Para valorizar a vida, HGT conscientiza os usuários sobre a prevenção ao suicídio

26/05/2022 19h58 - Atualizada em 27/05/2022 05h22

Tendo em vista como assunto de saúde pública, a depressão e em consequência, o suicídio, foram assuntos abordados aos usuários em atendimento e acompanhantes nesta quinta-feira, 26, na Recepção Central do Hospital Geral de Tailândia (HGT), localizado no sudeste paraense, sendo conduzidos pela psicóloga hospitalar, Sâmela de Paula, antecipando, o Setembro Amarelo, mês alusivo de Combate ao Suicídio.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 3 mil pessoas por dia cometem suicídio no mundo, isso traz um panorama de a cada 40 segundos uma pessoa comete o ato. Ainda de acordo com a OMS, no Brasil, 32 pessoas cometem suicídio por dia, uma prática que mata mais brasileiros vencendo a AIDS e o câncer.

Por isso, com a chegada da Covid-19, a depressão começou a correr mais forte pelo mundo, a partir do fato de as pessoas realizarem o isolamento social, da forma como a doença ataca o organismo do ser humano e suas sequelas.  

Diante dos fatos, a ação de educação em saúde teve como “objetivo proporcionar maior visibilidade às pessoas, conscientizando sobre locais de apoio, prevenção e como identificar quem precisa de ajuda para tratar este mal que assola as famílias brasileiras”, analisou a psicóloga.

A atividade elucidou a temática com entrega de material informativo. Junto com ele, a profissional expôs didáticas de como começar a perceber os primeiros sinais de um início de uma depressão e prevenir o suicídio.

“Tudo inicia com mudanças de hábito. A pessoa começa a fazer o isolamento social, a ter desanimo para realizar tudo o que ela era acostumada a fazer e a depressão traz ansiedade ao ser humano. É necessário ficarmos atentos ao que a pessoa fala ou faz, tudo com indícios de que ela tem o desejo de morrer, ou seja, as frases de alerta”, pontuou a profissional.

As frases mais comuns ditas no quadro depressivo são: “Eu não sirvo para nada; Eu tenho vontade de sumir; Eu sou um atraso para as pessoas; Minha vida não tem mais sentido; Eu não aguento mais”, alertou a psicóloga.

Segundo Sâmela de Paula, após perceber esses sinais, devemos procurar um profissional da psicologia o mais breve possível para tratar a doença, antes que se agrave até o ponto de o tratamento solicitar remédios.

Uma das participantes do evento, Lúcia Castro, de 36 anos, achou salutar a abordagem do tema e a disseminação das informações. “Às vezes é uma doença silenciosa. Parabéns ao HGT por nos proporcionar esse conhecimento que é de extrema importância para a sociedade. Vamos nos conscientizar, ajudar quem precisa porque o tema é sério. Irei levar aos amigos e familiares para que possamos prevenir mais as pessoas deste mal”, contou a moradora de Tailândia.

Diante do ponto mencionado pela usuária, a psicóloga hospitalar confirma que não podemos esquecer que o ato suicida nem sempre envolve planejamento. “A pessoa pode cometer o suicídio sem ter demonstrado previamente esta intenção, porém, estes casos são minorias. Na maioria das ocorrências, as pessoas dão sinais de sua intenção ao suicídio”, finalizou. 

Projeto

O Hospital Geral de Tailândia (HGT) vai abrir mais um leque nas suas ações destinadas de Combate ao Suicídio. O próximo suporte à população será um local anexo à unidade hospitalar para atendimento rápido e prático dos usuários com o setor de psicologia do HGT.

“Neste local iremos tirar mais dúvidas, abordaremos o tema com mais profundidade, tudo para prevenção, de forma didática. Os nossos atendimentos dentro do hospital já são com o caso em andamento. Não vamos esperar somente por palestras. Agiremos desta forma também. O local ficará com horários de atendimento semanal”, concluiu Sâmela de Paula.

Texto: Pallmer Barros

Por Governo do Pará (SECOM)