Operação MUTE reforça segurança em 13 unidades prisionais do Pará
A mobilização nacional busca impedir a comunicação ilícita dentro das unidades penitenciárias
A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) concluiu, nesta quinta-feira (24), as ações da Operação MUTE no Pará. Iniciada na segunda-feira (21), a mobilização envolveu 13 unidades prisionais da Região Metropolitana de Belém e integrou a 13ª fase da operação nacional coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen). De acordo com a coordenação das ações, a operação encerrou sem que aparelhos celulares ou outros equipamentos eletrônicos tenham sido encontrados durante as revistas, realizadas nas unidades paraenses.
A Operação MUTE ocorre de forma simultânea nas unidades federativas e tem como objetivo fortalecer as ações de segurança penitenciária e combater a comunicação ilícita dentro das unidades.
Ao longo dos quatro dias, as equipes realizaram revistas gerais e minuciosas nas unidades, com atenção à identificação de aparelhos celulares, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam ser utilizados para comunicação ilícita dentro do sistema prisional. A atuação também teve caráter preventivo, com a verificação das estruturas e dos espaços de custódia.
A operação contou com a atuação integrada do Grupo de Ações Penitenciárias (GAP), do Comando de Operações Penitenciárias (Cope), do Grupamento de Busca e Recaptura (GBR) e do Núcleo de Operações com Cães (NOC), além dos policiais penais que atuam regularmente nas unidades.
Revistas
À frente das ações no complexo, o sargento J. Luiz Leite, diretor de duas unidades de segurança máxima e coordenador-geral do complexo, explica que a operação vai além da busca por aparelhos celulares.
“É uma operação de magnitude nacional, que visa buscar equipamentos eletrônicos dentro das cadeias. Concomitante a isso, verificamos também qualquer ato ilícito ou subversivo que possa vir a ocorrer, agindo de forma preventiva”, detalhou.
Durante as revistas, as equipes seguem os protocolos operacionais estabelecidos pela secretaria, com procedimentos que incluem a retirada dos internos das celas, busca pessoal e inspeção minuciosa dos alojamentos e demais espaços das unidades.
De acordo com o segundo-tenente Cristian Nascimento, do Cope, a unidade especializada, formada por policiais militares à disposição da Seap, atua tanto nas revistas quanto em outras ações de apoio dentro do sistema penitenciário.
“O Comando de Operações Penitenciárias, que é uma unidade especializada formada por policiais militares que está à disposição da Seap, comumente na Operação MUTE faz o seu papel realizando as revistas estruturais, revistas gerais e também, em caso de qualquer apoio em outra unidade, tanto do Complexo de Americano quanto do Estado do Pará”, explicou.
Na prática, o trabalho começa com o controle dos blocos e a retirada dos internos das celas. Em seguida, são realizadas a busca pessoal e a revista dos espaços antes do retorno às celas. “Estamos realizando o congelamento dos blocos, retirando os internos do interior das celas, fazendo a revista minuciosa ou busca pessoal e os retornando, bem como fazendo a revista nas celas das unidades”, ressaltou o segundo-tenente.
Segurança
O GAP também participou das atividades durante toda a operação. Para o policial penal Marques Araújo, subcomandante do grupo, a presença da equipe reforça um trabalho que já faz parte da rotina de segurança das unidades.
“Hoje nós estamos na 13ª fase e o GAP se faz presente para reforçar a segurança e ajudar no combate a materiais ilícitos dentro das unidades, combatendo assim o crime organizado e evitando essa comunicação de dentro para fora das unidades”, destacou.
No Complexo Penitenciário de Santa Izabel, as últimas revistas foram realizadas nesta quinta-feira (24), na Unidade de Custódia e Reinserção (UCR) 5 e nas demais unidades do complexo.
Para o sargento J. Luiz Leite, o resultado reforça a importância do trabalho preventivo e dos procedimentos adotados no sistema penitenciário. “Tivemos êxito na confirmação de que nada ilícito ou equipamentos eletrônicos foi encontrado, graças ao trabalho célere da secretaria”, destacou o sargento.
Texto: Kaila Fonseca

