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Gravidez na adolescência recua no Pará e Estado intensifica ações preventivas em 2026

Com queda média de 5% nos registros desde 2019, Sespa mobiliza municípios para a campanha “Informação que protege” e reforça a oferta gratuita de métodos contraceptivos pelo SUS

Por Mozart Lira (SESPA)
02/02/2026 14h19

Desde 2019, o número de mães na adolescência no Pará, com idades entre 10 e 19 anos, diminuiu, em média, 5%, como aponta o levantamento do Sistema de Informações de Nascidos Vivos do Ministério da Saúde. Os casos registrados há sete anos foram de 31.330 nascimentos, enquanto em 2025 foram 22.172 mil gestações nesta fase da vida. 

Para impulsionar essa redução, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) tem orientado as secretarias de saúde dos 144 municípios paraenses a intensificarem iniciativas de prevenção à iniciação sexual prematura durante a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, cuja temática de 2026 é “Informação que protege, escolhas que constroem futuros”. 

Segundo a coordenadora de Saúde do Adolescente e Jovem da Sespa, Vera Canto, a mobilização ocorre sempre na primeira semana de fevereiro e a intenção deste ano é estender as atividades para as demais semanas deste mês, a fim de promover ações educativas de prevenção da gravidez na adolescência em todo o Pará, ampliando o acesso à informação qualificada e fortalecendo escolhas conscientes que contribuam para a construção de futuros mais saudáveis. 

“As ações serão realizadas pelos municípios durante todo o mês de fevereiro de 2026, com o intuito de sensibilizar e informar adolescentes, famílias e profissionais sobre como prevenir a gravidez precoce”, destaca Vera. O encerramento da campanha acontece durante o Fórum pelos 18 Anos do Programa Saúde na Escola (PSE) no Pará, que ocorrerá nos dias 26 e 27 de fevereiro em Belém, sob realização da Sespa em parceria com o Ministério da Saúde. 

Neste evento, serão entregues selos em reconhecimento às iniciativas desenvolvidas pelos municípios ao longo de 2025,  conforme a seguinte classificação: Selo Ouro (municípios Protetor do Futuro); Selo Prata (municípios que constroem futuros) e Selo Bronze (municípios que protegem com informação). 

No caso do Fórum, Vera Canto destaca que o objetivo dessas iniciativas é promover a troca de ideias entre os participantes acerca do cuidado com a saúde do adolescente, visando a prevenção da gravidez precoce. “São desafios que se apresentam ao profissional ao atender o adolescente na atualidade”, destacou. 

São nos serviços da Atenção Primária à Saúde (APS), com as Unidades Básicas de Saúde, geridas por prefeituras municipais, que são oferecidas à população adolescente e jovem as principais ações educativas acerca da sexualidade responsável, promoção à saúde, prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e da gravidez precoce.

Segundo as recomendações do Ministério da Saúde, nove métodos contraceptivos que ajudam no planejamento familiar são ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), de forma gratuita, a essa população. São eles: anticoncepcional injetável mensal; anticoncepcional injetável trimestral; minipílula; pílula combinada; diafragma; pílula anticoncepcional de emergência (ou pílula do dia seguinte); Dispositivo Intrauterino (DIU); preservativo feminino e preservativo masculino. 

Nesse fluxo, cabe à Sespa orientar os municípios a conduzir as políticas voltadas para esse segmento do público por meio de capacitações e treinamentos sobre normas recomendadas pelo governo federal. 

Vera também ressalta que, ao engravidar, a adolescente precisa procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua residência para fazer o pré-natal. Também é importante levar consigo o parceiro. Lá os dois serão acolhidos e receberão as orientações necessárias para o acompanhamento da gravidez. 

“A melhor forma de prevenir a gravidez na adolescência é com educação, alertando tanto as meninas quantos os meninos sobre os impactos de uma gestação precoce em seu desenvolvimento”, destaca Vera Canto, ao mencionar que adolescentes que desenvolvem problemas de saúde devido à gestação correm o risco de deixar a escola e não têm oportunidade de emprego. “São várias as consequências sociais e econômicas que eternizam um ciclo de pobreza e baixa escolaridade”, comenta.