Polícia Civil do Pará deflagra operação interestadual e prende 15 pessoas por estelionato mediante fraude eletrônica
As prisões ocorreram nos Estados do Pará, Tocantins, Bahia, Goiás, Ceará e Rio de Janeiro e no Distrito Federal
A Polícia Civil do Pará, por meio da Divisão de Combate a Crimes Econômicos e Patrimoniais Praticados por Meios Cibernéticos (DCCEP), vinculada à Diretoria Estadual de Combate a Crimes Cibernéticos (DECCC), deflagrou, nesta quinta-feira (24), a operação “Firewall”, dando cumprimento a 15 mandados de prisão preventiva e a mandados de busca e apreensão nos Estados do Pará, Tocantins, Bahia, Goiás, Ceará e Rio de Janeiro e no Distrito Federal.
“Nossa investigação iniciou em dezembro de 2023, quando a vítima, gerente financeiro de uma empresa do ramo de telecomunicações, recebeu a ligação de uma pessoa que dizia ser da área de tecnologia de uma instituição bancária. Enganado, ele repassou as credenciais de acesso à conta corrente da empresa. Em seguida, foram feitas transferências bancárias não autorizadas, que somaram meio milhão de reais”, explicou o delegado da DCCEP e responsável pela investigação, Glaudson Rodrigues.
A análise dos dados bancários e financeiros feita após o afastamento judicial do sigilo, mostrou que o dinheiro foi rapidamente dividido em uma estrutura "em cascata". Primeiro passou por contas de passagem, esvaziadas no mesmo dia, e depois foi repassado a outros beneficiários por meio de transferências eletrônicas.
“Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos celulares, cartões bancários e valores em espécie. Além das prisões e das buscas, foi representado pelo bloqueio de bens, direitos e valores dos investigados, o que foi deferido pelo Juízo, até o limite do prejuízo apurado. No município de Planaltina, localizado em Goiás, um dos investigados foi encontrado na posse de uma pistola calibre 9mm com seis carregadores de calibres distintos, além de 64 munições de calibres diversos, razão pela qual ele foi autuado em flagrante delito por posse de arma de fogo de uso restrito”, contou o delegado.
Os investigados irão responder pelos crimes de estelionato mediante fraude eletrônica, lavagem de capitais e associação criminosa. Após a adoção das medidas legais, eles permanecerão à disposição do Poder Judiciário.
“A ação é resultado do compromisso da Polícia Civil do Estado do Pará que, por meio da integração e cooperação com as Polícias Civis de outros Estados, busca avançar e combater crimes patrimoniais praticados no ambiente cibernético, identificando e reprimindo grupos envolvidos nessas práticas criminosas”, finalizou Glaudson.
A operação contou com o apoio do Núcleo de Inteligência Policial (NIP/PCPA) e das Polícias Civis dos Estados do Tocantins, Bahia, Goiás, Ceará e Rio de Janeiro e do Distrito Federal, bem como do Governo Federal, através do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Texto: Rebeca Reis, estagiária sob supervisão de Jeniffer Terra (Ascom PCPA)

