Hospital Ophir Loyola moderniza padrão de leitos e de UTI e investe em tecnologias

A unidade referência no tratamento do câncer na região Norte, investiu na melhoria da infraestrutura e foi estratégica no enfrentamento da pandemia no Pará

28/12/2021 13h27 - Atualizada em 28/12/2021 16h21

O Hospital Ophir Loyola na avenida Gov. Magalhães Barata, em Belém, é referência no tratamento do câncer na região NorteDurante o ano de 2021, o Hospital Ophir Loyola, referência no tratamento do câncer na região Norte, em neurologia, neurocirurgia e transplantes, investiu na melhoria da infraestrutura para o enfrentamento da pandemia. Como exemplo, cita-se o investimentos de R$ 26 milhões na aquisição de tecnologias para diagnóstico, tratamento e materiais permanentes que contribuem para qualificar o atendimento dos usuários.

A diretora-geral, Ivete Vaz, informou que os investimentos atenderam ao planejamento de renovação tecnológica para estruturar a instituição que associados às ações estratégicas garantiram avanços e segurança na assistência.

“Foram realizadas aquisições significativas, instalados novos leitos de UTI e efetivadas contratações a fim de ampliar a oferta de procedimentos médico-hospitalares ao paciente de câncer e das demais referências. Os avanços também foram conquistados na área do ensino e pesquisa com a criação de uma nova residência e participação em projetos nacionais. Isso aponta que com organização e esforço as equipes superaram as dificuldades impostas pela pandemia”, destacou a gestora.

Credenciado como Centro de Alta Complexidade em Oncologia, o hospital tem uma equipe multiprofissional e novas tecnologiasA cada ano, mais de um milhão de procedimentos de média e alta complexidades são realizados em atendimento à demanda encaminhada pela rede básica, ambulatorial e hospitalar dos 144 municípios paraenses, e, ainda, de estados vizinhos, como Amapá e Maranhão.

Em 2021, foram realizadas 114 mil consultas médicas nas diversas especialidades do HOL, 28.340 exames de diagnóstico de imagem, 700 mil exames laboratoriais, 4.500 internações eletivas e de urgência e 2.819 cirurgias de médio e grande porte.

O Ophir Loyola dispõe de modernos equipamentos CENTRO DE ALTA COMPLEXIDADE EM ONCOLOGIA

O Ophir Loyola é credenciado como Centro de Alta Complexidade em Oncologia e, neste ano de 2021, atendeu 52.426 consultas, realizadas por uma equipe multiprofissional onde se inclui atenção a 4.330 casos novos de câncer. No ambulatório de Oncologia Clínica foram realizadas 27.231 quimioterapias.

O serviço de radioterapia deu continuidade ao tratamento oncológico com a realização de mais de 57.796 aplicações. Atualmente, a instituição dispõe de 193 leitos operacionais, clínicos e cirúrgicos, 10 leitos/Hospital Dia e 48 leitos de UTI adulto.

Um dos destaques do ano foi a oferta da Primeira Residência Médica em Neurorradiologia da região Norte, tornando o hospital o 8º Centro oficial de treinamento de profissionais no País, nessa especialidade médica. O que aprimora o auxílio a pacientes com doenças neurológicas vasculares e em áreas afins. Uma conquista para a região amazônica com incidência de doenças que necessitam da neurorradiologia diagnóstica e terapêutica.

PANDEMIA DA COVID-19

No cenário de enfrentamento à pandemia, o Ophir Loyola criou o ambulatório de “Neurocovid”, destinado à investigação e acompanhamento das manifestações neurológicas causadas pela covid-19, em janeiro de 2021. A unidade oferta consultas e exames aos pacientes encaminhados via sistema de regulação.

Paralelo ao aprimoramento dos serviços a usuários, o hospital também constituiu canais de escuta especializada para o atendimento psicossocial de servidores com suspeita e com diagnóstico confirmado de covid-19 e pós-covid-19. Assim como realizou a chamada pública para contratação de médicos para atuarem no enfrentamento da pandemia.

