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EDUCAÇÃO PÚBLICA

Integração da Educação de Jovens e Adultos no ambiente prisional é debatida em Belém

O I Seminário Interestadual de Socialização de Políticas Penais em Ambientes Prisionais, promovido pela Seduc, reuniu gestores do Mato Grosso e Espírito Santo

Por Bianca Rodrigues (SEDUC)
16/04/2024 17h04

A experiência de representantes das secretarias de Educação e de Administração Penitenciária de outros estados foi apresentada a profissionais da área educacionalDiretores, professores e técnicos participaram do I Seminário Interestadual de Socialização de Políticas Penais em Ambientes Prisionais, promovido pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc). A programação foi realizada na manhã desta terça-feira (16), no auditório da Secretaria, em Belém, e contou ainda com representantes dos estados do Mato Grosso e Espírito Santo. O encontro teve a finalidade de fazer a integração interinstitucional e intersetorial da Educação de Jovens e Adultos (EJA) em ambientes prisionais, e também mostrar a experiência de representantes das secretarias de Educação e de Administração Penitenciária de outros estados.

Mário Augusto Almeida, diretor de Diversidade e Inclusão da Seduc“É importante a gente pensar a educação prisional, essa troca de experiências, que vai trazer esse desenvolvimento do indivíduo privado de liberdade, dessa pessoa que está nesse momento da vida, mas não dos seus direitos. Isso é muito importante frisar que ele possa ter a possibilidade de ganho pessoal dentro desse momento, de recomposição estrutural de pessoa. A educação entra para virar a chave desse indivíduo, onde ele possa, quando sair, cumprir a sua penalidade e ser reinserido no contexto social mais adequado do que quando ele entrou”, frisou Mário Augusto Almeida, titular da Diretoria de Diversidade e Inclusão da Seduc.

A comissão da Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária do Mato Grosso, por meio do Núcleo de Educação nas Prisões (NEP), expôs projetos e boas práticas para a inserção social voltadas às pessoas privadas de liberdade.

Lucimar Poleto, secretária-adjunta de Administração Penitenciária do Mato Grosso“Fazemos um trabalho digno junto à Seduc para promover a oferta da educação dentro dos estabelecimentos penais. Educação e segurança é possível. A reinserção é possível quando a gente consegue conciliar as partes. E a gente tem que pensar muito no nosso trabalho, que é um desafio muito grande. A educação dentro do sistema penitenciário é uma luta constante, mas que requer profissionais criativos, interessados pelo que fazem e dedicados. Estamos aqui para compartilhar as nossas ações, as nossas boas práticas, e também para aprender com os outros estados”, disse Lucimar Pereira Poleto, da Secretaria-adjunta de Administração Penitenciária do Mato Grosso.

Josenias Figueira, especialista em Educação Prisional de SantarémIntercâmbio - A programação permitiu ainda que profissionais pudessem trocar experiências de práticas exitosas. Para o especialista em Educação Prisional, Josenias Figueira, do município de Santarém, na Região de Integração Baixo Amazonas, no oeste paraense, o Seminário é uma ótima oportunidade de intercâmbio de comunicação entre as localidades. “A importância desse momento é o intercâmbio entre as regiões, que faz com que você cresça profissionalmente, buscando novas atividades, com referência de outros estados. A gente vem de Santarém com uma realidade um pouco mais simples e buscando essas alternâncias de metodologia e trabalho. Visualizar o que os outros estados estão realizando na área de educação prisional é importante”, ressaltou o especialista.

Participaram também do I Seminário Interestadual de Socialização de Políticas Penais em Ambientes Prisionais representantes da Secretaria Nacional de Políticas Penais, Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Pará, Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária do Mato Grosso, Secretaria de Estado de Educação do Mato Grosso, Secretaria de Justiça do Espírito Santo e Secretaria de Estado de Educação do Espírito Santo.

“Trabalhar com a educação prisional é ter uma missão muito importante, socialmente falando, no que diz respeito ao que nós temos que sensibilizar a todos, e principalmente aos que trabalham no ambiente prisional. Por isso que estivemos aqui, com todos esses estados, onde tem um EJA em prisões muito forte no Brasil”, disse Ana Cláudia Neves, coordenadora de Educação de Jovens e Adultos.