “Uma Infância Alemã”
16h50 - “Os Ruminantes”
18h25 - “Mundurukuyü - A Floresta das Mulheres Peixe”
20h - “Acampamento Miasma”

26/08 (quarta-feira)

15h - “Acampamento Miasma”
17h10 - “Mundurukuyü - A Floresta das Mulheres Peixe”
18h40 - “Os Ruminantes”
20h15 - “Uma Infância Alemã”

Serviço

  • Cine Líbero Luxardo
  • Avenida Gentil Bittencourt, 650 – Nazaré, Belém
  • Ingressos: R$ 12 (inteira) e R$ 6 (meia)
  • Pagamento apenas em dinheiro
  • Bilheteria aberta uma hora antes das sessões
  • Lotação: 98 lugares
  • Não é permitido o consumo de alimentos e bebidas na sala de exibição

 

Texto: Maurício Carvalho - Ascom/FCP