Em maio, uma nova ala de terapia intensiva foi inaugurada, com 19 leitos distribuídos em dois andares para suprir a necessidade de pacientes do grupo de risco por cuidados intensivos na pandemia. Atualmente, com a redução do número de casos, os leitos garantem mais celeridade no atendimento dos pacientes que necessitam de cuidados intensivos e nas cirurgias oncológicas. Um compromisso com os pacientes do perfil de assistência de alta complexidade do Ophir Loyola. Essas unidades chamadas de 4 e 5 tiveram seus serviços médicos terceirizados.

Em julho, o Hospital Ophir Loyola passou a realizar mutirões de cirurgias eletivas aos finais de semana, a fim de retomar o fluxo contínuo dos procedimentos, parcialmente suspensos em razão da necessidade da rede pública de saúde do Pará garantir o suporte necessário a pacientes infectados pelo novo coronavírus.

A partir de janeiro de 2022, o Ophir Loyola realizará o credenciamento para a realização de procedimentos cirúrgicos.

TECNOLOGIA  ASSISTIVA E CASE DE SUCESSO

O ano de 2021 também foi marcado pela preocupação com as diversas limitações que podem ser ocasionadas por doenças neurológicas ou oncológicas, causadas pelo tratamento e pela enfermidade. Atividades simples como andar e comer podem se tornar difíceis de serem executadas. O hospital investiu em tecnologia assistiva para auxiliar os enfermos a ter autonomia e a depender cada vez menos da ajuda de terceiros com a criação de utensílios e órteses em placa termomoldável.

Em setembro, a dedicação para otimizar fluxos e processos foram reconhecidos como case de sucesso apresentado pelo Hospital Sírio-Libanês no final do prêmio Kaizen Brasil. Uma premiação que reconhece o empenho das organizações na busca pela excelência e destaca projetos nacionais de boas práticas em melhoria contínua. O HOL participou com "Lean Nas Emergências'', um projeto do Ministério da Saúde desenvolvido, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi/SUS), executado em parceria com o hospital de São Paulo.

O hospital foi escolhido como coparticipante de um estudo nacional inédito sobre “Neurocovid”, realizado em 11 serviços de neurologia distribuídos de Norte a Sul do Brasil, sob a coordenação da  Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A pesquisa procura verificar se a forma mais branda do SARS-CoV-2, que não leva a internação por COVID-19, pode predispor o paciente a um acidente vascular cerebral  agudo. E  como referência em neurologia, com atividade acadêmica, com residência médica e  participando de projetos, mais recursos são encaminhados em prol do paciente.  

Por ser certificado como Hospital de Ensino e Pesquisa e ter bom de desempenho no Projeto Lean, o HOL foi selecionado para participar do projeto “Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e de Preceptoria do SUS - DGPSUS'', executado pelo Hospital Sírio-Libanês em parceria com o Ministério da Saúde, por meio do Proadi-SUS. Um curso de especialização em Qualidade e Segurança do Cuidado em Saúde para Preceptores do SUS (QSUS) será desenvolvido no HOL, durante o período de 12 meses.

TRANSPLANTES

Após o impacto ocasionado pela pandemia desde o ano de 2020, o número de transplantes de rim cresceu 66% no Hospital Ophir Loyola, em razão da adequação aos protocolos de segurança, da vacinação em massa da população e da queda dos indicadores de covid-19 que criaram condições sanitárias mais favoráveis ao procedimento. Durante o ano de 2020, somente 9 transplantes renais foram efetuados, contra 15 realizados de janeiro até o dia 06 de dezembro deste ano. Em 2018, foram realizados 30 transplantes e 27 em 2019.

Mudanças ocorreram com a terceirização do Serviço de Física Médica para atender os pré-requisitos impostos pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e a agilização no processo de autorização de operação e funcionamento do serviço de radioterapia do HOL. Com isso, várias melhorias foram implantadas, como a elaboração do plano de proteção radiológica e a aplicação de protocolos de acompanhamento pelo físico médico, entre outras.

As oportunidades de emprego também foram geradas com a realização de Processos Seletivos para contratação de profissionais para atuarem em diversas áreas do perfil assistencial do hospital.

