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EDUCAÇÃO SANITÁRIA

Adepará promove ação preventiva à raiva animal em Ponta de Pedras no Marajó

Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) tem promovido ações educativas no município com foco na prevenção e no controle da raiva dos herbívoros

Por Governo do Pará (SECOM)
21/09/2026 12h12

A Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) realizou, nos últimos dias, uma série de ações educativas no município de Ponta de Pedras, no Arquipélago do Marajó, com foco na prevenção e no controle da raiva dos herbívoros.

O município foi escolhido para receber as atividades devido à circulação do vírus da raiva na região e à obrigatoriedade da vacinação dos rebanhos em municípios marajoaras considerados áreas de risco para a doença.

De acordo com o Programa Estadual de Controle da Raiva dos Herbívoros, dos 16 focos registrados pela Adepará no Pará até setembro deste ano, nove ocorreram na Ilha do Marajó: três em Salvaterra, quatro em Soure e dois em Cachoeira do Arari.

Durante as ações, médicas veterinárias da Agência orientaram produtores rurais e a população sobre os riscos da doença, as formas de prevenção e a importância da vacinação dos animais. Além dos bovinos, a imunização é obrigatória para búfalos, equinos, ovinos e caprinos.
“A nossa intenção é atuar em parceria com o produtor rural. Por isso, é fundamental que qualquer suspeita seja notificada por meio do Sisbravet. Conhecer os sinais da doença e manter a vacinação em dia são medidas essenciais para proteger os animais e também as famílias que vivem no campo”, destacou a equipe do Programa Estadual de Controle da Raiva dos Herbívoros.

Educação sanitária em escolas urbanas e ribeirinhas

A programação também alcançou instituições de ensino da rede municipal na zona rural. Uma das ações ocorreu na Escola de Educação Infantil Padre Guido Fossati, localizada na comunidade ribeirinha do Rio Tijucaquara.

Os estudantes participaram de palestras, assistiram a vídeos educativos e receberam cartilhas com linguagem lúdica sobre a prevenção da raiva, fortalecendo o papel da comunidade escolar como multiplicadora de informações.

Capacitação de agentes de saúde e endemias

Além das atividades voltadas aos estudantes, a ADEPARÁ promoveu orientações para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias, profissionais que atuam diretamente junto às comunidades e podem contribuir para a disseminação de informações e para a identificação precoce de situações suspeitas.

Para tornar o aprendizado mais atrativo, a equipe utilizou metodologias ativas, dinâmicas e recursos audiovisuais durante as atividades. “Nós utilizamos metodologias ativas para despertar o interesse dos participantes e facilitar a compreensão do tema. O objetivo é que eles se tornem multiplicadores dessas informações, compartilhando o conhecimento com familiares, amigos e a comunidade”, explicou a médica veterinária Adriane Moraes.

A vacinação contra a raiva dos herbívoros é obrigatória nos municípios definidos como áreas de risco. Em 2026, os produtores devem vacinar seus rebanhos até 31 de outubro e realizar a comprovação da vacinação em uma unidade da ADEPARÁ até 15 de novembro.
Na Regional de Soure, a obrigatoriedade abrange os municípios de Cachoeira do Arari, Muaná, Ponta de Pedras, Salvaterra, Santa Cruz do Arari e Soure.

Ações permanentes no arquipélago

As atividades integram uma estratégia contínua de educação sanitária desenvolvida pela Adepará no Marajó. Em agosto deste ano, ações semelhantes foram realizadas nos municípios de Salvaterra e Soure, onde também foram registrados focos da doença.
As iniciativas envolveram estudantes, professores, produtores rurais, agentes comunitários de saúde, profissionais da área da saúde e representantes das secretarias municipais, ampliando a rede de prevenção e vigilância da raiva dos herbívoros.

Em Soure, as ações capacitaram 35 agentes comunitários de saúde e produtores rurais para auxiliar na identificação e notificação de suspeitas da doença. Também participaram das atividades 39 alunos e professores da Escola de Ensino Técnico do Estado do Pará.

Em Salvaterra, as orientações alcançaram diferentes segmentos da comunidade escolar e profissionais da saúde. As ações ocorreram nas escolas Oscarina Santos, Olavo Novaes e Benedita Thomaz, na Comunidade Quilombola Carneiro, e na Escola de Ensino Técnico do Estado do Pará.

A programação também contemplou 40 profissionais da saúde, entre agentes comunitários, enfermeiros e médicos, que receberam orientações sobre prevenção, identificação de casos suspeitos e procedimentos de notificação.

Ao todo, nos dois municípios,  365 pessoas participaram das ações. “Esses resultados reforçam a educação sanitária como uma importante ferramenta de prevenção. A integração entre Defesa Agropecuária, Saúde, Educação, produtores rurais e comunidade fortalece a vigilância e estimula a notificação precoce, permitindo uma atuação mais rápida e eficiente no controle da raiva dos herbívoros”, destacou a médica veterinária Eloísa do Amparo.