Pará dá passo decisivo para emitir créditos de carbono jurisdicionais no mercado voluntário
Estado avança para a certificação de 38 milhões de toneladas em créditos de carbono, após aceitação formal do Architecture for REDD+ Transactions
O Governo do Pará avançou mais uma etapa para emitir créditos de carbono jurisdicionais no mercado voluntário. O Estado recebeu do Architecture for REDD+ Transactions (ART Trees), na quinta-feira (8), a aceitação formal dos documentos de registro e monitoramento necessários para a certificação internacional de redução de emissões e emissão de créditos com alto padrão de integridade.
Na mensagem enviada ao Governo, o ART Trees confirma que a documentação “está completa e atende aos requisitos do ART para esta fase”, e considera como aceitação formal para publicação, permitindo o início das próximas etapas do processo.
Os documentos do Pará comprovam a redução de 38 milhões de toneladas de CO₂ em 2023. Com base nesse resultado e na estruturação do Sistema Jurisdicional de REDD+, a projeção é de que o Estado tenha 260 milhões de toneladas em créditos de carbono até 2027.
Acordo - Em 2024, durante a Semana do Clima de Nova Iorque (EUA), o Estado firmou um acordo inédito para a venda de 12 milhões de toneladas em créditos de carbono, o equivalente a quase R$ 1 bilhão. Portanto, ainda estarão disponíveis para comercialização 26 milhões de toneladas referentes a 2023.
A comercialização dos créditos, no entanto, só ocorrerá após a conclusão das Consultas Livres, Prévias e Informadas (CLPIs) do Sistema Jurisdicional de REDD+. Atualmente, o Estado está conduzindo o maior processo de consultas prévias da sua história, com 47 consultas previstas, das quais 15 já foram realizadas, garantindo participação social e respeito aos direitos dos povos e comunidades tradicionais.
