AssistLar é garantia de atendimento em saúde a quem tem dificuldades de sair de casa

27/05/2022 18h53 - Atualizada em 28/05/2022 10h33

Criado em 2008, o Programa de Assistência Domiciliar (AssistLar) do Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Pará (Iasep) garante atendimento em casa aos segurados que não têm condições clínicas e funcionais de serem atendidos em nível ambulatorial. Principalmente em função das sequelas pós-covid, a busca pelo serviço especializado cresceu mais de 30% no ano passado, e só em abril deste ano eram 704 cadastrados, sendo a maioria de Belém (564) e o restante distribuído entre Ananindeua (124) e Marituba (16).

Servidor efetivo da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) e atualmente cedido para a Secretaria de Estado de Planejamento e Administração (Seplad), Rafael Pereira é cadastrado nos serviços de oxigenoterapia, ambulância, nutricionista, fisioterapia, e recebeu atendimento em casa em período regular entre os meses de julho de 2021 e abril deste ano. O motivo foi uma covid-19 grave, adquirida no ano passado, que lhe deixou 106 dias no hospital, sendo 60 deles intubado e em coma induzido.

"Eu ainda estava no hospital quando minha mulher correu atrás e descobriu que eu poderia ter acesso ao serviço. Desde a ida para casa, da ambulância, ao atendimento, sempre fui muito bem tratado. Sou muito grato ao Iasep e ao governo do Estado, porque ninguém mediu esforços. O AssistLar teve um papel muito importante na minha recuperação, que ainda está em andamento", relata o usuário.

Rebeca Mota é gerente do Programa de Assistência Domiciliar e informa que o programa também atende pacientes acamados em alguns tipos de pós-operatório ou que apresentam sequelas que dificultam seu deslocamento. Além de facilitar o acesso aos atendimentos, o serviço também reduz o processo de internação e reinternação e diminui as complicações clínicas.

"A assistência domiciliar é de suma importancia, porque além de ser uma comodidade, dá uma maior qualidade de vida aos nossos segurados, especialmente aqueles que têm comorbidades. A demanda é bastante crescente, fechamos abril com mais 704 segurados no programa, a procura vem aumentando, principalmente na demanda pós-covid", detalha a gestora.

Por Carol Menezes (SECOM)