Saneamento: obra de esgotamento sanitário avança em Belém

Projeto irá atenderá cerca de 90 mil habitantes com capacidade de tratar 475 litros de esgoto por segundo

10/05/2021 11h07 - Atualizada em 10/05/2021 12h17

Quase 60% das obras de construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Una, em Belém, já foram concluídas. O projeto do Governo do Estado, de responsabilidade da Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa), irá atenderá cerca de 90 mil habitantes com capacidade de tratar 475 litros de esgoto por segundo.

“Concluímos a infraestrutura de acesso e os reatores para tratamento biológico já estão em fase de conclusão, faltando a montagem hidromecânica da parte interna dos reatores UASB, da sigla em inglês Ufplow Anaerobic Sludge Blanket, tecnologia utilizada para tratamento biológico de esgoto para decomposição anaeróbia da matéria orgânica”, explicou Magali Pinheiro, engenheira sanitarista.

A obra está com 59,61% dos itens do projeto concluídos. Neste momento, ocorre a fase de construção do prédio onde será realizado o tratamento preliminar com a peneira rotativa, caixa da areia e o tratamento físico químico. Também estão em fase de construção o sistema de desaguamento de lodo e o tanque de contato para fazer a desinfecção do efluente. O próximo passo será a limpeza e desinfecção de um poço existente da estação elevatória de esgoto bruto para avaliação da estrutura e possível reaproveitamento.

Desenvolvimento – A obra ficou parada durante cinco anos e foi retomada pela nova gestão estadual em novembro de 2019. Estão sendo investidos mais de R$ 84 milhões na estação que realizará o devido tratamento sanitário de esgotos das áreas centrais de Belém. Com esse investimento, a capital vai passar a, efetivamente, tratar o esgoto com mecanismos que garantam maior qualidade ao conteúdo despejado no rio. A previsão é que a obra seja concluída no segundo semestre de 2022.

“O objetivo da ETE Una é tratar e remover o esgoto produzido pela população, tratá-lo para devolver os efluentes aos corpos hídricos em condições e parâmetros exigidos pelos órgãos ambientais”, finalizou Pinheiro.

Por Tayná Horiguchi (COSANPA)