Agência Pará
pa.gov.br
Ferramenta de pesquisa
ÁREA DE GOVERNO
TAGS
REGIÕES
CONTEÚDO
PERÍODO
De
A
SAÚDE

Hospital Regional Santa Rosa implanta projeto de humanização com polvos de amigurumi na UCI Neonatal

Iniciativa, desenvolvida em parceria com organização filantrópica, oferece acolhimento e conforto a recém-nascidos em situação de vulnerabilidade no Baixo Tocantins

Por Governo do Pará (SECOM)
10/02/2026 19h42

O Hospital Regional Santa Rosa, que integra a rede de saúde do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), iniciou neste mês de fevereiro a implementação do projeto de humanização “Polvos de Amigurumi: Acolhimento, Conforto e Humanização na UCI Neonatal”. A ação é voltada ao cuidado de recém-nascidos internados na Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal (UCI Neonatal) da unidade, localizada em Abaetetuba, no Baixo Tocantins.

A iniciativa tem como objetivo minimizar o estresse clínico e emocional dos bebês, promovendo um cuidado mais humanizado e centrado no paciente e em sua família. A proposta é desenvolvida a partir de uma parceria entre o hospital e a organização filantrópica Grupo Raízes de Abaeté, responsável pela confecção manual dos brinquedos de crochê terapêutico, conhecidos como polvos de amigurumi.

Cuidado humanizado com segurança assistencial

Os polvos de amigurumi foram idealizados como um recurso terapêutico complementar, sem abrir mão dos critérios técnicos e dos protocolos de segurança. Todos os brinquedos passam por validação do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) e da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH). Eles são confeccionados com linha 100% algodão, preenchidos com fibra antialérgica e possuem detalhes bordados à mão, garantindo resistência e segurança durante os processos de lavagem e esterilização.

“O material passa por todo o processo de esterilização no Centro de Material e Esterilização (CME) antes de ter contato com o recém-nascido. Todos os cuidados relacionados ao controle de infecção são rigorosamente seguidos, assegurando qualidade e segurança assistencial”, explicou o enfermeiro do SCIH, Thiago Carvalho.

Benefícios terapêuticos aos recém-nascidos

Os polvos de amigurumi são utilizados como estratégia de humanização por auxiliarem no conforto dos bebês, especialmente os prematuros. Seus tentáculos remetem ao cordão umbilical e à sensação do útero materno, ajudando a promover segurança, conforto e até a regular funções vitais, como respiração e batimentos cardíacos.

“Esse contato ajuda a amenizar o impacto da separação da mãe durante o período de hospitalização na UCI Neonatal, contribuindo para um cuidado mais acolhedor e humanizado”, destacou Ionara Paulina, coordenadora da UCI Neonatal.

A diretora assistencial do hospital, Lícia Lima, ressaltou a importância da iniciativa. “Agradecemos imensamente a doação dos brinquedos, que contribuirá de forma significativa para a humanização do cuidado aos nossos recém-nascidos. É uma ação terapêutica que promove conforto, acolhimento e cuidado integral, reforçando o compromisso da unidade com uma assistência cada vez mais humanizada”, afirmou.

Primeiro bebê beneficiado

O recém-nascido Heitor Fernandes, filho de Elani Fernandes, foi o primeiro a receber um polvo de amigurumi após o brinquedo passar por todas as etapas de processamento e esterilização no hospital. Para a mãe, o projeto representa um gesto de grande valor emocional. “Parece um brinquedo simples, mas tem um valor terapêutico muito importante. Neste momento de fragilidade dos nossos bebês, são esses tentáculos que abraçam e dão todo o afeto aos nossos filhinhos”, relatou.

A utilização dos polvos de amigurumi é inspirada em experiências internacionais iniciadas em 2013, na Dinamarca, por meio do Danish Octo Project, que identificou melhorias no conforto e no comportamento de recém-nascidos prematuros expostos a esse tipo de estímulo terapêutico.