Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz celebra 30 anos e apresenta o espetáculo “Lirismo Alemão”
Concerto terá regência do maestro Matthew Aubin e participação da flautista Clara Nascimento. Apresentação será na próxima quinta-feira, 24
A Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP) completa 30 anos em 2026 e entre as ações de celebração, está o espetáculo “Lirismo Alemão”, com regência do maestro convidado Matthew Aubin. A apresentação ocorrerá às 20h do dia 24, quinta-feira, no Theatro da Paz. Os ingressos estarão disponíveis no dia do concerto, a partir das 9h, no site ticketfacil e na bilheteria do Theatro.
Segunda convidada, a flautista Clara Nascimento será a solista da noite que apresentará obras de Carl Reinecke, Ludwig van Beethoven e Johannes Brahms. Clara é mestra em música e também se dedica ao lado acadêmico em pesquisas sobre a psicologia da música e as “potencialidades cognitivas musicais”. Além disso, construiu uma carreira consolidada como musicista sinfônica, e se apresenta em salas de concerto de todo o mundo, especialmente na Europa.
Sobre o repertório da próxima apresentação, Clara explica as características das peças. “Quando se pensa 'flauta' e 'Carl Reinecke', lembra-se de melodias expressivas, doces e de características singulares ao romantismo. Neste repertório, a conexão entre Brahms, Reinecke e Beethoven, estão ligadas diretamente a melodias luminosas, cantabiles, de articulações claras e em muitos momentos de carácter pastoral. A flauta funcionará não somente como solista, mas quase como uma conversa apaixonada entre o solo e as melodias da orquestra”, conta.
“Tocar a Ballade de Reinecke traz um sentimento de nostalgia, sendo uma das primeiras obras de dificuldade técnica que desenvolvi no início dos meus estudos. Trazer isso ao público e com orquestra, pela primeira vez, traz o sentimento de entrega e paixão ao meu instrumento. É exatamente isso que o compositor nos deu, um romantismo intenso, onde as melodias líricas da flauta podem se encontrar perfeitamente com o mar de intensidade das cordas, levando ao público uma sensação de calma, mas principalmente de amor. Espero que todos possam ter um momento único e singular ao ouvir esta obra em uma casa de concertos tão especial para todos nós”, conclui a solista.
Dr. Matthew Aubin é pesquisador, maestro e líder no cenário orquestral internacional. Reconhecido por sua excelência musical, programação inovadora, atuação inclusiva e compromisso com o desenvolvimento de novos públicos e a valorização de compositores historicamente negligenciados.
Seu trabalho artístico também se estende à televisão, ao cinema e a projetos de impacto social. Atualmente atua como diretor executivo e diretor musical em diferentes orquestras. Em 2022, fundou o Equal Billing Project, dedicado à gravação e divulgação da obra de compositores que não receberam o devido reconhecimento em vida.
Em sua primeira vez visitando Belém, o maestro Matthew Aubin conta como tem sido conhecer a cidade e os músicos locais. “Os músicos e a equipe têm sido extremamente calorosos e acolhedores comigo. Desde o primeiro gesto da batuta, senti que a orquestra estava muito aberta às minhas ideias, e já começamos a fazer música bonita juntos. Embora eu tenha passado bastante tempo viajando pela América do Norte, América Central e Europa, esta é a minha primeira vez na América do Sul. Como francófono, tenho gostado muito de descobrir a interessante ligação de Belém com a França e essa ideia de uma espécie de ‘Paris brasileira’. E, claro, a comida tem sido incrível”, diz o maestro.
Matthew ainda elogia o Da Paz. “O histórico Theatro da Paz rivaliza, em grandiosidade, com qualquer grande casa de ópera europeia. Belém deve se orgulhar muito tanto desse espaço extraordinário quanto da orquestra que nele se apresenta”, continua.
Sobre o repertório, ele afirma que o espetáculo será como uma viagem. “No conjunto, o programa propõe uma bela viagem musical: do lirismo romântico e elegante de Reinecke, passando pelo brilho clássico de Beethoven, até chegarmos ao universo sonoro caloroso e maduro do romantismo de Brahms”, finaliza Matthew.
Texto por Juliana Amaral - Ascom/Secult

