Órgãos de defesa do consumidor discutem aumento no valor da cesta básica

17/09/2020 17h49 - Atualizada em 17/09/2020 18h03
Por Gerlando Klinger (SEJUDH)

A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Pará (Sejudh) participou nesta quinta-feira (17) de uma reunião com outros diversos órgãos de defesa do consumidor e representantes supermercadistas para tratar do aumento de preço de alguns itens da cesta básica no Pará. A alta acumulada chega a quase 7%. 

Com a pandemia, itens da cesta básica sofreram um expressivo aumento de valor nos supermercados de Belém. A cesta básica custa para cada paraense R$ 441,51, comprometendo quase a metade do atual salário mínimo que hoje tem o valor de R$1.045,00. De janeiro até agosto de 2020, a inflação nos alimentos foi de 6,61%.

De acordo com o secretário adjunto de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Azevedo Rosa, a Sejudh, por meio da Diretoria de Proteção do Consumidor, está empenhada na defesa do direito do consumidor. “Nós estamos aqui para saber os motivos do reajuste, se está dentro dos parâmetros normais de aumento”, justificou.

O Diretor do Procon, Luiz Cavalcante, esclareceu que a Diretoria está atenta às alterações nos valores da cesta básica. “Entendemos o momento complicado da economia no Brasil, e nossa missão é oferecer à população um apoio consciente quando tiver seus direitos violados no que tange ao aumento injustificado de preços dos produtos da cesta básica”, ressaltou.

Aumento no preço da cesta básica

Dados do DIEESE demonstram que de janeiro a agosto deste ano, a maioria dos produtos da apresentaram altas de preços. O arroz está em primeiro lugar com 26,32%, seguido pelo leite, com alta de 25,40%; feijão com alta de 21,31%; óleo de soja teve alta de 20,51%; a farinha de Mandioca com alta de 18,62% e o tomate com alta de 17,43%. Apenas a Carne bovina apresentou queda de 2,13%.

A reunião na sede do Ministério Público do Pará contou com a presença do secretário adjunto de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Azevedo Rosa; do Diretor do Procon, Luiz Cavalcante; do coordenador de fiscalização do Procon, Renan Lobato; além de promotores de Justiça das promotorias do consumidor, César Matar Jr e Joana Coutinho, do representante Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Roberto Sena e da Associação Paraense Supermercados (Aspas), Jorge Luiz Portugal.