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Ação de saúde em Belém amplia e reforça cuidado e inclusão às pessoas com autismo

Serviços de clínico geral, ginecologia, odontologia, regulação e vacinação aproximam ainda mais a saúde pública da população na capital

Por Roberta Meireles (SESPA)
17/01/2026 15h08
Ação de cidadania na Aldeia Cabana, no bairro da Pedreira, garantiu a expedição da carteira de identificação da pessoa com TEA

Com foco especial no atendimento às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e suas famílias, a Aldeia Cabana, em Belém, recebeu neste sábado (17) uma grande ação de saúde e cidadania durante o evento “Por Todas Elas e Por Todos Eles”, iniciativa do Governo do Pará com participação da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). A programação reuniu uma série de serviços gratuitos e espaços inclusivos, coordenados pela Coordenação Estadual de Políticas para o Autismo (CEPA).

Ao longo do dia, o público teve acesso a orientações, atendimentos especializados e ambientes adaptados para garantir acolhimento, conforto e inclusão. Entre os principais serviços destinados às pessoas com TEA, destacou-se o cadastro da Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA), documento que assegura prioridade de atendimento em serviços públicos e privados e facilita o acesso a direitos e políticas públicas específicas.

Segundo a coordenadora de Políticas para o Autismo da Sespa, Brenda Maradei, a presença da CEPA em ações itinerantes é fundamental para aproximar os serviços das famílias. “A CIPTEA é um instrumento essencial para garantir direitos, prioridade e dignidade às pessoas com autismo. Muitas famílias ainda têm dificuldade de acesso à internet para realizar o cadastro, e estar aqui, com uma equipe preparada, faz toda a diferença”, afirmou.

Orientações - Além do cadastro da CIPTEA, a CEPA ofereceu orientações sobre o acesso à rede estadual de atendimento especializado, como os serviços do Núcleo de Atendimento ao Transtorno do Espectro Autista (Natea). Atualmente, o Pará conta com unidades em Belém, Marabá, Capanema, Tucuruí e Santo Antônio do Tauá, além de novos núcleos em construção nos municípios de Santarém, Altamira e Breves, ampliando a cobertura do atendimento especializado no estado.

Secretário de Saúde, Ualame Machado, acompanha o atendimento odontológico de uma paciente durante a ação de cidadania

A ação também contou com uma sala de acomodação sensorial, equipada com estímulos reduzidos e ambiente controlado, destinada a pessoas com autismo que necessitassem de um espaço mais tranquilo para regulação sensorial. Outra iniciativa foi a implantação de uma sala de recreação exclusiva para pessoas com TEA, com atividades lúdicas adaptadas e acompanhamento de profissionais capacitados, permitindo que pais e responsáveis realizassem atendimentos de saúde com mais tranquilidade.

De acordo com Brenda Maradei, a iniciativa atende a uma demanda recorrente das famílias. “Muitas mães atípicas deixavam de participar dessas ações por não terem com quem deixar seus filhos. Pensamos esses espaços para garantir que elas possam cuidar da própria saúde, enquanto seus filhos são acolhidos com segurança e respeito”, explicou.

Serviços - Além das ações voltadas ao público com TEA, o evento ofertou diversos serviços de saúde e assistência, como orientações sobre saúde bucal, atendimentos de clínico geral, ginecologia e oftalmologia, serviços de regulação, exames de imagem e aplicação de vacinas.

Ação de cidadania assegurou também acesso a exames especializados à população

O secretário de Estado de Saúde Pública, Ualame Machado, destacou que a ação integra uma política de fortalecimento da saúde pública com olhar humanizado. “Nosso compromisso é levar os serviços até onde as pessoas estão, garantindo acesso, inclusão e cuidado integral. Reforçar a atenção às pessoas com autismo e às suas famílias é prioridade da nossa gestão”, afirmou.

Entre as famílias atendidas estava a diarista Suzy Silva, mãe de um menino de 8 anos em fase de investigação para diagnóstico do espectro autista. Para ela, a ação representou acolhimento e esperança. “A gente muitas vezes se sente perdida, sem saber por onde começar. Aqui recebi orientação, informação e respeito. Saber que existem serviços e profissionais preparados faz toda a diferença para a nossa família”, relatou.


Texto: Caroliny Pinho (Ascom Sespa)