Hospital Abelardo Santos destaca importância da Fisioterapia e tecnologia na reabilitação
Profissionais da unidade aliam conhecimento e recursos avançados para garantir a recuperação da autonomia e qualidade de vida aos pacientes
O trabalho desenvolvido pela equipe de fisioterapia do Hospital Regional Dr. Abelardo Santos (HRAS), em Icoaraci, distrito de Belém, é essencial na recuperação e no bem-estar dos usuários. Com uma atuação voltada à prevenção, avaliação e reabilitação de alterações motoras e respiratórias, os profissionais trabalham diariamente para reduzir incapacidades, devolver a mobilidade e garantir que os pacientes possam retomar suas rotinas com a maior independência possível.
Em alusão ao Dia Mundial da Fisioterapia - 8 de Setembro, a equipe da unidade promoveu uma programação especial de orientação para pacientes e acompanhantes que aguardavam atendimento no Ambulatório. A iniciativa levou informações práticas sobre prevenção de dores na coluna, cuidados posturais e a importância da mobilidade física para o cotidiano.
A coordenadora do Ambulatório, Lauriane Barros, ressaltou que a ação busca transformar o tempo de espera em uma oportunidade de promoção de bem-estar. "A sala de espera também é um espaço de cuidado e educação em saúde. Essas orientações são uma forma de aproveitar esse momento para promover informação, prevenção e qualidade de vida, aproximando ainda mais os pacientes dos profissionais e contribuindo para um atendimento cada vez mais humanizado e integral", disse a gestora.
Serviços - A assistência oferecida na unidade abrange diversos setores e especialidades, acompanhando o paciente desde os cuidados intensivos nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) adultas, pediátricas e neonatais até o suporte obstétrico e a reabilitação ambulatorial.
A estrutura do hospital conta ainda com fisioterapia aquática, indicada para o tratamento de problemas nas articulações, ossos e músculos. O plano terapêutico é individualizado e abrange a cinesioterapia, que consiste no uso do movimento do corpo como forma de tratamento, além de exercícios de fortalecimento muscular, treino de equilíbrio e técnicas de expansão pulmonar. O volume dessa assistência se reflete na produtividade do hospital. Nos últimos 12 meses, a equipe do HRAS realizou mais de 12 mil sessões de fisioterapia em diversas especialidades.
Para potencializar os resultados, o setor alia métodos já consolidados a recursos tecnológicos modernos. Entre as ferramentas utilizadas na unidade estão eletroterapia, ultrassom e laser terapêutico, além de equipamentos para exercícios funcionais. Um dos destaques na rotina de pacientes internados é o uso de óculos de realidade virtual. A tecnologia funciona como um elemento complementar durante as sessões, estimulando a participação ativa, a motivação e a adesão aos exercícios de reabilitação.
A equipe enfatizou ainda a conscientização sobre hábitos diários que preservam a saúde da coluna e dos membros inferiores. Entre as recomendações fundamentais está a escolha de calçados adequados, com salto entre dois e três centímetros, base larga e solado macio, o que evita a sobrecarga nas articulações. A equipe também alertou para a necessidade de alternar a posição do corpo a cada uma hora, seja no trabalho sentado ou em pé, além da prática de pequenos alongamentos diários para aliviar a tensão na região cervical, lombar e nas panturrilhas.
As orientações preventivas foram aprovadas pelos usuários. Raimunda Palheta, 63 anos, moradora do bairro Coração de Jesus, que cuida da mãe de 98 anos, participou da atividade enquanto aguardava atendimento, e disse que, "lá em casa, de vez em quando, eu faço os exercícios. Mas sinto muita dor no braço porque a gente carrega muito a mamãe". Ela destacou a importância de aprender a movimentação correta para evitar desgastes físicos.
Autonomia - A ação educativa na sala de espera também reforçou o estímulo à manutenção da autonomia na terceira idade. O usuário Adalberto Costa, 69 anos, que pratica exercícios físicos regularmente, acompanhou a programação no Ambulatório e ressaltou o papel da prevenção. "Achei muito interessante pela nossa idade. Dá mais um incentivo para a gente manter o nosso físico e se organizar. É fundamental para as pessoas que se acomodam, e acham que parou por ali. Quanto mais você dá vida para as coisas boas, mais vai ter saúde", afirmou Adalberto.
A eficácia do tratamento fisioterapêutico está diretamente ligada à integração com os demais profissionais do hospital. Ao atuar em conjunto com médicos, enfermeiros e equipes multiprofissionais, a fisioterapia contribui para identificação de riscos, redução de complicações e viabilização da mobilização precoce. Essa troca constante de informações garante condutas mais seguras, otimiza o tempo de internação e melhora significativamente os resultados clínicos dos usuários.
"A dor frequente não deve ser encarada como algo normal na rotina, pois incômodos crônicos afetam diretamente a mobilidade, o sono e a autonomia da pessoa. Acompanhar a evolução de pacientes que chegam ao hospital com limitações e, gradualmente, recuperam sua capacidade de se movimentar, retomando a rotina, representa a essência do nosso trabalho na rede pública", disse o fisioterapeuta Thiago Sobral.
O profissional ressaltou que a busca por atendimento especializado é fundamental ao perceber sinais de alerta, como dor intensa que não melhora com o repouso, dormência, perda de força nos membros ou sensação de queimação irradiada da coluna. Nesses casos, conforme diretrizes do Ministério da Saúde, a orientação é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para avaliação inicial e encaminhamento adequado à rede de atenção especializada.
Referência - O Hospital Regional Dr. Abelardo Santos é a maior unidade pública do Governo do Pará. Referência no atendimento à mulher, criança e população indígena, promoveu mais de um milhão de atendimentos em 2025.
A estrutura conta com pronto-socorro pediátrico, ginecológico e obstétrico 24 horas, 360 leitos distribuídos entre emergência, cirurgia, internação clínica, Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e Unidades de Cuidados Intermediários (UCIn), além de ser uma das principais maternidades do Estado, realizando mais de 5 mil partos anuais, e contar com um centro de terapia renal.
Texto: Ascom/Sespa

