Maternidade do Hospital Santa Rosa busca Selo Prata de Boas Práticas
Avaliação do Ministério da Saúde integra processo de certificação rumo à eliminação da transmissão vertical do HIV e da sífilis, reforçando o cuidado materno-infantil
A Maternidade do Hospital Regional do Baixo Tocantins Santa Rosa (HRBT), no município de Abaetetuba, recebeu, na quinta-feira (1º), uma visita técnica do Ministério da Saúde, como parte do processo de certificação rumo ao Selo Prata de Boas Práticas Rumo à Eliminação da Transmissão Vertical.
A visita é uma etapa de avaliação e representa um momento de reconhecimento e, principalmente, de reflexão sobre o cuidado oferecido diariamente às mães e aos recém-nascidos. É também uma oportunidade para fortalecer processos, aperfeiçoar fluxos e identificar novas possibilidades de melhoria na assistência.
Articulação - A certificação Selo Prata de Boas Práticas Rumo à Eliminação da Transmissão Vertical envolve ações voltadas especialmente à prevenção da transmissão vertical do HIV e da sífilis, quando a infecção pode ser transmitida da mãe para o bebê durante a gestação, o parto ou em determinados períodos após o nascimento. Para enfrentar esse desafio, é fundamental que os serviços estejam articulados, e que o cuidado não termine na porta da maternidade.
Nessa etapa, a maternidade exerce um papel estratégico como elo da rede de atenção à saúde. A assistência começa no nascimento, mas precisa continuar após a alta, por meio da articulação com a Atenção Primária à Saúde e os Serviços Especializados, garantindo que cada mãe e cada recém-nascido tenha acesso ao acompanhamento e ao suporte necessário.
Para a enfermeira do Núcleo Hospitalar de Epidemiologia (NHE), Karen Castro, a visita técnica representa um momento decisivo nessa caminhada. “Como elo final desse importante processo, a maternidade cumpre um papel estratégico no cuidado materno-infantil, garantindo a segurança no segmento entre o nascimento, a referência para a Atenção Primária e o Serviço Especializado, assegurando que cada mãe e recém-nascido tenham o suporte contínuo de que precisam”, disse Karen Castro.
Segundo ela, o processo é resultado do envolvimento de toda a equipe e da integração entre os diferentes pontos da rede. “Essa conquista é o reflexo do compromisso coletivo, da dedicação da nossa equipe e do trabalho integrado da nossa rede de saúde. Cada passo dado nos aproxima ainda mais de um futuro livre da transmissão vertical em nosso município”, avaliou.
Fluxos e assistência - A avaliação também possibilita que a instituição observe de forma mais ampla os caminhos percorridos pela gestante e pelo recém-nascido dentro da rede de saúde, fortalecendo protocolos, fluxos e práticas assistenciais.
Para a coordenadora do Eixo Obstétrico, Patrícia Muniz, esse olhar sobre os processos é fundamental para garantir que o cuidado seja contínuo. “Receber esta visita técnica representa um momento muito importante para a nossa maternidade, pois nos permite olhar para o cuidado que oferecemos, fortalecer nossos fluxos e reafirmar o compromisso com a saúde materno-infantil”, enfatizou.
Patrícia Muniz destacou, ainda, que a eliminação da transmissão vertical depende da participação integrada de vários profissionais e serviços. “A eliminação da transmissão vertical exige uma atuação integrada, desde o pré-natal até o nascimento, e o acompanhamento após a alta. Cada profissional tem um papel fundamental nessa trajetória”, acrescentou.
A coordenadora explicou que o objetivo é alcançar a certificação e consolidar práticas que façam diferença na experiência de cada família atendida. “Mais do que buscar uma certificação, estamos fortalecendo práticas que garantam um cuidado seguro, acolhedor e contínuo para cada mãe e cada recém-nascido”, ressaltou Patrícia Muniz.
Trabalho coletivo - A participação no processo de certificação também é uma oportunidade para avaliar práticas, reconhecer avanços e identificar pontos que podem ser aprimorados. A proposta é que esse movimento resulte em melhorias permanentes na qualidade da assistência.
Para a diretora Assistencial Lícia Lima, a participação da Maternidade no processo, promovido pelo Ministério da Saúde em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) e a Secretaria Municipal de Saúde de Abaetetuba, representa o compromisso da instituição com a melhoria contínua do cuidado. “A participação na certificação da transmissão vertical é um momento de grande importância para fortalecer fluxos e melhorar a qualidade da nossa assistência”, enfatizou Lícia Lima.
Para a diretora, o processo também reconhece o empenho dos profissionais na prevenção da transmissão do HIV e da sífilis da mãe para o bebê. “Esse processo reconhece o compromisso dos profissionais com a prevenção da transmissão de HIV e sífilis da mãe para o bebê. Também permite avaliar nossas práticas, identificar oportunidades de melhoria e aprimorar os serviços de saúde”, explicou.
A certificação vai além de um selo ou reconhecimento institucional. Simboliza o resultado de um esforço conjunto para proteger mães e crianças. “A conquista da certificação é o reconhecimento de um trabalho coletivo em defesa da saúde materno-infantil. Participar desse processo demonstra nosso compromisso com um atendimento seguro, qualificado e humanizado”, disse Lícia Lima.
Proteger o futuro - A caminhada rumo ao Selo Prata reforça que a eliminação da transmissão vertical é construída diariamente, com informação, prevenção, diagnóstico, tratamento, acompanhamento e integração entre os serviços.
Cada consulta, orientação, conduta assistencial e encaminhamento fazem parte de uma rede que tem como propósito comum proteger duas vidas: da mãe e do bebê.
A visita técnica do Ministério da Saúde marca mais um passo nessa trajetória e fortalece o compromisso da Maternidade com uma assistência cada vez mais segura, qualificada, acolhedora e humanizada.
No Hospital Santa Rosa, as práticas diárias em busca da certificação incluem cuidar, integrar e proteger. Além de reforçar a rede para que cada nascimento represente uma chance de assegurar um futuro mais saudável para mães, bebês e suas famílias.
Texto: Ascom/Sespa

