Polícia Civil prende dois homens por extorsão mediante sequestro em Barcarena
A polícia também apreendeu armas, munições, vestimentas e distintivos com identificação da Polícia Civil. Os suspeitos estão à disposição da Justiça.
A Polícia Civil do Pará deflagrou, na última segunda-feira (21), a operação “Falso Distintivo”. A ação prendeu em flagrante dois homens apontados como envolvidos no crime de extorsão mediante sequestro, ocorrido em Vila do Conde, município de Barcarena.
A ação policial aconteceu de forma conjunta com a Superintendência Regional do Baixo Tocantins, a Delegacia de Abaetetuba, o Núcleo de Apoio à Investigação (NAI) de Abaetetuba e a Delegacia de Repressão a Roubos a Bancos e Antissequestro (DRRBA), vinculada à Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), com apoio operacional da Polícia Militar.
O caso
As detenções decorreram das investigações iniciadas após as autoridades policiais tomarem conhecimento, que na noite do último domingo (20), sete homens armados e encapuzados, utilizando vestimentas com identificação da Polícia Civil e distintivos, chegaram em um veículo preto descaracterizado e invadiram uma residência.
O delegado Mhoab Khayan, titular da Superintendência Regional do Baixo Tocantins, explicou que, durante o crime, o grupo tentou levar uma das vítimas, alegando falsamente a existência de um mandado de prisão em seu desfavor, e a agrediu.
“A vítima resistiu e foi agredida com diversas coronhadas, ocasião em que um dos criminosos ainda efetuou um disparo de arma de fogo, que não a atingiu. Diante da resistência e da movimentação da população no local, os autores deixaram o imóvel levando a filha da vítima como refém”, detalhou.
Após o sequestro, os criminosos passaram a realizar contatos com os familiares, exigindo uma alta quantia como condição para sua liberdade. Diante da gravidade do fato, as equipes policiais atuaram em conjunto com o objetivo de localizar a refém sequestrada e identificar os envolvidos.
Libertação da vítima
A vítima foi libertada na tarde da última segunda-feira (21), ocasião em que as equipes mantiveram as diligências para localização dos responsáveis pelo crime. No decorrer das investigações, surgiram informações apontando para o possível envolvimento do primeiro preso, localizado no município de Ananindeua, informou o delegado Felipe Castro, diretor da DRRBA.
“Nossa equipe localizou o suspeito pouco tempo depois do início das diligências em sua busca. Ao ser questionado acerca dos fatos, ele confirmou seu envolvimento no crime e recebeu voz de prisão em flagrante. Nós conseguimos constatar, ainda, que ele encontrava-se evadido do sistema penal”, disse o delegado.
A segunda prisão ocorreu na localidade Colônia Velha, em Abaetetuba. As investigações apontavam que o indivíduo estaria escondido na zona rural do município, ocultando o armamento, as vestimentas policiais e os instrumentos utilizados durante o crime.
“Diante do cerco estabelecido na residência, o indivíduo tentou fugir e resistir à prisão, mas foi capturado e preso em flagrante. Nas buscas no imóvel, foram apreendidos dois coletes balísticos, duas armas de fogo de calibres distintos, uma pistola calibre, carregadores com várias munições, vestimentas com padronização visual e insígnias da Polícia Civil, um aparelho radiocomunicador, objetos utilizados em arrombamentos e um telefone celular, além de outros materiais que corroboram para a materialidade do crime. Tudo foi encaminhado à unidade policial para a adoção dos procedimentos legais”, ressaltou o delegado Mhoab Khayan.
Na delegacia foi possível identificar que o segundo preso tem condenações anteriores transitadas em julgado por furto simples e tráfico de entorpecentes.
“Diante dos fatos e do material colhido, além de responder por extorsão mediante sequestro, ele também será autuado por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito e pela contravenção penal de uso indevido de uniforme, insígnia ou distintivo de função pública”, finalizou o superintendente.
Os presos foram conduzidos para a unidade policial, passaram pelos procedimentos legais cabíveis e estão à disposição do Poder Judiciário. As investigações prosseguem com o objetivo de identificar e localizar os demais envolvidos na ação criminosa.
A PC observa que qualquer informação que possa subsidiar as investigações e a captura dos demais envolvidos pode ser encaminhada ao Disque-Denúncia (181) ou ao WhatsApp da atendente virtual Iara no número (91) 3210-0181. São assegurados o sigilo e o anonimato.
Texto: Jacqueline Costa, estagiária sob supervisão de Jeniffer Terra (Ascom PCPA).

