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Durante o Carnaval, internação hospitalar exige atenção à saúde emocional, alerta Hospital Galileu

Unidade destaca a importância do apoio psicológico a pacientes internados por trauma físico durante o período festivo

Por Governo do Pará (SECOM)
16/02/2026 15h49

Enquanto o Carnaval movimenta ruas e avenidas com festas e celebrações, pacientes internados por traumas físicos enfrentam um desafio adicional: lidar emocionalmente com a hospitalização em um período culturalmente associado à alegria e à liberdade. No Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), na Grande Belém, a equipe de Psicologia atua para minimizar os impactos emocionais desse momento.

Segundo a psicóloga do Hospital Galileu, Ana Paula Carvalho, o período carnavalesco pode intensificar sentimentos de ansiedade, angústia e tristeza, especialmente em pacientes que já apresentam sintomas emocionais prévios. “Os impactos emocionais estão relacionados tanto à cultura do Carnaval quanto aos recursos internos que cada pessoa possui para enfrentar a situação, o que pode agravar quadros de ansiedade e episódios depressivos”, explica.

Entre os sentimentos mais observados estão frustração, irritabilidade, tristeza e a sensação de rompimento com o tempo cronológico, já que o paciente se vê afastado da rotina e das festividades. Essa frustração pode interferir diretamente no processo de recuperação. “A irritabilidade causada pela privação pode influenciar negativamente o vínculo do paciente com a hospitalização e com o tratamento”, destaca.

Além da dor física, os principais desafios psicológicos incluem sintomas de ansiedade que dificultam a participação ativa no tratamento, comprometem a compreensão do plano terapêutico, desestabilizam o vínculo com os profissionais de saúde e interferem na autoimagem do paciente.

Acompanhamento

Para enfrentar esse cenário, o Hospital Galileu oferece acompanhamento psicológico contínuo, com escuta qualificada, avaliações clínicas e orientações psicoeducativas. Durante o Carnaval, também são promovidas ações preventivas e atividades que levam elementos da cultura da festa para dentro do ambiente hospitalar, de forma segura e adaptada.

“O atendimento psicológico contribui para a recuperação ao identificar históricos psiquiátricos, oferecer suporte emocional, manejar crises psíquicas, fortalecer vínculos familiares e, quando necessário, realizar encaminhamentos externos”, afirma Ana Paula Carvalho.

Trânsito

Nos casos de acidentes de trânsito, sentimentos como culpa, medo e arrependimento são frequentes. Nessas situações, o trabalho da Psicologia se baseia no acolhimento, no acompanhamento e na facilitação dos processos emocionais, com encaminhamento especializado quando são identificadas questões mais profundas ou situações de risco.

A internação em datas festivas também pode agravar quadros de ansiedade e tristeza, observados por meio de alterações de humor, mudanças cognitivas e comportamentais e discursos que demandam escuta especializada.

Para os pacientes internados durante o Carnaval, a principal orientação é fortalecer os vínculos com a rede de apoio e adotar estratégias emocionais que ajudem no enfrentamento da hospitalização. “É fundamental estimular o contato com familiares, trabalhar as emoções e acompanhar os processos psicológicos de cada paciente”, orienta a psicóloga.

à população, Ana Paula alerta que o cuidado deve ser integral com o corpo e a mente. “O Carnaval é uma festa que celebra a diversidade, o acolhimento e a alegria. É uma forma de cuidado cultural consigo e com o outro. Por isso, é importante estar em ambientes seguros, com pessoas de confiança, além de manter-se hidratado e bem alimentado para aproveitar a festa de forma saudável”, conclui.

Serviço

O HPEG é uma unidade pública do Governo do Pará, gerenciada pelo Instituto de Saúde Social e Ambiental da Amazônia (ISSAA), realiza procedimentos como fratura diafisária da tíbia, fratura distal do antebraço e da mão, além do tratamento de osteomielite crônica e aguda.

O hospital possui 104 leitos de internação e conta com o Serviço de Reconstrução e Alongamento Ósseo, além de realizar cirurgias de traqueia e urológicas, como hiperplasia prostática benigna, exclusão renal e triagem com biópsia de próstata.

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Texto: Roberta Paraense/ Ascom Galileu