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Governo do Pará amplia de 26 para 199 o número de escolas estaduais de tempo integral

Em oito anos, modalidade cresceu 665,38% e já está presente em 81 municípios; expansão terá continuidade em 2027

Por Giovanna Abreu (SECOM)
13/09/2026 18h59

O Governo do Pará ampliou de 26 para 199 o número de escolas estaduais de tempo integral entre 2018 e 2026, um crescimento de 665,38% em oito anos. Atualmente, a modalidade está presente em 81 municípios paraenses, fortalecendo o acesso dos estudantes à jornada ampliada tanto na Região Metropolitana quanto no interior do Estado.

A expansão terá continuidade em 2027, com a ampliação do número de escolas que ofertam a modalidade em diferentes regiões paraenses.

Mais do que aumentar o tempo de permanência dos estudantes no ambiente escolar, o modelo oferece um currículo voltado à formação integral, com atividades pedagógicas, clubes, tutorias, projetos de vida, desenvolvimento de competências socioemocionais e oportunidades de qualificação profissional.

A jornada ampliada integra os componentes da formação geral básica a atividades que estimulam o protagonismo, a autonomia e o desenvolvimento de diferentes habilidades dos estudantes.

Formação profissional conectada ao futuro

Em 2026, a rede estadual passou a ofertar 21 cursos técnicos nas escolas de tempo integral, contemplando áreas estratégicas e relacionadas às transformações do mercado de trabalho. Entre as formações estão Desenvolvimento de Sistemas com foco em Inteligência Artificial, Energias Renováveis, Restauração Florestal, Agroecologia e Meio Ambiente.

Os currículos são organizados por competências e habilidades e passam por revisão contínua, considerando a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), as Diretrizes Curriculares da Educação Profissional e Tecnológica (EPT), as demandas do setor produtivo e o surgimento de novas ocupações relacionadas às economias digital e verde.

Na área de tecnologia, o curso de Desenvolvimento de Sistemas com foco em Inteligência Artificial também dialoga com iniciativas de inovação desenvolvidas pela rede estadual. Entre elas está o trabalho realizado com escolas premiadas em 2025, que resultou em termo de cooperação com a Croácia, e, em 2026, a parceria com escolas de empreendedorismo desenvolvida em conjunto com o Sebrae.

“Buscamos o alinhamento às demandas atuais e futuras do mercado de trabalho, o desenvolvimento sustentável da Amazônia Paraense e a formação integral dos estudantes. Essa estratégia busca garantir que os jovens concluam o Ensino Médio com formação acadêmica sólida, qualificação profissional e perspectivas concretas de continuidade dos estudos e inserção produtiva”, explica Silvaney Seabra, diretora de Ensino Fundamental II e Médio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

Escola com maior Ideb do Estado integra modalidade

A Escola Estadual Professora Dilma de Souza Catette, que alcançou a maior pontuação do Pará no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025 entre as escolas estaduais, está entre as unidades que passaram a funcionar em tempo integral durante o período de expansão da modalidade.

Para a diretora Rosenildes Almeida, o modelo proporciona oportunidades que vão além da ampliação da jornada escolar.

“A escola de tempo integral trabalha a integralidade dos nossos estudantes e permite ampliar habilidades socioemocionais e psicossociais. É uma educação completa e de muita qualidade. Nossos alunos estudam na perspectiva de realizar sonhos, e nossos professores e equipes pedagógica e administrativa trabalham para isso. Posso dizer que a escola de tempo integral é a escola dos sonhos. Ao ampliar o atendimento dessas unidades, ampliamos também a possibilidade de sonhos realizados”, afirma.

Estudantes destacam novas experiências

O estudante Pedro Araújo, de 11 anos, aluno do 6º ano da Escola Dilma Catette, acompanhou a transição da unidade do ensino regular para o tempo integral. Após o período inicial de adaptação à nova jornada, ele destaca as oportunidades proporcionadas pelas atividades complementares.

Pedro Araújo - 11 anos - 6 ano

“No início, foi um período de adaptação, porque passei a ficar mais tempo na escola. Considero um espaço muito bom para desenvolver nosso aprendizado em diversas áreas. Temos atividades extras, como os clubes e as tutorias, que fortalecem nosso aprendizado de forma mais lúdica”, conta.

Para Maiza Brito, de 18 anos, estudante do 2º ano do Ensino Médio, o modelo também contribui para estimular o protagonismo dos alunos e prepará-los para novas oportunidades.

“Aprendemos que fortalecer nosso protagonismo nas atividades escolares contribui diretamente para a construção do nosso futuro. Não passamos nove horas aqui apenas estudando. No dia a dia, também aprendemos a conviver com o próximo, desenvolver outras habilidades e enxergar novas oportunidades para o futuro”, afirma.