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SAÚDE INTEGRAL

Santa Casa promove ações de saúde mental e bem-estar para servidores no Janeiro Branco

Por meio do projeto "Casa Delas", iniciativa reforça o acolhimento a profissionais de saúde e estimula o equilíbrio entre rotina assistencial e qualidade de vida

Por Samuel Mota (SANTA CASA)
27/01/2026 14h21

Com o objetivo de fortalecer a cultura de cuidado com quem cuida, a Fundação Santa Casa realizou, nesta terça-feira (27), o evento "Paz, Equilíbrio e Saúde Mental". A iniciativa, que integra o projeto Casa Delas, reuniu gestores, especialistas e servidores no auditório da instituição para discutir a saúde integral do trabalhador. Inserida na campanha Janeiro Branco, a programação focou na importância do equilíbrio emocional e no combate ao sedentarismo como pilares para a excelência do atendimento hospitalar e a valorização do funcionalismo público.

O gerente de Desenvolvimento de Pessoas, Victor Oliveira, em sua apresentação, falou da importância do evento no fortalecimento da instituição. “Eu estou muito feliz, porque as pessoas que estão aqui são pessoas que a gente vê nos nossos cursos, e isso é gratificante, então quero deixar aqui a disposição em agradecer, e que vocês fiquem conosco”, frisou. 

“Ao longo desse ano teremos muitas opções de desenvolvimento. Vocês não vão ter pausa no sentido bom da coisa, porque a gente tem várias formas estratégicas de conseguir conectar com a realidade de cada um de vocês, seja na área administrativa, seja na área assistencial”, completou Victor.

Profissional de Educação Física, Victor também destacou que o evento reforça o combate ao comportamento sedentário. “É tornar mais ativas as pessoas em suas ações, no seu dia a dia, na sua vida. Os benefícios do exercício físico são inúmeros, então quando a gente pensa em saúde mental, a gente pensa principalmente em diminuição de ansiedade, de estresse, combate à depressão”, alertou.

“Dentro do parâmetro hospitalar, a gente tem algumas estratégias para quebrar essa rotina sedentária. Muito tem sido discutido sobre pausas ativas: a cada uma hora de serviço, você ter dez minutos de atividades, que você possa fazer uma caminhada, possa sair para fazer as conexões sociais. Tem outros exercícios que são de dupla tarefa, e quando você tem a estimulação cognitiva e o exercício em si, o exercício mútuo, assim como, por exemplo, o Green Exercise, que é o exercício verde, onde se tem contato com a natureza e ao ar livre. Em que eu digo que é um florescer”, enfatizou Victor Oliveira. 

O Janeiro Branco é um mês de conscientização para os cuidados com a violência psicológica e saúde mental. A campanha tem como objetivo normalizar o diálogo emocional e ampliar o foco coletivo mostrando que saúde mental é uma responsabilidade de todos, não apenas individual.  

Para a enfermeira Ezilene Souza, que atua na área de Urgência e Emergência da Santa Casa, eventos como esses são fundamentais. “É de extrema importância, porque a gente atende pessoas de todos os municípios do estado, com vários problemas, com várias demandas. Então, a gente tem que estar bem para poder atender bem. A gente precisa estar consciente da nossa obrigação, das nossas atribuições. E é preciso estar bem com nós mesmos para que possamos repassar essa segurança, essa humanização para os nossos pacientes que procuram o nosso serviço”, relatou.

Conscientização - O evento contou ainda com palestra da professora da Universidade Estadual do Pará (Uepa), de Ceyla Moraes, que abordou o tema: "Da Escuta ao Cuidado, fortalecendo a dinâmica de círculos restaurativos como prática de paz". A professora diz que vê eventos como esse, em um hospital, como de suma importância. “O hospital  trabalha com pessoas e atende pessoas. E como seres humanos que somos, precisamos estar atentos uns aos outros. Então, no nosso lugar de trabalho, como profissional, eu não posso olhar apenas no que o protocolo me pede, mas eu preciso estar atento paras questões que estão para além do que o externo me apresenta”, afirmou. 

“Em um hospital, que é referenciado, tem prêmios, fica muito mais evidente este cuidado. E aí, por isso, a escuta atenta, a empatia, a escuta ativa, é importante nesse cuidado com as pessoas que procuram o hospital. E para além das pessoas que procuram este lugar, também a equipe de trabalho precisa estar conectada entre si, nessa escuta, para que possa cuidar, fazer o seu trabalho, que é o atendimento. E cuidar da saúde, para que ele volte saudável para casa. E nesse cuidar, está o fortalecimento da saúde mental. E esse evento traz um significado muito importante para a Santa Casa”, destacou Ceyla Moraes.

A enfermeira da Fundação Santa Casa, Regina Bastos, reforça o posicionamento da professora. “Essas iniciativas são importantes. Lembrar desse servidor, lembrar do funcionário que se encontra no hospital, no contexto de, muitas vezes, de adoecimento, com desfechos desfavoráveis e que tem que lidar com diversas situações. E esse ser, tem que ser cuidado também”, observou. 

“E o janeiro branco, é um despertar para cuidar. Ele fortalece e no início do ano, aproveita para organizar isso, para fazer uma alusão, uma lembrança e organizar isso para o restante do ano, porque esse cuidar não é só janeiro. No decorrer do ano tem que ser lembrado, tem que ser cuidado, e tem que se organizar para isso, em que os nossos gestores precisam estar atentos a isso”, ponderou Regina Bastos.

Psicóloga da Santa Casa, Kláudia Sadala, uma das facilitadoras do evento, destacou a importância do janeiro branco como um alerta de cuidados. “No 'Janeiro Branco', a gente tem esse movimento, que justamente busca mudar a cultura de discussão sobre a saúde mental. É um movimento que vem desde 2014, começa no Brasil, mas é um movimento tão envolvente que acabou sendo exportado para outros países”, explicou.

“O movimento acabou se tornando uma iniciativa global, e a intenção é a gente trabalhar de maneira preventiva. Vivemos em um momento de pós-pandemia da Covid. Durante a pandemia, na verdade, vivemos situações difíceis de dor e falam muito especialmente aqui dos profissionais de saúde da linha de frente que precisaram estar ali realizando cuidados e com medo e com perdas, vivenciando inúmeros desafios e com certeza essas perdas reverberam em nós até hoje. Perdas de familiares, de amigos e até mesmo dos nossos pacientes e colegas de trabalho”, enfatizou a psicóloga sobre a importância dos cuidados profissionais. 

O evento contou com a participação do coral da Fundação Santa Casa "Saúde e Vida Maria Helena Franco".