Além das reformas físicas sistemáticas na instituição, as Unidades de Terapia Intensiva 2 e 3 passam por obras de revitalização  com previsão de conclusão para janeiro. Essas unidades de cuidados especializados também passaram por terceirização dos serviços médicos.  

Ademais, está em processo de contratação de uma empresa a digitalização do arquivo/prontuário dos pacientes para a implantação do prontuário eletrônico. Em relação aos medicamentos e material técnico, a gestão realizou um planejamento para efetivar a compra em 4, 6 e 12 meses.

NOVAS TECNOLOGIAS

As cirurgias de alta complexidade ganharam reforço com a aquisição de sete novos aparelhos de anestesia instalados no mês de março. Os equipamentos dispõem de diversos dispositivos de segurança e reúnem características de outros aparelhos utilizados em conjunto durante uma cirurgia.

Os novos aparelhos são automatizados, digitais, têm vaporizador eletrônico, sistema interface ventilador/anestesia e controle automático de fluxo de gases medicinais e de agentes anestésicos inalatórios, conforme a necessidade específica de cada paciente.  

Desde julho deste ano, o Serviço de Diálise conta com 25 máquinas novas para atender pessoas com doenças renais crônicas agudas, substituindo as 21 máquinas antigas do setor de Terapia Renal, que estavam em atividade há 15 anos e precisavam constantemente de manutenção. As outras quatro foram instaladas na UTI Covid para garantir a hemodiálise em pacientes com doença viral, cujos quadros agravam para lesão renal aguda. “A tecnologia moderna garante o cumprimento de cada sessão com eficácia e tranquilidade, sem interrupções provenientes de falhas técnicas”, informou a coordenadora, Márcia Rodrigues.

Em setembro, o Departamento de Diagnóstico por Imagem (DDI) recebeu um sistema de raios-x portátil AeroDR X10 para ser utilizado em diferentes ambientes hospitalares, desde a enfermaria até a sala de cirurgia e emergência, proporcionando versatilidade, segurança e conforto aos enfermos. A tecnologia tem um software AeroNav que fornece uma interface de fácil manuseio e intuitiva para um controle total do fluxo de trabalho.

“O equipamento permite capturar imagens de todas as áreas do corpo com um alto desempenho, são disponibilizadas para o diagnóstico imediatamente após aquisição. Além de possibilitar a comunicação sem fio para uso à beira do leito do paciente, faz a transmissão das informações para toda a rede hospitalar”, informa o coordenador do departamento, Allan Cavalcante.

Outra importante aquisição consiste num ecocardiógrafo Philips Affinity 50 para a realização de ecocardiograma transtorácico e transesofágico, com doppler colorido, destinado ao estudo anatômico e funcional do coração. Segundo o médico cardiologista, George Ishak, esse equipamento de ultrassom tem transdutores PureWave de cristal que disponibilizam imagens de alta definição, sendo utilizado na avaliação complementar do coração, tanto anatômica como funcional.

“Os dados obtidos auxiliam no planejamento, na estratégia e no prognóstico. Além disso, avalia a presença de trombos ou massas intracardíacas, de próteses valvares, biológicas e mecânicas, bem como realiza o acompanhamento da função cardíaca nos pacientes em tratamento oncológico, em especial, aqueles em uso de drogas cardiotóxicas”, explica o especialista.

E na radioterapia, obteve-se um sistema de radiografia computadorizada para auxiliar nos tratamentos de teleterapia e braquiterapia. Esse mecanismo encontra-se em pleno funcionamento e possibilita a obtenção de imagens diárias de localização do volume alvo a ser tratado, resultando em maior segurança e qualidade nos tratamentos realizados.

A área de Tecnologia da Informação obteve equipamentos e insumos para aperfeiçoar os processos administrativos e clínicos. Os servidores de hiperconvergência garantem alto desempenho dos sistemas internos e redução de custos. E, em fase de aquisição, uma solução completa de servidores de storage destinada a backups rápidos, proteção contra perda de dados e segurança das informações.

Um novo sistema de firewall já protege o hospital da invasão e infecção por softwares maliciosos e outras ameaças cibernéticas. O coordenador de Tecnologia de Informação do HOL, Diego Martins, afirma que uma das vantagens é a criptografia das informações assim que elas entram ou saem da rede empresarial.

