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SAÚDE PÚBLICA

Pronto-Socorro estadual mostra importância dos cuidados com cateter de hemodiálise

Palestra foi realizada por duas enfermeiras da unidade, destinada a pacientes renais que utilizam o dispositivo e a seus acompanhantes

Por Joelza Silva (PSRM)
06/01/2026 20h59

Para orientar sobre prevenção a infecções e garantir a segurança e a eficácia dos cuidados adequados com o cateter, o Pronto-Socorro Dr. Roberto Macedo (PSRM), em Belém, promoveu na tarde desta terça-feira (6) palestra com orientações para pacientes renais e seus acompanhantes.

Além das orientações, pacientes e acompanhantes esclareceram dúvidas e receberam material informativo, com as “regras de ouro” - informações sobre o que não fazer com o cateter para evitar infecções e outras complicações no quadro de saúde.

As enfermeiras Angélica da Costa e Bianca Souza ministraram a palestra no PS

O cateter é uma forma de acesso vascular, utilizado quando não é possível criar uma fístula, a conexão cirúrgica entre uma artéria e uma veia. Ele pode ser temporário ou definitivo, e é implantado em veias do pescoço, tórax ou virilha.

Não molhar, não coçar, não manipular e não usar roupas apertadas foram algumas das orientações repassadas pelas palestrantes, para evitar que os pacientes contraiam infecção pelo cateter. Foram enfatizados sinais de alerta sobre umidade, sangramento, calor e vermelhidão no local onde o dispositivo é instalado, e os sintomas gerais, que são calafrios ou febre, logo após começar a hemodiálise.

Evitar riscos - Segundo Angélica da Costa, enfermeira da UTI Adulto e especialista em Nefrologia, é necessário que o paciente e seu acompanhante sigam as orientações, para evitar que o risco de infecção aumente e diminua a sobrevida do cateter. Angélica ministrou a palestra junto com a enfermeira Bianca Souza, coordenadora do setor. 

“Se a infecção de cateter fica recorrente, o paciente pode vir a ter sepse (infecção generalizada), que a gente sabe que é uma das doenças que mais causam óbitos no País. Essas orientações são muito importantes não só para o paciente, mas também para o acompanhante, já que o seu comportamento deve focar primariamente na higiene rigorosa, na segurança do dispositivo e na colaboração com a equipe médica, com o objetivo principal de prevenir infecções e garantir o sucesso do tratamento”, disse Angélica da Costa.

Susan Farias, acompanhante de Leiviana Gomes: informações que evitam infecções

Aprendizado - Susan Farias, moradora do distrito de Outeiro, pertencente a Belém, acompanhante de Leiviana Marcília Gomes, falou sobre a importância das orientações. “Eu aprendi muito com a palestra das enfermeiras. Essas informações são importantes para os pacientes e para nós, acompanhantes, pois agora já sei que a nossa postura pode evitar infecções e agravamento da doença. Mas o contrário também pode acontecer se não tivermos os cuidados adequados”, ressaltou.

Eli Moraes da Silva, 72 anos, morador do Bairro Tenoné, internado há quase dois meses no PSRM, contou que após seu cateter ser substituído, por não seguir as orientações de não molhá-lo, agora está mais atento aos cuidados que deve ter com o dispositivo.  “Eu tive um problema relacionado ao meu cateter por não ter levado a sério as orientações que tive aqui no hospital. A palestra foi importante para reforçar que devemos fazer a nossa parte, para que o tratamento tenha o resultado esperado”, acrescentou o paciente.

De acordo com a gerente de Enfermagem do PSRM, Cleide Costa, “as orientações sobre os cuidados com o cateter reduzem o risco de infecções, promovem a segurança da assistência e fortalecem o cuidado centrado no paciente, garantindo a continuidade do cuidado de forma segura”.

Serviço: O Pronto-Socorro Dr. Roberto Macedo (PSRM) integra a rede de saúde pública do Governo do Pará. É administrado pelo Instituto Acqua, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). A unidade funciona em regime de plantão 24 horas, na Avenida Augusto Montenegro, Bairro Parque Guajará, com atendimento às urgências e emergências clínicas, e também demandas reguladas pela Sespa, a exemplo de casos clínicos e críticos, encaminhados para tratamentos em especialidades de cirurgia geral, vascular, pediátrica, torácica, bucomaxilofacial e neurocirurgia, com a realização de cirurgias minimamente invasivas (videolaparoscopia).