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HOL e Polícia Científica avançam na formalização de parceria para captação de córneas no Pará

Termo de cooperação técnica prevê ampliação das ações de captação para o Banco de Olhos do Hospital Ophir Loyola em diferentes regiões do Estado

Por Brenna Godot (HOL)
09/06/2026 16h41
Equipe do Banco de olhos reunindo para expandir os resultados já alcançados pelas instituições

Representantes do Hospital Ophir Loyola (HOL) e da Polícia Científica do Pará (PCEPA) se reuniram, no início dessa semana, para discutir a formalização de um novo termo de cooperação técnica voltado à ampliação da captação de córneas para o Banco de Olhos do HOL. O encontro também serviu para alinhar estratégias que permitam expandir os resultados já alcançados pelas instituições.

Durante a reunião, o médico-legista Hinton Barros Jr., diretor do Instituto de Medicina e de Odontologia Legal Renato Chaves (IMOL), da Polícia Científica, destacou a importância da integração entre os órgãos para fortalecer a rede de doação de tecidos oculares no Pará. Segundo ele, a formalização do acordo permitirá ampliar as ações de captação de córneas e fortalecer a atuação conjunta das instituições.

O diretor clínico do HOL, Dr. Fábio Araújo, lembrou que o Banco de Olhos foi implantado no hospital em 2011. Após os impactos provocados pela pandemia, o serviço foi retomado em 2022 sob a coordenação do médico Alan Costa. Com a intensificação das ações promovidas pela atual gestão do hospital, a captação de córneas ganhou novo impulso, resultando em uma expressiva redução da fila de espera até alcançar demanda zero para transplantes de córnea.

De janeiro a maio de 2026, o Banco de Olhos do Hospital Ophir Loyola recebeu mais de 260 córneas. O resultado reflete o fortalecimento das ações de captação de tecidos oculares no Estado e impulsiona novas estratégias para ampliar ainda mais esse trabalho.

O coordenador do Banco de Olhos do HOL, Dr. Alan Costa, ressaltou a importância da cooperação com a Polícia Científica para ampliar a captação de tecidos oculares e garantir a disponibilidade de córneas para os procedimentos realizados pela rede de transplantes.

Entre os encaminhamentos da reunião está a formalização do termo de cooperação técnica, com foco no fortalecimento da captação de córneas nas unidades regionais da Polícia Científica, incluindo municípios como Castanhal, Marabá e Santarém, ampliando o alcance da iniciativa e beneficiando pacientes em diferentes regiões do Estado.

Com a formalização do termo de cooperação técnica, a expectativa é ampliar a captação de córneas em todo o Pará, fortalecendo o Banco de Olhos do HOL e aumentando a disponibilidade de tecidos para transplantes.

Quem pode doar córneas

A doação de córneas pode ser realizada por pessoas entre 2 e 72 anos, após a confirmação do óbito. Os tecidos oculares podem ser retirados em até seis horas após a morte e, depois de preservados, permanecem aptos para transplante por até 14 dias.

Existem critérios específicos de exclusão, como em casos de pacientes portadores de HIV ou de doenças infecciosas como hepatites B e C. Para que a doação seja realizada, a autorização da família é indispensável e pode ser feita diretamente junto ao Banco de Tecido Ocular.