Sespa articula universidades e gestão para alinhar pesquisas às prioridades sanitárias do Pará
Reunião remota reuniu Gestão Estadual, Cosems, universidades e Núcleos de Telessaúde para fortalecer a Saúde Digital e a inovação no SUS
A Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), por meio do Comitê Gestor Estadual de Saúde Digital, realizou, nesta sexta-feira (16), um encontro remoto com a coordenação do Programa de Pós-Graduação – Mestrado Profissional em Gestão e Serviços em Saúde (PPGGSA), pesquisadores e representantes da gestão estadual. A iniciativa integra a agenda estratégica de fortalecimento da Saúde Digital e da inovação no Sistema Único de Saúde (SUS), com foco no alinhamento entre pesquisa, gestão e necessidades do território paraense.
O objetivo da reunião foi discutir oportunidades de submissão de projetos de pesquisa e inovação a partir de instrumentos estratégicos nacionais, articulando-os às prioridades sanitárias do Estado. Entre eles, destacam-se o Edital CNPq/Decit/SCTIE/MS nº 32/2025, voltado a pesquisas inovadoras para a saúde das mulheres, com foco em oncologia, atenção obstétrica segura e equidade no acesso; e o Edital nº 1/2026 – SEIDIGI/MS, que busca identificar soluções tecnológicas inovadoras para o fortalecimento da transformação digital no SUS, no âmbito do Programa SUS Digital e do Programa Agora Tem Especialistas.
As propostas em debate consideram ainda o Planejamento Regional Integrado (PRI), o Diagnóstico Situacional em Saúde Digital e os resultados do Índice Nacional de Maturidade em Saúde Digital (INMSD), aplicados aos municípios paraenses, como referenciais fundamentais para a indução de pesquisas aderentes à realidade local.
De acordo com a coordenadora do Comitê Gestor Estadual de Saúde Digital da Sespa, Dayara Rosa de Carvalho, a articulação entre gestão estadual, universidades e núcleos de telessaúde é essencial para garantir que os projetos de pesquisa e inovação dialoguem com as reais necessidades do SUS no Pará.
“Esse alinhamento contribui diretamente para a qualificação da atenção à saúde, a redução das desigualdades regionais, o fortalecimento da Saúde Digital e a ampliação do acesso da população a serviços mais resolutivos, especialmente nas áreas de saúde da mulher, oncologia, atenção materno-infantil e organização da rede de cuidados”, enfatizou.
A reunião integra uma série de articulações iniciadas no último dia 13, quando a Sespa promoveu um encontro técnico com os Núcleos de Telessaúde da Universidade do Estado do Pará (Uepa), da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e da Universidade Federal do Pará (UFPA), além de coordenadores e docentes de programas de pós-graduação, representantes do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Pará (Cosems) e equipes técnicas da Secretaria.
Na ocasião, foram apresentadas as principais necessidades e prioridades do Estado em Saúde Digital, com base nos instrumentos de planejamento e avaliação. O diagnóstico evidenciou desafios estruturais, como a baixa maturidade digital da maioria dos municípios, a necessidade de fortalecimento da interoperabilidade dos sistemas de informação, a qualificação dos profissionais de saúde, a garantia de infraestrutura mínima para o uso de tecnologias e a redução das desigualdades regionais no acesso aos serviços de saúde.
No que se refere ao Edital CNPq/Decit/SCTIE/MS nº 32/2025, foi ressaltado que a chamada tem como objetivo apoiar projetos de pesquisa aplicados à saúde das mulheres, abrangendo ações de promoção da saúde feminina, prevenção, rastreamento, diagnóstico, tratamento e vigilância em oncologia, além da atenção obstétrica segura, com foco na equidade e na redução da morbimortalidade materna por causas evitáveis.
Como encaminhamentos estratégicos, foram pactuadas a intensificação da articulação entre a Sespa, universidades, núcleos de telessaúde e pró-reitorias para a construção de propostas alinhadas às prioridades estaduais, a criação de canais permanentes de comunicação interinstitucional e o aprofundamento das discussões técnicas sobre interoperabilidade e uso estratégico dos editais como instrumentos de fortalecimento do SUS no território paraense.
“É fundamental promover espaços permanentes de integração entre ensino e serviço para o fortalecimento da saúde no Estado do Pará. Trabalhar a Saúde Digital como eixo transformador é um caminho concreto para reduzir desigualdades regionais e ampliar o acesso da população. Quando a pesquisa dialoga diretamente com a gestão, a inovação deixa de ser discurso e passa a acontecer de forma efetiva no SUS”, concluiu Dayara Rosa de Carvalho.
Texto: Suellen Santos/ Ascom Sespa
