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DIA DO ENGENHEIRO AMBIENTAL

Engenheiro Ambiental é estratégico para desenvolvimento sustentável na Amazônia

Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater) celebra a categoria que contribui para o uso adequado dos recursos naturais

Por Fabricio Nunes (EMATER)
31/01/2026 11h14
A engenharia ambiental é uma das formações que integram o quadro da Emater no trabalho pelo desenvolvimento sustentável

A engenharia ambiental tem como missão primordial o desenvolvimento econômico e social, com proteção ambiental, preservação dos ecossistemas e conservação dos recursos naturais. É o que destacam profissionais da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater), na data, 31 de janeiro, que celebra a importância desses profissionais para a preservação do meio e do desenvolvimento sustentável.

Com quase 19 anos de atuação profissional em prol da agricultura familiar na extensão rural, no governo estadual, a coordenadora operacional, da Emater, Camila Salim,  já trabalhou em Tucumã e Conceição do Araguaia, na região do Araguaia, e em Belém, Marituba e Santa Bárbara, na Região Metropolitana (RMB).

Engenheira ambiental, Camila Salim, atua há 19 anos para o uso responsável dos recursos naturais no território paraense

Camila é especialista em Gestão Ambiental e Desenvolvimento Sustentável na Amazônia e mestre em Ciências Ambientais, e enfatiza que a engenharia ambiental contribui com o uso sustentável da água, do solo e da biodiversidade.

“E, sobretudo, participa, intervém e associa-se à produção responsável e equilibrada de alimentos, no panorama da saúde coletiva, da agroecologia e do manejo adequado dos recursos naturais”, aponta. 

Economia sustentável

O engenheiro ambiental atua diretamente nas soluções para proteger o meio ambiente, assim como no desenvolvimento sustentável ao gerenciar recursos naturais, no planejamento e tratamento de resíduos e saneamento básico, além de ser fundamental na atuação para recuperar áreas degradadas. 

“A partir da implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs), que são métodos de recuperação de áreas desgradadas, a gente cria um sistema que beneficia não somente o meio ambiente, mas também difunde tecnologias sociais, e gera trabalho e renda para o agricultor familiar, garantindo também a segurança alimentar dessas famílias”, afirma Camila Salim. 

A renda ao agricultor familiar pode ser elevada, por exemplo, pelo Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), mecanismo financeiro que conta com a atuação da Emater, que remunera agricultores familiares e produtores rurais pela conservação de nascentes, matas e áreas de preservação.

Segurança alimentar para todos

A atuação do engenheiro ambiental na Emater-Pará inclui a diretriz, desde 2023, a Política de Direitos Difusos e Coletivos (Portaria nº 0456/2023), focada na assistência técnica (ATER) a grupos historicamente excluídos: mulheres rurais, povos indígenas, quilombolas e comunidades de terreiro. Esta política pioneira promove equidade, inclusão social, segurança alimentar e valorização de saberes tradicionais, garantindo acesso gratuito a serviços de extensão rural, além de incentivar o cadastro ambiental rural (CAR) e a produção agroecológica. 

“A Emater valoriza os saberes tradicionais, com adaptação à realidade e aos costumes de ribeirinhos, quilombolas e indígenas. Em resumo, o engenheiro ambiental preza sempre pela conservação da natureza e pela soberania alimentar de todos os públicos”, observa Camila. 

Ela faz parte do quadro de oito engenheiros ambientais ativos na Emater-Pará, entre especialistas e mestres, com lotação na Região Metropolitana de Belém, Baixo Amazonas, no Rio Caeté e no Rio Guamá.

Escritório Central da Emetar, em Marituba, homenageou profissionais da engenharia ambiental

Homenagens 

Na sexta-feira (30), a Emater antecipou homenagens com a exposição Novo Olhar, na Biblioteca Lucivaldo Coelho, no Escritório Central, em Marituba. O setor exibiu exemplares de obras sobre meio ambiente e promoveu, em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) de Marituba, uma oficina de reciclagem de serragem a fim de confecção de vasos artesanais. 

“Orientamos práticas sustentáveis, que podem ser executadas por qualquer pessoa, sem risco e sem custo relevantes. No caso da serragem e do vaso, usamos produtos e ferramentas fáceis e do cotidiano, como cola branca, vinagre e amido de milho”, detalha a educadora ambiental Naza Cleiss do Nascimento, da Prefeitura de Marituba.

Texto de Aline Miranda e Fabrício Nunes / Ascom Emater-Pará