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'DO MITO AO GAME'

Alunos da Escola Augusto Meira apresentam protótipos de jogos educativos digital e de tabuleiro

Projeto de educação ambiental desenvolvido em sala de aula integrou a programação da 29ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes

Por Dayane Baía (ARCON)
02/09/2026 17h04

Estudantes da Escola Estadual Augusto Meira, em Belém, apresentaram nesta quarta-feira (2), na 29ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, protótipos de jogos educativos digital e de tabuleiro, resultantes de um projeto desenvolvido em sala de aula. Desafios lúdicos estimulam os jogadores a superar as etapas competitivas e colaborativas, além de incentivar o aprendizado sobre cultura e preservação ambiental.

Os jogos incentivam o aprendizado sobre cultura e preservação ambiental

O Projeto “Do mito ao game: o imaginário amazônico como inspiração à educação ambiental na criação de jogos educativos” aborda o conteúdo pedagógico a partir de problemas da região.

Beliza Trindade: processo enriquecedor

Beliza Trindade, estudante do 1º ano do Ensino Médio, contou que as ideias dos jogos surgiram em rodas de conversa durante as aulas. “Colocar a mão na massa, desde o design do jogo e o estudo das lendas, até o planejamento dos desafios tornou o processo muito enriquecedor. Estávamos muito ansiosos e com grandes expectativas em relação ao resultado final, o que gerou uma sensação muito positiva”, informou.

A estudante participou da concepção de jogos de tabuleiro até a montagem final. “Embora tenha sido um processo desafiador, especialmente por termos que conciliar a rotina escolar com o desenvolvimento do projeto, foi uma experiência singular, trabalhosa e, acima de tudo, muito recompensadora”, garantiu Beliza.

Sabrina Fortes, professora de Educação Ambiental da Escola Estadual Augusto Meira

Abordagem - A coordenadora do projeto, Sabrina Forte, professora da disciplina Educação Ambiental, destacou o protagonismo dos alunos. “Eles desenvolveram inicialmente jogos de tabuleiro, com a proposta de oferecer uma alternativa ao uso constante da internet e das redes sociais, promovendo o aprendizado por meio de uma abordagem lúdica”, explicou a coordenadora, acrescentando que, como são de uma geração que já nasceu digital, eles também sugeriram a criação de um jogo virtual, aproveitando a afinidade tecnológica para tratar de temas ambientais.

Carlos Brito, professor do Ciseb: infraestrutura e orientação técnica

O Centro de Inovação e Sustentabilidade da Educação Básica (Ciseb), da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), ofertou suporte tecnológico ao projeto. “Enquanto os alunos ficaram responsáveis pela pesquisa e pela estruturação do roteiro, a nossa equipe ofereceu a infraestrutura de computadores e a orientação técnica especializada. Isso incluiu o ensino da Linguagem de Programação C++, que era inédita para os estudantes”, ressaltou Carlos Brito, professor formador do Ciseb.

Formas de ensino - Já familiarizada com jogos digitais, Lara Loyse Costa de Sousa disse que a experiência trouxe mais do que conhecimentos sobre os assuntos. “O projeto me auxiliou a superar a timidez. Sinto-me confortável para falar e apresentar novas formas de ensino. Mas, muitas vezes, jogamos algo sem dimensionar o esforço por trás de cada detalhe. Ao criar, passei a valorizar muito mais o desenvolvimento de jogos, especialmente os educativos, e a compreender a dedicação necessária para construir algo, ainda que pareça simples”, contou Lara.

Lara Loyse Costa: projeto também ajudou a superar a timidez

Os resultados geraram uma pesquisa científica para mostrar que o uso das narrativas do imaginário popular amazônico na criação de jogos educativos pode ser uma estratégia eficaz para trabalhar a educação ambiental. Além disso, valoriza a cultura regional, contribuindo com o processo de ensino-aprendizagem dos estudantes da educação básica sobre temas ambientais relevantes, de forma criativa, lúdica e participativa.

Serviço: A 29ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, promovida pelo Governo do Pará, continua até o próximo domingo (06), no Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia - Avenida Dr. Freitas com Avenida Brigadeiro Protásio, bairro do Marco. Entrada franca.