Feira Pan-Amazônica do Livro atrai público diverso com variedade de obras e estantes temáticos
Evento no Hangar atrai leitores e famílias com acervo que abrange desde literatura acadêmica e mangás até a ampliação do espaço dedicado aos sebos
“A Feira do Livro, para mim, é família e faz parte da minha vida”, afirma a jornalista Ana Moraes, que relembra da sua frequência assídua nas Feiras desde as edições mais antigas. Ela é uma das cerca de 40 mil que passam todos os dias para conhecerem os estandes da 29º Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, realizada no Hangar.
A programação deste ano está agradando tanto leitores assíduos, quanto famílias que estão conhecendo a feira com diferentes gêneros. Essa relação profunda com a leitura é uma herança familiar guardada com carinho.
Fã dos mangás japoneses, a estudante Alice Mendes já sabia o que queria comprar. Em seu segundo dia de feira, ela comprou um livro influenciado por série que assistiu em uma plataforma de streaming. “Comprei ‘Kimetsu no Yaiba’, (Demon Slayer) é uma série japonesa que mostra sobre um menino que tenta descobrir uma cura para salvar a irmã dele que virou um demônio. Sou muito fã”, explicou.
Quem chega na feira, tem a oportunidade de conhecer os 199 estandes, que além dos livros tradicionais, a diversidade de produtos em exposição tem atraído diferentes perfis de frequentadores. O evento reúne desde itens lúdicos voltados para o público infantil até uma ampla oferta de quadrinhos.
Ana Beatriz, aluna do curso de geografia da Universidade Federal do Pará (UFPA), conta que conseguiu encontrar o autor que estava procurando. “Comprei mais livros voltados para o meu curso. Estava atrás dos livros do MIlton Santos”, disse a universitária.
Sebos - Entre as novidades da edição deste ano, a Ana Moraes fala que houve um aumento na presença de sebos como o grande diferencial do evento. Com opções variadas de obras usadas a preços acessíveis. "O que gostei de perceber dessa edição é que tem muito sebo, uma diferença brutal das outras edições. A pessoa tem que vir realmente para garimpar", observa ela.
Texto: Lucas Rocha

