Pará gera mais de 28 mil empregos formais até agosto e amplia oportunidades para jovens
Estado registra saldo positivo nos 144 municípios e fortalece políticas públicas de qualificação e inserção da juventude no trabalho formal
O mercado de trabalho no Pará mantém trajetória de crescimento em 2026: entre janeiro e agosto, o Estado gerou mais 28.833 empregos formais, apontam os novos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), analisados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PA), por meio do Observatório do Trabalho, em parceria com o Governo do Pará, via Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster).
O desempenho coloca o Pará na liderança da geração de empregos formais na região Norte, no acumulado do ano. O Estado respondeu por 41,70% do saldo da região Norte, que chegou a 69.138 postos de trabalho. O estoque de vínculos formais paraenses cresceu 2,89% no período, acima da variação nacional, de 2,41%. Somente em agosto, foram mais de 7,2 mil novos postos de trabalho no Estado.
Saldo positivo com expansão do mercado
A geração de empregos também alcançou grande parte do território paraense. Dos 144 municípios, 106 apresentaram saldo positivo entre janeiro e agosto, o equivalente a 73,61% do total. Belém liderou, com 6.077 novos postos de trabalho. A capital foi seguida por Parauapebas, com 5.202; Marabá; com 2.678; Canaã dos Carajás, com 2.116, e Santarém, com 1.847 novos registros.
Para Everson Costa, supervisor técnico do Dieese-PA, os números mostram que a expansão do mercado formal do Pará alcançou diferentes áreas da economia e regiões do Estado.
“Os dados mostram um cenário de expansão do emprego formal no Pará, com saldo positivo nos cinco grandes setores econômicos e nas 12 Regiões de Integração. Esse resultado revela uma movimentação importante da economia paraense, e amplia a circulação de renda nos municípios. Para os próximos meses, a expectativa é que a movimentação do segundo semestre, especialmente nos setores de Comércio e Serviços, continue contribuindo para a geração de oportunidades de trabalho”, detalha Everson Costa.
Jovens no mercado formal
Dentro desse cenário, a inserção dos jovens é uma das frentes de atuação do Governo do Pará. Por meio da Seaster, o Estado mantém o Programa Primeiro Ofício, voltado à ampliação das oportunidades de ingresso no mercado de trabalho para a juventude, especialmente com investimentos em preparação e aproximação do mundo do trabalho.
A política pública é integrada às ações de aprendizagem profissional, qualificação e intermediação de mão de obra realizadas pelo Sine Pará (Sistema Nacional de Emprego), que aproximam trabalhadores e empresas e ampliam o acesso às oportunidades disponíveis no mercado.
Em 2025, o Pará registrou 12.994 admissões de jovens aprendizes, concentrando 38% das contratações realizadas no Norte do Brasil. O resultado reforça a importância da aprendizagem como uma das portas de entrada para a primeira experiência profissional.
Outra frente priorizada é a aproximação entre juventude e mercado de trabalho por meio do Sine Pará, que oferece cadastro, orientação e encaminhamento para vagas de emprego. A rede conta com postos distribuídos pelo território paraense, ampliando o acesso dos trabalhadores aos serviços de intermediação de mão de obra.
As ações também incluem iniciativas de qualificação e aproximação com empresas, criando caminhos para que jovens tenham acesso não apenas à primeira oportunidade, mas também à formação necessária para permanecer e avançar no mercado de trabalho.
Autonomia: compromisso do Estado
Na avaliação do titular da Seaster, Inocencio Gasparim, a política de empregabilidade precisa combinar acesso às vagas, qualificação e acompanhamento dos jovens.
“Nosso compromisso é fazer com que o crescimento do mercado de trabalho chegue também à juventude paraense, principalmente àqueles que encontram mais dificuldades para acessar a primeira oportunidade. Por isso, fortalecemos programas como o Primeiro Ofício, ampliamos a qualificação e aproximamos os jovens das empresas e dos serviços de intermediação de mão de obra. Mais do que gerar uma primeira experiência, queremos contribuir para que esses jovens construam uma trajetória profissional com autonomia, renda e novas perspectivas para o futuro”, destaca o secretário.
Empregos por setores e regiões
O levantamento do Dieese-PA mostra ainda que os cinco grandes setores da economia apresentaram saldo positivo no período. O setor de serviços liderou, com 15.056 novos postos, seguido pela construção, com 5.565; comércio, com 4.227; indústria, 3.070, e agropecuária, com 915. Juntos, serviços, construção e comércio responderam por 86,18% do saldo estadual.
As 12 Regiões de Integração do Pará registraram saldo positivo entre janeiro e agosto. Carajás (no Sudeste) liderou com 10.401 empregos, seguida por Guajará (Metropolitana de Belém), com 7.972 postos de trabalho. Também obtiveram resultados positivos as regiões Baixo Amazonas (Oeste), Araguaia (Sul), Tocantins (Sudeste), Tapajós (Sudoeste), Xingu (Oeste), Guamá (Nordeste), Lago de Tucuruí (Sudeste), Rio Capim (Nordeste), Marajó (Norte) e Rio Caeté (Nordeste).
Para o Deese-PA, esse desempenho cria uma base positiva para os meses finais do ano. “A movimentação econômica do segundo semestre, impulsionada por eventos como o Círio de Nazaré e pelo período de maior consumo, incluindo Black Friday e festas de fim de ano, tende a movimentar especialmente os setores de Comércio e Serviços”, enfatiza Everson Costa.

