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Em Belém, Policlínica Metropolitana reforça protocolos de segurança no 'Mês da Qualidade'

Certificação ONA Nível 2 reconhece a integração dos processos adotados pela unidade para reduzir riscos em consultas, exames e procedimentos

Por Governo do Pará (SECOM)
21/09/2026 11h53

Da identificação correta do paciente ao acompanhamento após exames com contraste, sedação ou anestesia, uma série de protocolos orienta a assistência oferecida pela Policlínica Metropolitana do Pará, em Belém. Durante as ações alusivas ao Mês da Qualidade, a unidade destaca como essas medidas ajudam a prevenir riscos e tornam o atendimento mais seguro para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). A Policlínica tem certificação ONA Nível 2, concedida a instituições que demonstram processos organizados e integrados, com foco na segurança do paciente e na melhoria contínua dos serviços.

A gerente administrativa da unidade, Gleici Moraes, afirma que a certificação representa mais do que um reconhecimento institucional. Ela demonstra que a qualidade e a segurança estão incorporadas à rotina dos diferentes setores. “A certificação ONA Nível 2 representa uma conquista institucional muito importante para a Policlínica Metropolitana. Mais do que um reconhecimento, ela demonstra que nossos processos são estruturados e integrados, tendo a qualidade e a segurança do paciente como compromissos permanentes”, afirma.

Para manter esse padrão, a gestão acompanha indicadores, avalia processos, identifica riscos e promove capacitações. O trabalho também envolve a integração entre as equipes assistenciais, administrativas e de apoio. “Esse resultado é fruto de um trabalho construído diariamente por muitas mãos. Cada profissional, dentro de sua área de atuação, contribui para que o cuidado aconteça de forma segura, organizada e responsável”, acrescenta Gleici. Na prática, os protocolos estão presentes em todas as etapas da jornada do usuário, desde sua chegada à unidade até a conclusão do atendimento. A identificação correta, por exemplo, funciona como uma das primeiras barreiras de segurança e ajuda a garantir que consultas, exames, procedimentos e medicamentos sejam destinados à pessoa certa.

Segurança durante os procedimentos

A gerente assistencial da Policlínica, a enfermeira Kérina Quaresma, explica que os cuidados começam antes da realização dos procedimentos e seguem durante e depois do atendimento. Pacientes e familiares também são orientados a participar ativamente desse processo. “Na Policlínica Metropolitana, a segurança do paciente é uma prioridade e faz parte de toda a jornada assistencial. Desde a sua entrada na unidade, buscamos inserir os usuários e seus familiares como protagonistas do cuidado, incentivando sua participação ativa e o diálogo com os profissionais de saúde”, afirma.

Nos procedimentos diagnósticos e terapêuticos que envolvem contraste, sedação ou anestesia, são adotados protocolos específicos para o preparo, o monitoramento e as orientações após a realização. A unidade também dispõe de uma Sala de Estabilização para atender pacientes que apresentem intercorrências ou sinais de deterioração clínica. Quando há necessidade de transferência para outro serviço de saúde, a equipe segue o protocolo de transporte seguro inter-hospitalar.

A prevenção de quedas é outra frente do atendimento. A Policlínica utiliza a Escala de Downton para avaliar o risco de cada paciente e definir medidas preventivas individualizadas. Também são aplicados protocolos para cirurgia segura, higienização das mãos e segurança na prescrição, no uso e na administração de medicamentos. As informações sobre o paciente são compartilhadas entre os setores e registradas em prontuário eletrônico. A medida contribui para a continuidade do cuidado e reduz riscos relacionados à perda ou à inconsistência de dados durante a assistência.

A segurança também depende da comunicação entre profissionais, usuários e familiares. A recomendação é que o paciente informe seu histórico de saúde, alergias, medicamentos em uso e qualquer condição que possa interferir no atendimento. Também é importante perguntar quando houver dúvidas, confirmar as orientações recebidas e avisar a equipe sobre desconfortos ou alterações percebidas durante consultas, exames e procedimentos. “A comunicação efetiva entre profissionais, pacientes e familiares fortalece a adesão ao plano terapêutico, favorece a identificação precoce de possíveis riscos e contribui para a continuidade do cuidado”, destaca Kérina.

Melhoria contínua

A acreditação é resultado de um processo permanente de construção da cultura de segurança. Para conquistar e manter a certificação, gestores e equipes precisam estar envolvidos no cumprimento e no aperfeiçoamento dos protocolos. De acordo com Paula Narjara, responsável pela Qualidade do ISSAA, a adesão de todos os setores é indispensável. “Cem por cento da instituição precisa estar engajada e comprometida para que a acreditação seja alcançada. É um trabalho rico e de muito aprendizado.”

O cumprimento dos protocolos é acompanhado por meio de indicadores, auditorias e análises críticas realizadas periodicamente. Quando são identificadas oportunidades de melhoria, a unidade desenvolve ações para corrigir os processos e reduzir riscos.

O Plano de Segurança do Paciente também prevê treinamentos, gincanas, simpósios, atividades em grupo e auditorias específicas. As iniciativas buscam manter os profissionais atualizados e reforçar que a qualidade não está restrita a uma certificação, mas faz parte do cuidado oferecido diariamente. Para o diretor-executivo da Policlínica Metropolitana, Anderson Albuquerque, a “Qualidade e segurança são compromissos permanentes da nossa unidade. Cada protocolo aplicado e cada processo aperfeiçoado representam mais proteção, confiança e respeito aos usuários do SUS.”

Texto: Ascom/Poli Metropolitana