Pipas ajudam no tratamento de crianças internadas no Hospital Metropolitano

11/06/2019 20h04 - Atualizada em 11/06/2019 20h13
Por Dayane Baía (HMUE)

A atividade ao ar livre é indicada pela equipe multiprofissional do MetropolitanoPacientes infantis do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, tiveram uma manhã especial nesta terça-feira (11), ao deixarem o ambiente interno para empinar pipas na área externa. A atividade foi proposta por uma equipe multiprofissional, com o objetivo de diminuir o estresse frequente em processos de internação.

Com o dia ensolarado, vento e poucas nuvens no céu, os olhos dos pequenos pacientes brilhavam de ansiedade. A expectativa era para colocar as pipas no ar, uma brincadeira simples, mas que faz muita diferença no tratamento das crianças.

As pipas foram doadas por um morador da comunidadeEm outra sala, parte da equipe dos setores Psicossocial, Humanização e Reabilitação do HMUE arrumou as pipas doadas por um vendedor da comunidade, que fez questão de ajudar quando soube que o brinquedo. construído com tala, linha e plástico, traria alegria aos pacientes.

O que parece só diversão, na verdade é tratamento sugerido pela equipe, ao acompanhar a evolução das crianças. "Com o tempo, eles ficam mais resistentes, não querem atender às orientações. Fizemos uma análise sobre as preferências do brincar, que é a forma de autonomia e independência das crianças. As pipas são comuns nessa época do ano. Então, percebemos que era uma atividade possível de ser executada", explicou a terapeuta ocupacional Ivana Castro.

Antônio José Oliveira, 11 anos, fraturou o braço ao cair de um jambeiro. O acidente não diminuiu a energia do menino. "A gente fica mais alegre, pois geralmente não sai da enfermaria", disse Antônio, com o total apoio da mãe, Valdilene Oliveira.Funcionários, pacientes e acompanhantes aprovaram a brincadeira com as pipas

Resultados - De acordo com a psicóloga Elzelis Rodrigues, os resultados se refletem também nos acompanhantes. Para ela, é uma maneira de reduzir um pouco a preocupação de pais ou responsáveis por crianças em tratamento. "Fazemos outras ações humanizadas, como rodas de conversa, e isso se reflete na vida das pessoas", acrescentou.

Referência no tratamento de média e alta complexidade em traumas e queimados para a Região Norte pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência dispõe de 198 leitos operacionais nas especialidades de traumatologia, cirurgia geral, neurocirurgia, clínica médica, pediatria, cirurgia plástica exclusivo para pacientes vítimas de queimaduras e leitos de UTI.

O HMUE recebe pacientes da Região Metropolitana de Belém, de outros municípios do Pará e até de outros estados. Em 2018, realizou mais de meio milhão de atendimentos, entre internações, cirurgias, exames laboratoriais e de imagem, atendimentos multiprofissionais e consultas ambulatoriais.