“O Firewall é uma aplicação tecnológica ou um equipamento inserido entre um link de comunicação e um computador. É, como o próprio nome diz, o conceito de uma “barreira de fogo” que impede que softwares maliciosos roubem ou danifiquem os dados sem impedir que eles trafeguem normalmente na rede. Todas as aquisições feitas e as que estão por vir têm a finalidade de atualizar, trazer mais segurança, tornar nosso ambiente mais ágil e deixar a instituição padronizada com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD)”, explica Diego Martins.

Para a urologia, uma especialidade médica bastante ampla com diversos procedimentos clínicos e cirúrgicos, foram adquiridos dois conjuntos de aparelhos endoscópicos que irão beneficiar os pacientes oncológicos e com outras enfermidades.

Eentre as cirurgias endoscópicas existem as cirurgias da próstata, dos tumores de bexiga e de uretra, que exigem equipamentos de alta complexidade. “Mais um ponto positivo que irá agregar para o melhor desenvolvimento do serviço, bons equipamentos geram cirurgias seguras e melhores resultados”, destaca Ricardo Tuma, chefe do Serviço de Urologia.

Para melhor acolher o usuário, o hospital adquiriu 260 poltronas reclináveis com acionamento automático. Um olhar de atenção e cuidado para os acompanhantes dos pacientes internados nas clínicas de internação.

EQUIPAMENTOS ADQUIRIDOS

Para modernizar o Parque Tecnológico de Radioterapia foram adquiridos um tomossimulador e dois aceleradores lineares de partículas HalcyonTM, a mais avançada tecnologia para este fim. Cerca de 60% dos tratamentos oncológicos necessitarão de radioterapia em, pelo menos, uma fase da terapêutica. Os novos aceleradores, previstos para serem instalados em 2022, realizarão todos os tratamentos de teleterapia: convencional 3D, radioterapia com intensidade modulada (IMRT), radioterapia guiada por imagem (IGRT) e radiocirurgia.

De acordo com os especialistas, esses aceleradores de partículas irão substituir o acelerador Linear 67 e o antigo cobalto, combatendo o tumor em profundidade e reduzindo os efeitos colaterais nas estruturas da área que não precisam receber os feixes de radiação. De acordo com o coordenador da radioterapia, Dionísio Bentes, os aceleradores Halcyon ampliam a capacidade de atendimento diário.

“Os equipamentos adquiridos são mais ágeis e reduzem a exposição à radiação. Hoje, conseguimos colocar cinco pacientes em cada acelerador por hora. Os aceleradores novos permitirão tratar o dobro de pacientes. Em média, 10 pessoas por hora em cada novo acelerador. Com isso, será possível disponibilizar 160 novas vagas a mais, mensalmente, para a aplicação de radioterapia”, destaca o radioterapeuta.

Outros aparelhos foram comprados, a exemplo de um angiógrafo, ainda em fase de importação. O neurocirurgião e neurorradiologista intervencionista, Eric Paschoal, esclarece que o equipamento é de alta performance, com software 3D e reconstrução de tomografia na sala de procedimento, onde técnicas minimamente invasivas são realizadas para o tratamento de procedimentos endovasculares.

Segundo Paschoal, a tecnologia alemã permitirá tratar tumores de cabeça e pescoço, aneurismas cerebrais e malformações arteriovenosas cerebrais e medulares através das imagens reconstruídas. "Esse angiógrafo possibilita a execução de procedimentos mais céleres e eficientes com baixa dose de radiação. É de extrema importância para o hospital e para o SUS, pois o HOL é uma referência no tratamento destas lesões e possui programas de formação em residência médica em neurologia, neurocirurgia e neurorradiologia”, destaca.

A diretoria também investiu em diversos materiais de uso permanente  para aprimorar o atendimento prestado pelas equipes assistenciais, como 12 eletrocardiógrafos, 13 desfibriladores, 15 macas, 25 cadeiras de rodas, entre outros.

Por Governo do Pará (SECOM)