Jovens atendidos pela Usina da Paz Jurunas/Condor participam de imersão cultural na Biblioteca Arthur Vianna
Parceria promove oficina de HQ e visita guiada aos espaços da Fundação Cultural do Pará para crianças e adolescentes do Jurunas e Condor
Nesta sexta-feira (30), em alusão ao Dia Nacional do Quadrinho, a Biblioteca Pública Arthur Vianna (BPAV) recebeu crianças e adolescentes atendidos pela Usina da Paz Jurunas/Condor para uma programação de intercâmbio cultural em Belém. A iniciativa, que integra as ações de fomento à leitura da Fundação Cultural do Pará (FCP), promoveu uma visita guiada pelos dois andares do prédio-sede e uma oficina prática de produção de HQs, conectando jovens da periferia ao acervo e aos equipamentos públicos de formação artística.
Iniciada com um tour pelo prédio, a turma explorou espaços estratégicos da FCP, como a fonoteca, a brinquedoteca, o auditório Aloysio Chaves e o acervo geral, encerrando o percurso na gibiteca, local escolhido para a oficina. A atividade reforça o compromisso institucional com a formação da comunidade por meio da literatura e das artes visuais.
Sobre o trabalho integrado, a técnica em gestão cultural, Yandra Galuppo, destacou a importância da união entre as unidades. “Nós trabalhamos de uma forma unida porque a gente considera as bibliotecas da Usina um braço do nosso trabalho aqui, então poder trazer as crianças junto com os profissionais, que são os nossos colegas de trabalho, fortalece ainda mais a nossa missão. Há uma troca de saberes, é esse olhar generoso e interessado em dar formação humana, dentro do nosso espaço, que é um espaço que está aberto para atender todos”, frisou.
Para a gestão das Usinas, o acesso a esses espaços é uma ferramenta de transformação social. Surama Andrade, gestora da biblioteca da UsiPaz Jurunas/Condor, relatou o esforço contínuo na mediação de leitura: “É um trabalho de formiguinha, mas o nosso objetivo hoje foi trazer essa visão de mundo um pouco diferente. Vocês podem também criar a historinha de vocês, trazer a vivência de vocês para o papel, quem sabe isso pode virar um livro. A gente tenta trazer esse mundo pra eles”.
A experiência prática marcou os participantes, como a jovem Esther Sodré, de 12 anos, que utilizou sua própria realidade como base para a criação artística. “Eu achei muito legal porque eu me inspirei na Usina, fiz a Biblioteca, que é o lugar que eu mais gosto de ficar”, contou.
Ações como esta demonstram que as bibliotecas públicas, tanto no centro quanto nas periferias, funcionam como portas para a mudança de realidade, oferecendo universos de possibilidades por meio de rodas de conversa, momentos de leitura e criação para todas as idades.
Texto: Marcos Maia - Ascom/FCP
