Procon Pará convoca SindiCombustíveis para discutir sobre a nova gasolina

12/08/2020 17h34 - Atualizada em 12/08/2020 17h53
Por Gerlando Klinger (SEJUDH)

Na manhã desta quarta-feira (12), o Procon Pará, vinculado à Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), se reuniu com representantes do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Pará (SindiCombustíveis), da Promotoria do Consumidor do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) e o Dieese para tratar sobre a nova gasolina que já está nos postos de combustíveis do Estado e a média dos valores que poderão ser cobrados.

Com o objetivo de fazer um trabalho preventivo, a diretoria de proteção e defesa do consumidor pediu um posicionamento ao Sindicato para entender quais os benefícios do novo composto da gasolina, inclusive sobre um possível aumento pela reformulação, o que pode trazer um impacto para o consumidor paraense.
 
Para o titular da Sejudh, Gilberto Aragão, é muito importante ter o conhecimento para que o Procon Pará possa atuar em defesa das pessoas com esta mudança “Nós precisamos entender este novo produto que está sendo oferecido para os consumidores. Saber os compostos, os benefícios, mas, principalmente, se esta gasolina virá com um preço muito elevado, o que poderá gerar um impacto financeiro nos paraenses”, declarou o titular.

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, a massa específica da nova gasolina com mais qualidade está relacionada à sua densidade e quanto maior ela for, maior é a capacidade de um mesmo volume de combustível gerar energia. A gasolina mais densa tem mais energia disponível para ser convertida no momento da combustão, isso fará com que os veículos sejam capazes de circular mais com menos combustível. A redução do consumo poderá ser de 4% a 6%, estimam os estudos que embasaram a mudança publicada pela ANP.

No momento, o técnico do Dieese Pará, Everton Costa, a Petróleo Brasileiro (Petrobras) autorizou, na manhã de hoje, mais um aumento de 4% no valor da gasolina nas refinarias, o que se preocupa pelo aumento que terá, até chegar ao consumidor, principalmente com a comercialização da nova gasolina. 

“Nosso papel é acompanhar o custo de vida dos paraenses. Então, costumamos também acompanhar os preços da gasolina. Em julho, o Pará ficou em 9° lugar como uma das gasolinas mais caras e, com essa nova gasolina, vem a preocupação do valor que isso chegará ao consumidor final, pois poderá haver mais um aumento expressivo, encarecendo ainda mais o custo de vida”, frisou o técnico.

De acordo com o diretor do Sindicombustíveis, Mário Melo, cada posto tem a autonomia de cobrar o valor que achar correto, de acordo com o seu custo. “Nós do Sindicato não temos interferência no preço. Eles pegam o preço de compra, botam o custo, aí cada posto estabelece um preço, de acordo com o seu custo operacional; com isso, os preços variam muito, principalmente com as variações das distribuidoras”, declarou o diretor.

No momento estiveram presentes o titular da Sejudh, Gilberto Aragão da Silva; Diretor do Procon Pará, Nadilson Neves; Coordenador de Fiscalização do Procon Pará, Renan Lobato; Promotores da Promotoria do Consumidor do MPPA, César Mattar Junior e Frederico Oliveira, além do técnico do Dieese, Everson Costa; Vice-Presidente da SindiCombustíveis, Jose Carlos Silva; Diretor do SindiCombustíveis e vice-presidente da Fecombustíveis, Mario Melo e o advogado do sindicato, Pietro Gasparetto.