Ação de acolhimento leva ensaio fotográfico e afeto para crianças internadas no Gaspar Vianna
Iniciativa promovida por equipe multiprofissional em Belém busca aliviar a rotina hospitalar e criar memórias afetivas para famílias de pacientes pediátricos
Em meio à rotina de cuidados e procedimentos, a tarde desta quinta-feira (20) ganhou espaço para sorrisos, afeto e registros especiais na Clínica Pediátrica do Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (HC), em Belém. A ação de acolhimento reuniu crianças internadas e seus familiares em uma sessão de fotos, realizada pela equipe multiprofissional, composta por profissionais de psicologia, assistência social, classe hospitalar e auxiliar de reabilitação, com apoio da Assessoria de Comunicação (Ascom) do HC. As fotografias foram reveladas e serão entregues às famílias.
Segundo a psicóloga Wenna Dias, a participação da família é fundamental para o bem-estar da criança durante a internação. O período hospitalar pode provocar medo, ansiedade, insegurança e afastamento da rotina, e a presença dos familiares contribui para que a criança se sinta mais segura, acolhida e protegida. “A presença e o apoio dos familiares contribuem para que a criança se sinta mais segura, acolhida e protegida, fortalecendo os vínculos afetivos e facilitando sua adaptação ao ambiente hospitalar”, explicou.
Para a psicóloga, momentos de convivência com a família também proporcionam alegria, descontração e socialização, tornando a hospitalização mais humanizada. As atividades ainda favorecem a aproximação entre familiares e profissionais de saúde, ampliando o diálogo sobre o tratamento e os cuidados necessários.
Registro afetivo
Para Josy Alessandra Miranda, 39 anos, natural de Bragança, Nordeste paraense, que acompanha a filha Maria Helena, de um ano, a ação contribuiu para tornar mais acolhedora a experiência de estar no hospital, especialmente por estar longe de casa. “Estar aqui já é difícil, longe de casa, então acho que tudo que tem para que a gente possa sentir um pouco mais em casa é importante”, relatou.
Yasmin Cristine Santos, 18 anos, moradora de Belém, participou da sessão de fotos acompanhando o filho Hikelme, de sete meses. Para ela, o momento trouxe alegria em meio à expectativa pelo tratamento do bebê. “Eu estou feliz. Eu sempre quis que ele fizesse a cirurgia, porque é bem melhor para o desenvolvimento dele. Com sete meses, dá para ele evoluir bem até um ano”, frisou.
Além de proporcionar um momento especial para as famílias, a entrega das fotografias reveladas permitirá que os acompanhantes guardem uma lembrança desse período ao lado das crianças.
Texto: Kelly Barros (Ascom HC)

